Guerra e El Niño levam economistas a projetar inflação de alimentos a 7%
Ler matéria →Ela está dentro de uma academia, estimulando quem treina musculação ou aerĂłbica. Está em um restaurante, servindo como trilha de uma boa refeição. Ela tambĂ©m aparece dentro de uma loja de roupas, ajudando a compor o clima que recebe os clientes. Em um hotel, ela Ă© indispensável para ajudar os hĂłspedes a relaxar e a curtir as fĂ©rias.
Estamos, aqui, falando da música. Ela acompanha crianças, adolescentes e adultos em seus principais momentos da vida. E está em quase todos os lugares que frequentamos.
Leia no AINotícia: Panorama Econômico: Ouro, IA, Esportes e Opinião Política
A mĂşsica Ă© um bem que possui um valor inestimável. Oferece benefĂcios tangĂveis e intangĂveis para os estabelecimentos comerciais.
Por isso, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) trabalha na arrecadação e distribuição dos direitos dos compositores, intérpretes, músicos, editores e produtores fonográficos, para que eles sejam remunerados pela execução dessas músicas que tanto contribuem não só para o lazer, mas também para os negócios.
O Ecad Ă© uma entidade privada, sem fins lucrativos, responsável por arrecadar os valores de direitos autorais em execuções pĂşblicas tanto de mĂşsicas nacionais como estrangeiras que tocam no Brasil. A instituição Ă© amparada pela Lei Federal 9.610/98, tambĂ©m chamada de Lei de Direitos Autorais, que regula os direitos morais e patrimoniais dos autores de obras intelectuais no Brasil. Estabelece que o autor tem o direito exclusivo de utilizar, fruir e dispor de sua obra, bem como autorizar ou proibir sua reprodução, distribuição, tradução e comunicação ao pĂşblico. Leia também: Guerra e El Niño levam economistas a projetar inflação de alimentos a 7%
"Isso significa garantir que compositores e artistas recebam quando suas músicas são utilizadas publicamente, seja em rádios, TVs, plataformas digitais, shows, eventos ou estabelecimentos comerciais. É um elo essencial entre quem cria e quem utiliza a música, assegurando que essa cadeia funcione de forma justa e sustentável", afirma Isabel Amorim, superintendente do Ecad.
Para ter uma ideia, em 2025 o Ecad distribuiu R$ 1,7 bilhĂŁo para mais de 345 mil artistas nacionais e estrangeiros, um crescimento de 10% sobre o ano anterior. De todos os valores arrecadados, 85% sĂŁo destinados a remunerar os criadores das mĂşsicas.
Presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) de Pernambuco, António Augusto Sousa reconhece que a música é indispensável para o setor em que atua: "Toda casa precisa de música. E para ter a música, é preciso pagar para utilizá-la", diz. "O pagamento de direitos autorais incentiva a música e, indiretamente, vai beneficiar o setor de bares e restaurantes."
Leia abaixo entrevista com Isabel Amorim, em que ela fala sobre a importância do Ecad e dos direitos autorais na música.
O pagamento de direitos autorais movimenta a economia criativa, gera renda, estimula novos talentos e fortalece toda a cadeia produtiva da mĂşsica. É um mecanismo que transforma criação artĂstica em valor econĂ´mico, contribuindo para o desenvolvimento cultural e econĂ´mico do paĂs Mais de economia
Pergunta- Para quem ainda não conhece o Ecad, como você explicaria qual é o papel da instituição na cadeia da música brasileira?
Isabel Amorim- O Ecad é responsável por arrecadar e distribuir os direitos autorais de execução pública musical no Brasil. Isso significa garantir que artistas e compositores recebam quando suas músicas são utilizadas publicamente, seja em rádios, TVs, plataformas digitais, shows, eventos ou estabelecimentos comerciais. É um elo essencial entre quem cria e quem utiliza a música, assegurando que essa cadeia funcione de forma justa e sustentável.
Isabel Amorim- Uma instituição como o Ecad assegura que a mĂşsica tenha valor econĂ´mico reconhecido. Ao garantir que os criadores sejam remunerados, ele estimula a produção cultural, profissionaliza o setor e contribui para a sustentabilidade da cadeia musical. Sem esse sistema, muitos artistas e compositores teriam dificuldade de viver de sua criação. Qual Ă© a base legal que fundamenta a atuação do Ecad e por que a Lei 9.610/98 foi um marco tĂŁo importante para os criadores de mĂşsica no Brasil? Leia também: Após críticas, senadores recuam e esvaziam PEC alternativa à 6×1
Isabel Amorim- A atuação do Ecad está fundamentada na Lei de Direitos Autorais, a Lei nÂş 9.610/98. Essa legislação consolidou regras claras sobre o uso de obras intelectuais no paĂs e reforçou a obrigatoriedade da remuneração pela execução pĂşblica de mĂşsicas. Foi um marco porque trouxe mais segurança jurĂdica aos criadores, reconhecendo seus direitos e estabelecendo mecanismos para que eles fossem efetivamente respeitados.
Como funciona, na prática, o ciclo de arrecadação e distribuição? Do momento em que uma música toca em um estabelecimento até o dinheiro chegar ao compositor, o que acontece?
Isabel Amorim- O ciclo começa com a criação da música pelo compositor. Para receber seus direitos autorais quando suas obras são executadas publicamente, é essencial que o compositor seja filiado a uma das sete associações de gestão coletiva (Abramus, Amar, Assim, Sbacem, Sicam, Socinpro e UBC) e mantenha seu repertório devidamente cadastrado e atualizado.
Quando a música é executada publicamente, seja em um estabelecimento, evento, show ou meio de comunicação, é fundamental que o responsável pelo uso realize o pagamento dos direitos autorais de execução pública, pois essa arrecadação é o que viabiliza todo o processo de distribuição.
A partir daĂ, o Ecad capta as informações sobre as mĂşsicas executadas por meio de dados enviados pelos prĂłprios usuários, como programações e playlists, alĂ©m do uso de tecnologia de monitoramento. Com base nessas informações, o Ecad identifica corretamente as obras e prepara o repasse dos valores arrecadados.
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- https://estudio.folha.uol.com.br/ecad/2026/04/musica-ajuda-a-movimentar-a-economia-e-compositor-precisa-ser-remunerado.shtml
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