Longevidade muda dinâmica das famílias, e avós assumem mais cuidados e gastos
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Leonardo Vieceli
Eduardo Cucolo
Rio de Janeiro e São Paulo
A economia brasileira acelerou no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 1,1% em relação aos três últimos meses do ano passado, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta sexta (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Houve destaque da agropecuária, que avançou 2%, e impulso do consumo das famílias, com alta de 1%.
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A variação do PIB foi a maior em quatro trimestres, desde o primeiro de 2025 (1,3%). O resultado veio após três trimestres consecutivos de relativa estabilidade, com taxas próximas a zero.
O avanço de 1,1% ficou praticamente em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 1%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 0,6% a 1,7%.
Analistas dizem que o crescimento em 2026, ano de eleições no país, tende a ser maior no período de janeiro a março do que nos trimestres seguintes. Leia também: Economia: Panorama da Semana com Dívida, Saúde e Indicadores Globais
A perspectiva de perda de ritmo está associada ao fim do impulso da safra de grãos, concentrado no PIB dos três primeiros meses.
Juros ainda elevados para conter a inflação, aumento de preços com a guerra no Irã, endividamento das famílias e incertezas eleitorais também são apontados como desafios para o consumo e os investimentos produtivos no restante do ano.
Caso as previsões se confirmem, o PIB terá uma trajetória semelhante à do ano passado, quando a expansão ficou mais localizada no primeiro trimestre.
Analistas preveem alta próxima a 2% para a economia no acumulado de 2026, após avanço de 2,3% em 2025.
"É um primeiro semestre em que a gente cresce um pouco mais, com um segundo semestre em que a economia anda mais de lado. No ano, vamos garantir um crescimento perto de 2%", afirma o economista-chefe do Sicredi, André Nunes de Nunes. Mais de economia
"Não é recessão. Não é um dado ruim", acrescenta.
AGRO CRESCE ACIMA DE INDÚSTRIA E SERVIÇOS
Pela ótica da produção, o IBGE destacou em nota o crescimento da agropecuária (2%), que ficou acima da indústria (1%) e dos serviços (0,5%).
Houve influência da safra de soja. A estimativa é de aumento de 4,8% para a produção do grão em 2026, segundo o instituto. Leia também: 'Voluntárias da beleza' podem ganhar até R$ 10 mil para testar produtos; veja
A variação de 2% da agropecuária, contudo, foi menor do que a registrada pelo setor nos três meses iniciais de 2025 (15,8%), 2024 (3,4%) e 2023 (14,9%).
O IBGE também citou a contribuição da extrativa mineral (3,6%) e de outras atividades de serviços (0,8%) para o PIB do primeiro trimestre deste ano.
O ramo extrativo integra a indústria e teve impulso da produção de petróleo e gás. Assim como a agropecuária, é visto por analistas como um segmento menos sensível ao choque de juros e com presença relevante no mercado externo.
Dentro da indústria, o ramo de transformação ficou estagnado. Variou apenas 0,1% em relação aos três últimos meses de 2025.
CONSUMO GANHA FORÇA
Quando a análise considera o PIB pela ótica da demanda, o IBGE chama a atenção para o consumo das famílias, cuja alta acelerou a 1% no primeiro trimestre.
MERCADO DE TRABALHO E ESTÍMULOS DO GOVERNO
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