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Jorge Messi, pai e empresário de Lionel Messi, morreu aos 68 anos, em Rosário, na Argentina. Supervisor de siderúrgica antes do futebol, Jorge foi o primeiro "treinador" do filho e peça fundamental em decisões emblemáticas da carreira do craque argentino.
Pai do craque
Jorge Horacio Messi era filho de espanhóis e nascido em Las Heras, em Rosario, na Argentina. Ele trabalhou como supervisor em uma grande siderúrgica antes do futebol entrar na vida da família.
Leia no AINotícia: Esporte: Panorama da Semana no Futebol, Tênis e Paralímpico Leia também: Barcelona, Argentina, Real Madrid e outras entidades prestam condolências a pai
Pai de quatro filhos, decidiu se mudar para a Espanha, decisão que mudou a história da família— e do futebol. Foi no país europeu que Lionel Messi teve a oportunidade de entrar em La Masia, categoria de base do Barcelona.

Com o filho caçula despontando como uma revelação do futebol, Jorge passou a gerenciar a carreira de Lionel. Com perfil discreto, foi o responsável por negociar contratos, negociações e decisões do filho fora dos gramados.
Uma das decisões mais emblemáticas e conhecidas do pai foi o pedido que fez a Messi para trocar a Nike pela adidas: após ter a solicitação por agasalhos extras de treino ignorada, Jorge e Lionel romperam com a marca norte-americana e fecharam com a fornecedora alemã, em um contrato que, hoje, é vitalício.
Espanha ou Argentina?
Em uma entrevista concedida em 2012, Jorge contou que a família cogitou voltar para a Argentina nos primeiros anos de Messi na Espanha, em função de problemas com a documentação, que impediram o jovem de atuar por um período. No fim, a decisão de permanecer no país partiu do próprio Lionel. Mais de esporte
Jorge também foi determinante na decisão de o filho atuar pela seleção argentina: enquanto o craque era cobiçado pelos europeus, ele mostrou um vídeo do filho a Hugo Tocalli, treinador da seleção juvenil da Argentina à época. Leia também: Morre pai de Lionel Messi aos: o impacto imediato para a temporada
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Foi Jorge quem assegurou que o filho jogasse por seu país natal: a federação argentina correu para montar a "Operação Messi", um amistoso marcado como pretexto para convocar o jogador pela primeira vez, em 2004.
O empresário deixa Lionel e outros três filhos: Rodrigo, Matías e María Sol. Até o momento, a família não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento.
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