Tarcísio leva cola em debate, e Haddad chama governador de concurseiro
Ler matéria →A eleição presidencial ganha contornos definitivos com a proximidade do prazo final para o registro de candidaturas, neste sábado (15). Com o encerramento das convenções partidárias na semana passada, o tabuleiro da disputa, que conta com 13 nomes na corrida pelo Palácio do Planalto, já revela as estratégias e o perfil de cada chapa. No centro dessas decisões, a escolha dos candidatos a vice-presidente assume um papel crucial, muitas vezes definindo o equilíbrio e a força da coligação.
Para decifrar essa complexa arquitetura política, a cientista política Amanda Vitoria Lopes, doutora pela Universidade de Brasília (UnB) e pesquisadora do tema, analisa os fatores históricos que guiam a formação das chapas e as particularidades que marcam o pleito deste ano. Suas observações jogam luz sobre como a ausência de coligações amplas e a pouca representatividade feminina em postos de vice nas chapas mais competitivas podem impactar a campanha que se inicia oficialmente no domingo (16). Leia também: Em corrida ao Planalto, Lula eleva o tom contra emendas do Congresso e Flávio
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O Peso do Vice na Balança Eleitoral
Tradicionalmente, a escolha do vice é uma costura política delicada, visando equilibrar a chapa ideologicamente, regionalmente ou por meio de alianças partidárias que garantam tempo de TV e estrutura de campanha. No entanto, o cenário atual apresenta nuances inéditas, que redefinem essa dinâmica histórica:
- **Coligações limitadas:** Pela primeira vez desde a redemocratização, apenas uma das chapas presidenciais, a liderada pelo PT, conseguiu formar uma coligação partidária significativa. Esse fato isolado já redefine a dinâmica de negociação e o peso atribuído ao vice, que pode vir a ser o único pilar de uma aliança estratégica mais ampla.
- **Ausência feminina em chapas fortes:** Outro ponto de destaque é a ausência de mulheres nas posições de vice entre as candidaturas consideradas mais competitivas. Lopes destaca que essa característica levanta discussões sobre representatividade e a forma como os partidos estão construindo suas bases de apoio para esta eleição.
A especialista da UnB ressalta que as escolhas para a vice-presidência, em um contexto de poucas coligações e um espectro ideológico mais fragmentado, podem sinalizar as prioridades dos candidatos à presidência. Elas podem buscar complementariedade para atrair novos eleitores, consolidar apoios específicos ou mesmo sinalizar uma governabilidade futura. Leia também: Quaest ganha destaque após novo desdobramento em urna eletrônica para votação Mais de politica
Com a campanha tomando as ruas e a internet a partir de domingo, a forma como os vices atuarão e a repercussão de seus perfis serão testadas em campo. A análise de Amanda Vitoria Lopes oferece um panorama detalhado sobre como esses arranjos podem ser decisivos na trajetória até as urnas.
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