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Eleições 2026: Jovens de 16 e 17 anos representam metade dos eleitores mirins de 1994

Dados do TSE revelam queda expressiva no eleitorado adolescente em Divinópolis e Uberaba, contrastando com o crescimento geral da base de votantes.

Eleições 2026: Jovens de 16 e 17 anos representam metade dos eleitores mirins de 1994

Jovens de 16 e 17 anos somam metade dos eleitores mirins de 1994 em cidades mineiras

Um levantamento com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições de 2026 aponta para uma significativa redução na participação de eleitores com menos de 18 anos em cidades mineiras como Divinópolis e Uberaba. Em Divinópolis, o número de votantes nessa faixa etária, que inclui o voto facultativo para maiores de 16 anos, é hoje pouco mais da metade do registrado em 1994. Um cenário semelhante se desenha em Uberaba, onde a quantidade de jovens eleitores na mesma categoria recuou a um quarto do que era há três décadas.

Enquanto o grupo de adolescentes de 16 e 17 anos vê sua representatividade diminuir nas urnas, o eleitorado geral dessas cidades tem apresentado crescimento. Essa dinâmica contrapõe a tendência de expansão da base de votantes e levanta questionamentos sobre o engajamento cívico da juventude.

Redução expressiva no número de jovens eleitores

Em Divinópolis, para as eleições de 2026, estima-se a participação de 1.103 eleitores com menos de 18 anos. Esse contingente representa 0,64% do total de votantes na cidade e 0,45% da população local. Para fins de comparação, em 1994, o número de adolescentes aptos a votar era de 1.738, correspondendo a 1,7% do eleitorado e 1,1% da população divinopolitana. Essa queda, que se estende ao longo de 32 anos, é notável.

Já em Uberaba, a situação é ainda mais acentuada. Em 2026, espera-se que 1.420 jovens de 16 e 17 anos compareçam às urnas, totalizando 0,6% do eleitorado e 0,4% da população. Trinta e dois anos atrás, em 1994, esse grupo somava 5.279 eleitores, o que representava 3,3% do eleitorado e 2,5% da população uberabense. A diferença quantitativa é de aproximadamente quatro vezes menos jovens eleitores hoje. Leia também: Notícias: Feirante, Acidentes e FIFA | Panorama Semanal

Perfil educacional e desafios na compreensão do sistema político

Dados compilados pelo TSE revelam que a vasta maioria desses jovens eleitores possui nível educacional elevado. Em Divinópolis, mais de 96% dos adolescentes eleitores atingiram o Ensino Médio, com 92,8% ainda cursando e 3,5% já tendo concluído. A taxa de analfabetismo nesse grupo é mínima (0,11%), e apenas 0,1% possui apenas o fundamental. Cerca de 0,4% já ingressaram no Ensino Superior.

Em Uberaba, os números são parecidos: quase 95% dos adolescentes eleitores chegaram ao Ensino Médio, sendo que 92,7% estão matriculados e 2% já concluíram. A parcela analfabeta é de 0,14%, e 0,5% já iniciaram a graduação universitária.

Apesar da alta escolaridade, especialistas apontam para um desafio persistente na compreensão da dinâmica dos cargos eletivos e do funcionamento dos três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. A socióloga e cientista política Alecilda Oliveira observa uma confusão generalizada entre as funções de prefeitos, governadores e presidentes, e as de vereadores, deputados estaduais e federais. Ela também destaca a dificuldade em entender aspectos como o sistema bicameral e a duração dos mandatos, o que pode gerar apatia ou rejeição à política.

O que se sabe até agora

  • O número de eleitores com menos de 18 anos em Divinópolis (MG) e Uberaba (MG) para as Eleições 2026 é cerca de metade (Divinópolis) ou um quarto (Uberaba) do registrado em 1994.
  • O eleitorado geral dessas cidades tem crescido consistentemente, enquanto a participação jovem diminui.
  • Mais de 95% dos eleitores adolescentes nas duas cidades atingiram o Ensino Médio, com baixas taxas de analfabetismo.
  • Especialistas apontam que a falta de clareza sobre o funcionamento dos poderes e cargos políticos contribui para o distanciamento dos jovens.
  • A pesquisa considera dados do TSE sobre o eleitorado por faixa etária desde 1994 e estimativas populacionais do IBGE.

Perguntas frequentes

Por que a participação de jovens eleitores tem diminuído?

Especialistas indicam que a dificuldade dos jovens em compreender o papel dos diferentes cargos eletivos e o funcionamento do sistema político, somada à percepção de que a política não impacta diretamente suas vidas, contribui para a queda na participação. Mais de noticia

O voto para maiores de 16 anos é obrigatório?

Não, o voto é facultativo para eleitores com 16 e 17 anos, bem como para maiores de 70 anos e analfabetos. A obrigatoriedade se aplica apenas a cidadãos alfabetizados entre 18 e 69 anos. Leia também: Panorama Notícias: STF, CNH, Saúde e Influenciadores

Como a falta de engajamento juvenil pode afetar o futuro político do país?

A baixa representatividade e participação dos jovens na política pode levar à criação de políticas públicas que não atendam às suas necessidades e anseios, além de diminuir a renovação de quadros políticos e a diversidade de perspectivas nos governos.

A análise do perfil do eleitorado, especialmente o mais jovem, é crucial para entender as dinâmicas sociais e políticas de um país. A constatação da queda na participação de adolescentes entre 16 e 17 anos em cidades mineiras, apesar de um bom nível educacional, sugere a necessidade de novas estratégias para aproximar a juventude do debate público e do processo democrático. Entender o que os jovens pensam e sentem sobre política é fundamental para o fortalecimento da democracia brasileira.

Fique por dentro das novidades sobre o cenário eleitoral e o comportamento do eleitorado.

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