
Crédito, Reprodução/Reuters
O encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com Donald Trump, em Washington, nesta quinta-feira (7/5), repercutiu amplamente na imprensa internacional.
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A reunião, que durou cerca de três horas e marcou a primeira visita de Lula à Casa Branca durante o governo Trump, tratou de temas como minerais críticos, tarifas americanas sobre produtos brasileiros e estratégias de combate ao crime organizado.
O jornal espanhol El País destacou o tom de reaproximação entre os dois presidentes. Segundo a publicação, apesar das tensões acumuladas nos últimos meses, "havia muito em jogo nessa relação estratégica" e os líderes "demonstraram clara sintonia".
A reportagem afirmou que Lula minimizou os atritos anteriores com Trump e que o encontro teve como objetivo "virar a página dos desentendimentos" entre os dois governos. Leia também: Lula e Trump: encontro sem imprensa no Salão Oval sinaliza 'divergências na mesa' e esforço para não exibir tensão
O diário espanhol também ressaltou os gestos simbólicos da recepção ao presidente brasileiro.
Lula entrou pela ala sul da Casa Branca, onde um tapete vermelho foi colocado especialmente para recebê-lo, enquanto Trump saiu até a escadaria para cumprimentá-lo pessoalmente — o que o El País classificou como um "sinal de boa relação pessoal apesar das diferenças ideológicas".

Crédito, Reprodução/El País
Já o jornal francês Le Monde afirmou que, apesar dessas diferenças, Lula e Trump apareceram sorridentes nas fotos após "uma reunião que se estendeu muito além do horário previsto". Segundo a publicação, os líderes buscavam "encontrar pontos em comum em questões delicadas que afetam as duas maiores economias das Américas".
O periódico francês também destacou o "impulso" eleitoral que o encontro representa para Lula, que deve enfrentar nas urnas em outubro, entre outros candidatos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliado de Trump. Mais de mundo
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Na mesma linha, o argentino La Nación observou que a reunião "durou muito mais do que o esperado" e ocorreu sob "estrita confidencialidade". Leia também: Elogio de Trump, tour na Casa Branca, três horas de reunião: como foi o encontro de Lula com o presidente americano
O britânico The Independent, por sua vez, afirmou que o encontro teve um "clima de mistério" e que Trump "evitou a imprensa" após a reunião com Lula. O jornal ressaltou que uma coletiva prevista no Salão Oval "foi adiada e depois cancelada sem explicações", após os dois líderes permanecerem reunidos por horas a portas fechadas.
O cancelamento da coletiva conjunta também foi destacado pela Reuters. A agência observou que os dois líderes estavam programados para responder perguntas no Salão Oval, mas não apareceram, "o que gerou especulações sobre um possível fracasso nas negociações".
Mais tarde, porém, Lula afirmou que havia pedido que não houvesse coletiva antes da reunião para que os dois pudessem conversar primeiro.
A Reuters ainda classificou o encontro como uma reunião entre "duas das figuras populistas mais proeminentes do mundo", apesar das fortes diferenças ideológicas.
Já o Wall Street Journal afirmou que os dois líderes "buscavam reparar as relações desgastadas" entre Brasil e Estados Unidos.

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