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- Author, Dan Sales
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 5 min
O atual conflito na República Democrática do Congo está dificultando a resposta ao surto de Ebola, alertou o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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Tedros Adhanom Ghebreyesus disse que o leste do país está no centro de uma "mistura catastrófica de doença e conflito”, com o surto de Ebola na província de Ituri superando a capacidade de resposta.
Em uma declaração publicada no X, Tedros disse que a OMS "não pode construir confiança nas comunidades nem isolar os doentes enquanto bombas estão caindo".
Ele deve chegar à República Democrática do Congo na quarta-feira para liderar a ampliação dos esforços para conter o vírus. Houve 220 mortes suspeitas desde que o surto foi declarado. Leia também: Grupo é encontrado com vida após uma semana em caverna inundada no Laos
Trabalhadores humanitários têm enfrentado dificuldades, já que o deslocamento é complicado devido às más condições das estradas, enquanto o conflito e o deslocamento em massa também enfraqueceram o sistema de saúde — assim como os cortes na ajuda internacional.
Ituri, onde a maioria dos casos foi relatada, está sob regime militar desde 2021, quando a autoridade civil foi substituída por um general militar na tentativa de neutralizar dezenas de grupos armados que operam na região.
Tedros disse que interromper a transmissão na região “depende inteiramente do acesso humanitário”.
“No entanto, os confrontos contínuos estão causando deslocamentos em massa, empurrando contatos expostos para campos superlotados e cortando corredores críticos de contenção”, acrescentou.
“Os trabalhadores da linha de frente estão arriscando tudo, enquanto os ataques às unidades de saúde tornam o rastreamento de casos e seus contatos quase impossível.” Mais de mundo
Ele pediu a todas as partes que concordem com um cessar-fogo imediato para permitir o acesso seguro às equipes médicas.

Crédito, Getty Images
Preocupações internacionais
Preocupações com a possível disseminação do surto de Ebola levaram mais países a impor restrições rigorosas de viagem.
O Ministério da Saúde ativou o Plano de Contigência Nacional para Febres Hemorrágicas Virais na tentativa manter a crise do Ebola afastada do Brasil.
O plano do Ministério da Saúde prevê a intensificação da vigilância sobre pessoas que viajaram a países como a República Democrática do Congo, com o objetivo de identificar casos suspeitos, isolar pacientes e monitorar suas redes de contato.
O plano prevê que, para casos suspeitos, mesmo mediante um teste negativo, uma segunda coleta de amostra de sangue de ver ser realizada 48 horas após a primeira, para nova análise.

- Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).
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