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Em estudo, exame de sangue revela sinais de Alzheimer décadas antes dos sintomas

Em estudo, exame de sangue revela sinais de Alzheimer décadas antes dos sintomas Avaliação, no entanto, não é indicada para a população geral; entenda o que os exames

Em estudo, exame de sangue revela sinais de Alzheimer décadas antes dos sintomas

Em estudo, exame de sangue revela sinais de Alzheimer décadas antes dos sintomas Avaliação, no entanto, não é indicada para a população geral; entenda o que os exames podem sugerir e quem realmente deve fazer Um novo estudo sugere que, por meio de exames de sangue, proteínas associadas ao Alzheimer podem ser detectadas em adultos de meia-idade sem nenhum sintoma de demência. Publicada nesta quinta-feira (28) no prestigiado periódico The Lancet, a pesquisa também aponta que altos níveis dessas proteínas (também chamadas de biomarcadores) estão associadas à pior performance cognitiva e risco de declínio acelerado da razão.

A investigação foi realizada por pesquisadores de universidades americanas, que avaliaram resultados de exames de 1 350 adultos sem demência que participam de um estudo realizado há quatro décadas nos Estados Unidos para avaliar o risco cardiovascular da população. A média de idade dos voluntários foi de 61 anos e o grupo era diverso — 55% eram brancos e 45%, negros. “

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Os principais pontos fortes do estudo incluem o grande tamanho da amostra e a coorte bem caracterizada, com dados sobre estilo de vida, fatores de risco vasculares e metabólicos”, citam as pesquisadoras finlandesas Anna Rosenberg e Tiia Ngandu, em comentário também publicado no The Lancet. A diversidade foi outra qualidade do projeto. No grupo avaliado, 6% dos participantes apresentaram altos níveis de proteínas beta-amiloide e tau, que estão relacionadas ao risco e desenvolvimento do Alzheimer.

O que significam os resultados “ Um resultado positivo [para o aumento dessas proteínas] não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá demência. Os biomarcadores positivos indicam um aumento do risco“, esclarece Eduardo Zimmer, farmacêutico e pesquisador do Hospital Moinhos de Vento.

“Algumas pessoas preservam a cognição por muitos anos, possivelmente em função de fatores protetores, que envolvem genética, ambiente e estilo de vida. ” Os biomarcadores estão associados a um maior risco de problemas como piora na velocidade do processamento cognitivo e da função executiva — o que inclui a habilidade de planejar, focar e se adaptar em diferentes contextos, por exemplo. Mais de saude

Além disso, o aumento dessas proteínas pode estar ligado ao declínio acelerado da memória verbal, dificultando a comunicação do indivíduo, e a piores resultados em testes de velocidade do raciocínio ao longo do tempo. Quem deve fazer o exame? A análise de biomarcadores não é indicada para a população geral. Leia também: Exclusivo ganha destaque após novo desdobramento em exclusivo: tatiana sampaio

“ Atualmente, apenas pessoas que têm sintomas da doença de Alzheimer, em particular uma perda insidiosa e progressiva das capacidades cognitivas, principalmente do registro e da consolidação da memória, têm recomendação para realizar a análise dos biomarcadores”, explica Lucas Mella, psiquiatra e diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), da regional de São Paulo. Segundo o médico, a dosagem de proteínas tau e beta-amiloide também podem ser úteis para a identificação de quadros atípicos de demência e de pacientes com o diagnóstico de Alzheimer que sejam elegíveis a terapias modificadoras da doença.

“Como os anticorpos que visam eliminar placas de beta-amiloide no cérebro, diminuindo a velocidade do declínio cognitivo”, exemplifica.

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