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Em publicação nas redes sociais, Glória Menezes se declarou para Laura Cardoso

As críticas de Laura Cardoso aos rumos das novelas: 'Você não pode me cortar para fazer um close da bonitinha' - Author, Tom Cardoso - Role, De São Paulo para

Em publicação nas redes sociais, Glória Menezes se declarou para Laura Cardoso

As críticas de Laura Cardoso aos rumos das novelas: 'Você não pode me cortar para fazer um close da bonitinha'- Author, Tom Cardoso- Role, De São Paulo para a BBC News Brasil- Published- Tempo de leitura: 7 min Morreu na noite de segunda-feira (17/08), aos 98 anos, a atriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira. Com oito décadas de carreira e mais de 60 novelas encenadas, será lembrada por papéis como Isaura, a mãe das gêmeas Ruth e Raquel em Mulheres de Areia (1993); e a médium Guiomar, em sua inesquecível interpretação em A Viagem (1994). Na longa trajetória, Laura Cardoso, conhecida por seu forte senso crítico, sentiu as mudanças do tempo.

Mais velha, criticou os impactos da tecnologia e a priorização de rostos bonitos nas novelas. Recusou-se a submeter a tratamentos estéticos invasivos para parecer mais jovem e, com isso, ampliar as possibilidades de trabalho. "

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Essa é a minha cara, feia ou bonita, é minha. Tô nem aí", declarou ao jornal O Globo em abril de 2024, a meses de completar 97 anos.

Morta por causas naturais, Laura dividia a rotina entre o apartamento no bairro de Perdizes, na capital paulista, e o sítio em Itu, interior de São Paulo. Apesar de afastada da televisão desde 2019, ano em que fez uma participação na novela A Dona do Pedaço, da TV Globo, a atriz se dizia pronta para voltar à ativa.

" Não sou muito de férias nem de aposentadoria. Acho que, se você parar, morre alguma coisa por dentro. Leia também: Entretenimento: O que rolou na semana

Trabalho é vida, faz a cabeça e o corpo funcionarem, o coração pulsar forte", disse ela ao Globo em 2017. Para se manter atualizada, e com a cabeça trabalhando, Laura manteve o hábito de ler todos os dias. "

Ator tem que saber ler. E tem muitos que não sabem", disse à Folha de S. Paulo. Foi a literatura, aliás, que a despertou para as artes dramáticas.

Os primeiros passos Desde muito cedo, Laura foi estimulada a ler compulsivamente pelas professoras do colégio de freiras onde estudou, em São Paulo, e pelo pai, um comerciante apaixonado por literatura, teatro e cinema. Ainda criança, tomou a decisão, junto com uma amiga, de transformar um romance numa peça de teatro, improvisada ali mesmo, nas ruas do bairro da Bela Vista. "

Toda noite a gente vestia a roupa, botava o chapéu, o anel, o brinco da mãe da menina, sentava na calçada e esperava o bonde. Então, a gente brincava, subia no bonde e descia correndo. Esse era o nosso teatrinho de toda noite", lembrou ela ao site Memória Globo.

Aos 14 anos, decidiu entrar para o rádio. A mãe foi contra. " Mais de entretenimento

Quem fazia teatro era puta. Então, eu era puta. Sou putíssima até hoje, porque eu defendo a profissão", disse ela ao Estado de S. Paulo.

Foi o pai quem bancou a decisão de Laura, acompanhando a adolescente para um teste na Rádio Cosmos. Aprovada imediatamente, foi aconselhada a adotar o nome artístico Laura Cardoso, em vez do nome de batismo, Laurinda de Jesus Cardoso A jovem atriz logo chamou a atenção dos diretores pela versatilidade em cena, alcançada com muita disciplina e treinamento— uma marca de seu trabalho, que permitiu que ela transitasse por todos os formatos da dramaturgia com a mesma desenvoltura.

" Eu quero ganhar. Pode ser vaidade, mas não fico feliz se isso não acontecer. Leia também: Netflix é processada pela banda Demon Hunter por ‘Guerreiras do K-Pop’

Vou para a arena para sair vitoriosa, ser a melhor, senão não estou satisfeita", disse à revista Caras em 2013. O diretor Antônio Abujamra, que dirigiu Laura em peças marcantes, como As Criadas (1968) e Volpone (1977), destacou as grandes qualidades da atriz. "

Ela é capaz a uma contínua adaptação a situações sempre novas, o que a faz sobreviver num clássico como Ben Jonson [dramaturgo inglês do século 16] ou a infinidades de textos na televisão que a obriga ter uma competência técnica". Teatro: amor e dedicação Laura, cria da rádio-novela, estreou tardiamente no teatro, a grande paixão. Em 1959, aos 32 anos, encenou o espetáculo Plantão 21, montagem que projetou o grupo Pequeno Teatro de Comédia e seu diretor, Antunes Filho, conhecido por exigir muita disciplina e dedicação dos atores.

Laura, igualmente perfeccionista, se entendeu bem com o então jovem e talentoso diretor. " Passávamos 10, 12 horas dentro do teatro, onde ensaiávamos, ouvíamos palestras e exercitávamos nossa expressão corporal.

Nos poucos minutos de intervalo, bebíamos cafezinho e pronto. Escutávamos o sinal da labuta", disse a atriz sobre a experiência de encenar Vereda da Salvação, dirigida por Antunes e apresentada no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), em 1964. "

Narrando assim parece até um trabalho insano, mas é dessa forma que eu, Antunes e alguns colegas de profissão nos sentíamos felizes", contou ao site Itaú Cultural. A segunda encenação de Vereda da Salvação, trinta anos depois, também dirigida por Antunes, rendeu a Laura seu segundo o Prêmio Shell de melhor atriz— o primeiro havia sido pela atuação na peça Vem Buscar-Me que Ainda Sou Teu (1990), com texto de Carlos Alberto Soffredini e direção Gabriel Villela. A consagração na TV

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