Um quinto dos países que se democratizaram reelegeu ditadores ou seus filhos
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Marcos Guedes
Mayara Paixão
Luciano Trindade
East Rutherford (Nova Jersey)
A promessa de uma estreia difícil para o Brasil na Copa do Mundo de 2026 se concretizou na tarde de sábado (13) em East Rutherford, nos arredores de Nova York. A seleção teve pela frente um adversário duro no MetLife Stadium e sofreu para conseguir um empate por 1 a 1 com Marrocos.
Após um péssimo início, no qual levou bonito gol de Saibari e poderia ter levado mais, a equipe dirigida por Carlo Ancelotti conseguiu equilibrar as ações e igualou o marcador ainda no primeiro tempo, em jogada característica de Vinicius Junior pela esquerda.
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A formação marroquina diminuiu o ritmo depois do intervalo, e a seleção brasileira melhorou um pouco com algumas de suas substituições –entraram Danilo e Fabinho, depois Luiz Henrique, Matheus Cunha e Danilo Santos. Mas o placar não voltou a ser movimentado.
Cada um dos times, assim, largou com um ponto no Grupo C. A chave é liderada pela Escócia, que conquistou na noite de sábado sua primeira vitória em Copas em 36 anos, fazendo 1 a 0 no Haiti, em Foxborough, nos arredores de Boston.
"Acho que não começamos bem o jogo. A equipe estava um pouco preocupada, perdemos muitos duelos, muitas bolas. A primeira parte não foi boa. Foi uma partida difícil porque Marrocos é uma boa equipe. Agora, é olhar para o próximo jogo", afirmou Ancelotti. Leia também: Um quinto dos países que se democratizaram reelegeu ditadores ou seus filhos
O confronto em East Rutherford foi acompanhado pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Ele gravou um vídeo antes do duelo recordando Sócrates e a Democracia Corinthiana, porém não viu em campo nada parecido com o Doutor.
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Foi desastroso o início da partida do Brasil, dominado por um adversário que parecia ter mais jogadores em campo. Carlo Ancelotti optou por utilizar Ibañez na lateral direita, colocou Douglas Santos na esquerda e surpreendeu ao escalar Igor Thiago como centroavante. Não funcionou.
Marrocos pressionava no campo de ataque, roubava a bola e enfileirava oportunidades. El Aynaoui e Bouaddi trocavam passes com facilidade na região da intermediária. Na ponta esquerda, El Khannouss levava ampla vantagem sobre Ibañez. Em sete minutos a formação africana já havia tido duas oportunidades de finalizar dentro da área.
A seleção verde-amarela teve sua primeira escapada aos 14 minutos, quando Raphinha fez a bola chegar a Vinicius Junior na ponta esquerda. Igor Thiago, na entrada da pequena área, desperdiçou a grande chance e mal encostou na bola no cabeceio. Mais de politica
O lance não mudou o panorama da disputa, e o gol que o time de vermelho já fazia por merecer saiu aos 21 minutos. Paquetá teve dificuldade para dominar um passe forte de Ibañez e permitiu o contra-ataque. Brahim Díaz recebeu de Mazraoui e achou Saibari nas costas de Marquinhos e Gabriel Magalhães. Na cara de Alisson, o camisa 11 o encobriu.
Veio a calhar para Ancelotti a pausa para hidratação, na qual fez um ajuste: abriu Raphinha na direita, tirando dali Paquetá. Não mudou da água para o vinho, porém o Brasil conseguiu equilibrar as ações e ter mais o domínio da bola no meio-campo.
Disposto a encarar repetidamente a marcação, Vinicius Junior teve sucesso aos 32. Tocou para Bruno Guimarães, recebeu de volta dentro da área e soube iludir El Aynaoui antes de acertar um bom chute no canto esquerdo de Bounou, para empatar. Leia também: Um quinto dos países que se democratizaram reelegeu ditadores ou seus filhos
Foi só a partir daí que explodiram os primeiros gritos de Brasil. Surpresa e impaciente até então, a torcida da equipe pentacampeã ainda viu dois bons momentos antes do intervalo, um voleio de Paquetá e um cabeceio de Marquinhos.
A essa altura, o técnico já havia pedido que Danilo, Fabinho e Matheus Cunha iniciassem o trabalho de aquecimento. No intervalo, acionou os dois primeiros, que substituíram Ibañez e Casemiro –estes dois, muito mal na etapa inicial, estavam pendurados com cartão amarelo.
A partida teve um ritmo mais lento na etapa final, mas os principais lances de ataque foram do Brasil. Após o início avassalador, Marrocos diminuiu a marcha e começou a dar mostras de que estava satisfeito com o empate –o goleiro Bounou pediu atendimento médico mais de uma vez.
Para dar maior mobilidade ao ataque, Ancelotti chamou Luiz Henrique e Matheus Cunha, que substituíram Igor Thiago e Paquetá. Houve rapidamente alguns bons lances com a participação do habilidoso Luiz Henrique.
A melhor oportunidade surgiu aos 33 minutos, quando Vinicius Junior recebeu pela esquerda em contra-ataque e deixou Raphinha em ótima posição para finalizar. O camisa 11 pegou mal na bola, porém, e a partida terminou mesmo empatada.
Brasil 1 x 1 Marrocos (Copa do Mundo - Grupo C)
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