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O dólar fechou a sexta-feira em alta no Brasil, em uma sessão no geral negativa para os ativos brasileiros, com fluxo de saída de estrangeiros da bolsa e cautela em relação ao cenário econômico, enquanto no exterior os agentes aguardavam por um desfecho nas negociações entre EUA e Irã.
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Qual foi a cotação do dólar hoje?
A moeda norte-americana à vista encerrou o dia com alta de 0,24%, aos R$5,0453. Na semana, o dólar acumulou ganho de 0,27% e, em maio, alta de 1,82%.
Às 17h05, o dólar futuro para julho — que nesta sessão passou a ser o mais líquido no mercado brasileiro – cedia 0,07% na B3, aos R$5,0750. Leia também: Receita tem recorde de restituições no fim do prazo de entrega do IR
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,045
- Venda: R$ 5,045
O que acontece com dólar?
Na primeira metade do dia parte dos agentes operou tendo como foco a determinação da Ptax de fim de mês. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).
Em meio à disputa, a moeda norte-americana à vista atingiu a cotação máxima da sessão de R$5,0722 (+0,77%) às 11h51.
Definida a Ptax (R$5,0563 para compra e R$5,0569 para venda) no início da tarde, o dólar passou a oscilar sem a influência técnica da disputa, mas se manteve no território positivo, em uma sessão de perdas para os ativos locais.
“Quando olhamos para o cenário externo, estamos em um dia positivo para ativos norte-americanos, com os índices de ações subindo, mas mais uma vez os ativos domésticos estão sofrendo. O Ibovespa está em mais uma semana de queda e o dólar sobe”, comentou durante a tarde Tadeu Arantes, head de alocação da gestora Ghia.
“Este movimento é explicado pela dinâmica de fluxo externo. O rali anterior de ativos brasileiros foi explicado pela rotação de fluxo global, que foi destinado para países emergentes, mas a narrativa que beneficiou o Brasil mudou um pouco agora”, acrescentou Arantes. “O fluxo de investimentos para emergentes continua, mas para países que se beneficiam mais da inteligência artificial, como Taiwan e Coreia do Sul, enquanto o Brasil acaba ficando para trás.” Mais de economia
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De fato, de janeiro a abril a bolsa brasileira havia recebido R$42,4 bilhões em investimentos estrangeiros, excluindo operações com novas ofertas de ações e ofertas iniciais. Somente em maio, até o dia 27, saíram da bolsa R$14,1 bilhões em investimentos estrangeiros. Este fluxo de saída acaba impactando o câmbio.
Outro ponto de atenção nesta sexta-feira foi a notícia de que os EUA vão designar como terroristas as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Leia também: ANP: Preço do diesel cai quase 1% na semana e gasolina volta a recuar no País
Para além das implicações políticas, ainda não estão claros os efeitos macroeconômicos e sobre as empresas que atuam no Brasil, mas há a percepção de que os prêmios de risco para os ativos brasileiros podem aumentar.
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“É um fator a mais a ser considerado na hora de o estrangeiro alocar no Brasil”, avaliou Arantes.
Na agenda de indicadores, destaque para o avanço de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026 ante os três meses anteriores, acelerando ante a alta de 0,3% do último trimestre de 2025. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam avanço de 1,0% no primeiro trimestre deste ano. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB cresceu 1,8%, em linha com a expectativa.
O resultado reforçou as preocupações com a inflação, colocando em dúvida a continuidade do ciclo de cortes da taxa básica Selic nos próximos meses.
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