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Ler matéria →O cantor e compositor Ed Motta se viu no centro de uma polêmica após uma confusão em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, no último dia 2 de maio. Embora tenha negado, em depoimento à Polícia Civil, ter proferido ofensas xenofóbicas contra um barman, áudios obtidos pelo G1, por meio do RJ2, contradizem sua versão, revelando xingamentos como 'paraíba filho da p...' e 'babaca', além de ameaças de agressão proferidas tanto em 2025 quanto após o incidente mais recente.
O Conflito no Grado e o Depoimento de Ed Motta
A confusão no Restaurante Grado, em 2 de maio, teria tido início com a cobrança da taxa de rolha. Em áudios subsequentes à briga, Ed Motta pede desculpas por ter arremessado uma cadeira ao chão, justificando que o fez por 'ódio' da cobrança, que, segundo ele, não havia sido avisada previamente. Em seu depoimento à 15ª DP, realizado na terça-feira (15), o cantor afirmou ter se sentido 'chateado e desprestigiado' pela situação e negou qualquer intenção de atingir alguém com o objeto. Leia também: Filha de Léo Moura, Bella revela 'desafio enorme' de estudar no exterior
No mesmo depoimento, Ed Motta refutou veementemente as acusações de xenofobia. Ele descreveu as alegações como 'infundadas', argumentando ser neto de baiano e bisneto de cearense, o que lhe garantiria 'amplo respeito pelos nordestinos'. O artista também ressaltou sua identidade como 'gordo, negro' para repudiar qualquer forma de preconceito. Ed Motta ainda mencionou ter tido problemas anteriores com o mesmo barman, alegando ter sido 'ignorado sem qualquer motivo' em ocasiões passadas, inclusive na presença de uma amiga.
Áudios Revelam Histórico de Ofensas e Ameaças
Apesar da negação em depoimento, os áudios revelados lançam uma nova luz sobre o caso. As gravações, enviadas por Ed Motta ao dono do restaurante, incluem episódios anteriores à recente confusão. Em um áudio de 2025, o cantor já expressava descontentamento com o funcionário, proferindo ofensas graves e ameaças. 'Na décima [vez], se eu for falar com ele, vai sair porrada. Porque é a Tijuca contra o Nordeste, né? Então, é tipo: 'pô cara, seu paraíba filho da p...', entendeu?', disse Ed Motta, complementando em outro trecho que 'a próxima é tipo pular o balcão e pegar ele'.
Em uma gravação mais recente, enviada após a confusão de 2 de maio, o cantor ainda se refere ao barman como 'babaca', justificando o xingamento pelo fato de o funcionário não ter respondido a uma pergunta de um amigo. Por sua vez, o barman, em seu depoimento à polícia, afirmou que Ed Motta o ofendeu diretamente com termos como 'Vai tomar no c*, seu filho da put*, paraíba', entre outras expressões. Mais de noticia
Investigação Policial em Andamento
A Polícia Civil está analisando os áudios obtidos e prossegue com a investigação. Ed Motta prestou declarações em dois termos: um como testemunha por lesão corporal e outro como autor de injúria por preconceito. A delegada Daniela Terra, titular da 15ª DP, indicou que ouvirá outras pessoas envolvidas para esclarecer os fatos e determinar as responsabilidades. Leia também: Simulador da Copa do Mundo: Aferindo chances e trajetórias
O que se sabe até agora
- O cantor Ed Motta se envolveu em uma confusão no Restaurante Grado, no Jardim Botânico (RJ), em 2 de maio, arremessando uma cadeira devido à cobrança da taxa de rolha.
- Em depoimento à Polícia Civil em 15 de maio, Ed Motta negou ter proferido ofensas xenofóbicas contra o barman do estabelecimento.
- Áudios obtidos pelo G1/RJ2 mostram Ed Motta chamando o barman de 'babaca' após a confusão e, em gravações de 2025, de 'paraíba filho da p...' com ameaças de agressão física ('pular o balcão e pegar ele').
- O barman relatou à polícia ter sido diretamente xingado de 'paraíba' e outras ofensas por Ed Motta.
- O artista justificou sua defesa alegando ascendência nordestina (neto de baiano e bisneto de cearense) e repudiando preconceitos como pessoa gorda e negra, além de citar problemas anteriores com o funcionário.
- A Polícia Civil está analisando os áudios e Ed Motta prestou depoimento por injúria por preconceito e como testemunha de lesão corporal.
O caso, que envolve uma figura pública, levanta importantes debates sobre comportamento em ambientes de serviço e a gravidade das acusações de xenofobia. A divulgação dos áudios e a continuidade da investigação policial serão cruciais para o desfecho do ocorrido, buscando justiça e clareza diante das versões conflitantes.


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