A resposta do AtlasIntel após Kassio derrubar pesquisa que mostra Flávio
Ler matéria →Montagem mostra os candidatos à presidência do Peru Roberto Sánchez e Keiko Fujimori em, dia da votação do segundo turno— Foto: ERNESTO BENAVIDES / AFP Os candidatos Keiko Fujimori, da Força Popular, e Roberto Sánchez, da Juntos pelo Peru, disputam voto a voto a eleição presidencial no Peru em segundo turno.
A votação foi nesse domingo (7) e a apuração está em curso. Com 97,2% das urnas do país apuradas, os dados oficiais do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) indicam que Sánchez tem 50,08% dos votos válidos contra 49,92% de Keiko. Considerando as urnas em que peruanos votaram no exterior, a apuração total está em 94,7% com 50,08% para Sánchez e 49,92% para Keiko.
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A autoridade eleitoral informou que a divulgação do resultado final pode demorar dias. Confira como está a apuração em cada região peruana nesta segunda-feira (08): Eleições no Peru: Confira a apuração das urnas em disputa de Keiko Fujimori e Roberto Sánchez— Foto: Arte/g1
Resultados por região O ritmo da apuração das urnas varia em cada localidade. Há regiões com 99,6% das urnas apuradas, como Lambayeque, no noroeste do país. Leia também: Desaparecimento Laércio Muller: Polícia Civil investiga sumiço de empresário em Imperatriz
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Enquanto isso, em outras, o índice está em 73,5%, como é o caso de Loreto, no nordeste do país, na Amazônia peruana. De acordo com os dados oficiais até o momento, veja como se saem os candidatos nos departamentos:- Roberto Sánchez lidera em 16 regiões: Puno (86,4%), Huancavelica (81,4%), Apurímac (81,2%), Ayacucho (79,2%), Cusco (77,8%), Moquegua (72,6%), Tacna (71,3%), Madre de Dios (68,8%), Cajamarca (66,8%), Huánuco (64,1%), Arequipa (63,6%), Amazonas (63%), Pasco (60,8%), Áncash (56,6%), Junín (54,9%) e San Martín (54,6%).- Keiko Fujimori lidera em 9 regiões: Callao (65,6%), Tumbes (64,3%), Lima (63,5%), Lambayeque (58,8%), La Libertad (57,5%), Piura (57%), Loreto (54,7%), Ucayali (58,2%) e Ica (51,9%).
Perfil dos candidatos Keiko Fujimori concorre pelo partido Força Popular, legenda que fundou em 2008 para liderar a corrente fujimorista. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, a candidata disputa a presidência pela quarta vez, tendo sido derrotada no segundo turno nas eleições de 2011, 2016 e 2021. Na votação de primeiro turno em 2026, Keiko obteve 17,2% dos votos válidos.
O deputado Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, chegou ao segundo turno após obter 12% dos votos no primeiro turno. A base de apoio de Sánchez é identificada majoritariamente em zonas rurais e áreas afastadas das regiões urbanas. Histórico e contexto eleitoral
As eleições de 2026 registraram um recorde de 35 candidatos à presidência no primeiro turno. O processo ocorre em um cenário no qual o Peru registrou 9 presidentes em 10 anos, sendo que os mandatos constitucionais deveriam ser de cinco anos. Dados de pesquisas indicam que 90% dos peruanos manifestam pouca ou nenhuma confiança no governo e no Congresso Nacional.
Além disso, apenas 10% dos peruanos afirmam estar satisfeitos com a democracia no país, situação que pesquisadores classificam como uma "desconfiança crônica". Eleição no Peru: Siga reta final da apuração em tempo real Disputa continua acirrada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, com diferença de poucas dezenas de milhares de votos Mais de noticia
As autoridades do Peru continuam a apuração do segundo turno da eleição presidencial, que foi realizado no domingo (8). O país enfrenta uma profunda divisão social, que é refletida em uma disputa acirrada pelo poder. A contagem segue de forma lenta nesta segunda-feira (8).
Até o momento, 94,8% das urnas foram apuradas. Roberto Sánchez, de esquerda, aparece com 50,094% dos votos, enquanto Keiko Fujimori, da direita, tem 49,906%. A diferença entre os dois candidatos é de 33.146 votos. Leia também: Trump alertou Netanyahu sobre ficar "lutando sozinho" contra o Irã
Crise política Analistas afirmam que a eleição reflete uma profunda crise de legitimidade política. O Peru elegerá seu nono presidente em uma década, após uma série de líderes terem sido destituídos do cargo ou renunciado em meio a escândalos de corrupção.
Quatro ex-presidentes estão atualmente presos. " Esta é uma eleição sem liderança sólida, com grande desconfiança no sistema eleitoral", explicou o analista político Jeffrey Radzinsky, observando que "a figura do presidente da República perdeu peso no imaginário coletivo".
Urpi Torrado, CEO da empresa de pesquisas Datum Internacional, afirmou que grande parte da votação está sendo impulsionada pela rejeição, e não pelo entusiasmo, com muitos peruanos escolhendo entre o que consideram o menos pior. " Não há perspectivas definidas para nenhum dos candidatos", analisou ela.
Fujimori, candidata à presidência pela quarta vez, fez campanha com uma plataforma de linha dura contra o crime, evocando o legado de seu falecido pai. Sánchez, herdeiro político do ex-presidente de esquerda Pedro Castillo, atualmente preso, moderou suas propostas de reforma econômica numa tentativa de atrair eleitores de centro e tranquilizar os investidores. O eleito herdará um Congresso fragmentado, aumento da criminalidade e uma nação onde quase metade dos cidadãos acredita que o próximo presidente também não completará seu mandato de cinco anos.
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