
Crédito, Bruno Spada/Câmara dos Deputados
- Author, Iara Diniz
- Role, BBC News Brasil
- Published Há 17 minutos
- Tempo de leitura: 4 min
A Justiça da Itália anulou nesta sexta-feira (22/5) a extradição ao Brasil da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL), presa no país desde julho do ano passado.
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A decisão foi tomada pela Suprema Corte de Cassação de Roma, que também determinou a libertação imediata da ex-parlamentar. A notícia foi confirmada à BBC News Brasil pelo advogado Fabio Pagnozzi, que faz parte da defesa de Zambelli.
Segundo Pagnozzi, ela foi solta na noite desta sexta. A reportagem ainda não conseguiu verificar essa informação.
Em março, a Corte de Apelação de Roma determinou a extradição da ex-deputada. Mas a defesa recorreu da decisão e conseguiu revertê-la na Corte de Cassação, a última instância da Justiça italiana. Leia também: Lula descola de Flávio Bolsonaro e abre 4 pontos em eventual 2º turno, aponta
Com isso, a decisão será enviada ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar um parecer favorável ou contrário à extradição. Ele tem 45 dias para fazer isso.
O pedido de extradição foi apresentado pelo governo brasileiro às autoridades italianas em junho de 2025, quando Zambelli fugiu para a Itália após ser condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter supostamente ordenado a invasão do sistema de mandados judiciais do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o auxílio do hacker Walter Delgatti.
Zambelli passou a ser considerada foragida e teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
Em 29 de julho deste ano, ela foi presa na Itália por meio de uma cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e agências italianas.
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Zambelli também foi condenada no Brasil por sacar uma arma e perseguir um homem em São Paulo na véspera da eleição presidencial de 2022. Também há um pedido de extradição referente a esse processo, ainda pendente de julgamento.
Ela renunciou ao mandato como deputada em 14 de dezembro, após a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) votar pela sua cassação.
A decisão da comissão chegou a ser revertida pelo plenário da Câmara, mas após anulação da sessão pelo STF, Zambelli apresentou sua carta de renúncia. Leia também: Como foi o último 'The Late Show', de Stephen Colbert, que pôs fim a décadas de
Carla Zambelli foi acusada pela PGR de planejar e coordenar, com o auxílio do hacker Walter Delgatti, uma invasão ao sistema do CNJ no início de 2023.
Segundo a denúncia, o objetivo da deputada era incluir alvarás de soltura falsos e um mandado de prisão forjado contra o ministro Alexandre de Moraes.
Delgatti, que confessou o ataque, foi condenado a oito anos e três meses de prisão. Ele afirma ter feito a invasão a mando da deputada.
Os dois foram condenados pela Primeira Turma do STF em maio.

Crédito, Geraldo Magela/Agência Senado
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