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Ler matéria →Um eletricista de 58 anos morreu após ser atropelado enquanto atravessava uma faixa de pedestres na Avenida Imirim, na Zona Norte de São Paulo. O grave acidente ocorreu na madrugada do último sábado (1º), e José Mota de Barros não resistiu aos ferimentos. A liberação do motorista, um jogador de futebol amador de 20 anos, após o ocorrido, gerou forte indignação entre os familiares da vítima.
Motorista envolvido no atropelamento
O condutor do veículo que atingiu o eletricista foi identificado como Pietro Sodini de Oliveira. Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, Pietro declarou à polícia que dirigia a aproximadamente 40 km/h e que não teria visto José Mota de Barros atravessando a via. Ele alegou estar retornando da casa de sua namorada no momento do acidente.
Ao ser questionado sobre o consumo de álcool, o motorista negou ter bebido. Os policiais que atenderam a ocorrência não realizaram o teste do bafômetro, sob o argumento de que Pietro não apresentava sinais visíveis de embriaguez. Por ter permanecido no local e acionado os serviços de emergência, a autoridade policial optou por liberá-lo após o registro da ocorrência.
Revolta da família e dúvidas sobre a velocidade
Maria José Mota de Barros, irmã do eletricista falecido, expressou profunda revolta com a situação. Ela relatou que, ao reconhecer o corpo do irmão, observou a gravidade das lesões, incluindo afundamento do crânio, um corte extenso, perna quebrada e o olho saltado, o que contradiz a versão da velocidade de 40 km/h. Leia também: Eleições 2026: Pernambuco tem 7 candidatos com vices definidos
“O próprio perito me disse que, pela situação do corpo, era impossível que o motorista estivesse dirigindo apenas a 40 km por hora”, declarou Maria José. A família pede rigor na investigação e a produção de provas que esclareçam a dinâmica do atropelamento, incluindo a velocidade real do veículo no momento do impacto.
Investigação e busca por imagens de segurança
O caso foi inicialmente registrado no 72º Distrito Policial (DP), na Vila Penteado, mas as investigações foram encaminhadas ao 38º DP, na Vila Amália. A família da vítima solicitou à Polícia Civil que providencie a coleta de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos à faixa de pedestres onde o atropelamento ocorreu. Há relatos de que uma farmácia na localidade possui câmeras voltadas para o local do acidente, cujas imagens poderiam ser cruciais para o esclarecimento dos fatos.
“Eu realmente espero que a polícia tome atitude e faça a investigação devida, para que esse crime não fique impune. É uma perda muito grande para a família”, lamentou a irmã, reforçando que, embora seu irmão estivesse voltando de um bar, o fato não justifica a morte de uma pessoa que utilizava corretamente a faixa de pedestres.
Posicionamento da Secretaria de Segurança Pública
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso está sendo investigado por meio de um inquérito policial instaurado pelo 38º DP (Vila Amália). A pasta confirmou que o delegado responsável pelo registro da ocorrência optou por não solicitar o exame de bafômetro. Mais de noticia
- Um eletricista de 58 anos, José Mota de Barros, morreu após ser atropelado em uma faixa de pedestres na Avenida Imirim, Zona Norte de São Paulo.
- O acidente ocorreu na madrugada do último sábado (1º).
- O motorista envolvido, Pietro Sodini de Oliveira, 20 anos, alegou que dirigia a 40 km/h e não viu a vítima.
- Pietro se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi liberado pela polícia, o que gerou revolta na família.
- A família da vítima contesta a versão da velocidade e pede rigor na investigação e análise de câmeras de segurança.
- A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.
Perguntas frequentes
O que aconteceu com o eletricista José Mota de Barros?
José Mota de Barros, 58 anos, foi atropelado fatalmente enquanto atravessava uma faixa de pedestres na Avenida Imirim, Zona Norte de São Paulo, na madrugada do último sábado (1º).
Por que o motorista foi liberado?
O motorista, Pietro Sodini de Oliveira, 20 anos, foi liberado após o registro da ocorrência por ter permanecido no local e acionado o serviço de emergência. A polícia não solicitou o teste do bafômetro por ele não apresentar sinais visíveis de embriaguez, segundo o boletim de ocorrência. Leia também: Caminhão do Mercado Livre pega fogo: eletrônicos destruídos na Freeway
A família da vítima concorda com a liberação do motorista?
Não. A família está revoltada e questiona a liberação do motorista, bem como a versão sobre a velocidade do veículo, pedindo uma investigação aprofundada.
O caso levanta questões importantes sobre a aplicação da lei em acidentes de trânsito, a responsabilidade dos condutores e a necessidade de investigações completas para garantir justiça às vítimas. A família de José Mota de Barros aguarda respostas e espera que as autoridades responsáveis apurem todos os fatos para que o ocorrido não fique impune.
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