Árbitro de Grêmio x Mirassol relata ofensas após polêmica: 'Ladrão, safado'
Ler matéria →Mundo A resposta do governo Milei à decisão do Itamaraty de rebaixar a relação diplomática com a Argentina O embaixador argentino no Brasil deverá retornar a Buenos Aires depois de ofensas do presidente do país vizinho a Lula
O governo de Javier Milei informou que não pretende pedir desculpas ao Brasil pelas ofensas do presidente do país vizinho a Lula, que levaram o governo brasileiro a rebaixar a relação diplomática entre os países. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira 5, o chanceler do governo Milei, Pablo Quirno, afirmou que a decisão do Brasil é “lamentável” e “unilateral”. Ele tentou minimizar os ataques de Milei a Lula, afirmando que nos últimos anos houve demonstrações dos dois lados sobre diferenças políticas e ideológicas.
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“Lula proferiu insultos a nosso presidente que não foram respondidos”, disse Quirno, sem citar quais teriam sido os xingamentos. “Temos diferenças ideológicas. A América do Sul está mudando e assim esperamos que seja também no Brasil”, prosseguiu, reforçando a torcida do governo argentino por uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições brasileiras de outubro. Leia também: Real Madrid ou Barcelona: melhor da Copa, Rodri vira alvo para reforçar
A partir da decisão do Itamaraty, o Brasil passa a ser representado na Argentina por um encarregado de negócios, e não mais por um embaixador. Julio Bitelli, que chefiava a embaixada do Brasil em Buenos Aires, não retornará ao país vizinho. Da mesma forma, o embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, foi informado que poderá deixar o País.
O governo brasileiro, agora, fará tratativas apenas com o encarregado de negócios argentino em Brasília. O chanceler argentino tentou minimizar a responsabilidade de seu presidente na escalada da disputa, que já representa um dos maiores conflitos diplomáticos entre Brasil e Argentina em décadas. “
A Argentina lamenta a decisão unilateral do Brasil. Não é o caminho. Estamos sempre dispostos a manter as relações.
De nosso lado, não vai haver nenhuma reação diplomática nossa. Para uma briga, é preciso que dois queiram brigar. Não contem com a Argentina para isso”, declarou. Mais de esporte
Milei esteve no Brasil em 25 de julho, quando Flávio Bolsonaro lançou sua candidatura à presidência. Na ocasião, ofendeu o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a quem chamou de “lixo careca”, além de disparar contra Lula. No último domingo 2, o presidente argentino dobrou a aposta.
Em entrevista ao canal LN+, repetiu as ofensas, chamando o presidente brasileiro de “ladrão” e “corrupto” e propagou inverdades sobre as decisões judiciais que anularam as condenações da Lava Jato. Em um primeiro momento, Lula reagiu aos ataques com ironia: “Quem é esse cara? Leia também: Esporte: Panorama de Notícias do Futebol Brasileiro
”, devolveu a um jornalista ao ser perguntado sobre as ofensas proferidas por Milei. Depois, o presidente brasileiro classificou a participação do argentino na convenção do PL como uma “patacoada” e afirmou: “Não vou ficar trocando coisa com aquela coisa”.
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