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Dólar opera em queda com foco em inflação dos EUA e tensões no Oriente Médio

Mercado financeiro acompanha dados de inflação americana e escalada de conflito entre EUA e Irã, enquanto Ibovespa aguarda abertura. Pesquisa Mensal de Serviços no Brasil também

Dólar opera em queda com foco em inflação dos EUA e tensões no Oriente Médio

Mercado financeiro atento a indicadores econômicos e geopolíticos

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (12) em trajetória de queda, registrando um recuo de 0,10% e sendo negociado a R$ 5,1556 nas primeiras horas do pregão. A movimentação do mercado de câmbio e da bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, que inicia suas negociações às 10h, está sendo influenciada por uma série de fatores internacionais e domésticos.

Investidores estão focados na divulgação de novos dados sobre a inflação nos Estados Unidos, que podem sinalizar o futuro da política monetária americana. Paralelamente, a escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Irã, adiciona um componente de incerteza que impacta os mercados globais, especialmente o preço do petróleo.

O cenário eleitoral brasileiro e as incertezas em relação à condução dos juros no país também permanecem no radar dos agentes financeiros. Essa percepção foi destacada em um relatório divulgado pela JP Morgan na véspera, que citou ambos os fatores como relevantes para as decisões de investimento.

Inflação americana e o impacto nas taxas de juros

Os indicadores de inflação dos Estados Unidos despontam como o principal destaque da sessão. Pesquisas indicam uma expectativa de alta de 0,1% no índice de preços ao consumidor em julho, um cenário de desaceleração após a queda de 0,4% observada em junho. Para a inflação anual, a projeção aponta para uma diminuição, saindo de 3,5% para 3,4%.

Dados de inflação mais fortes do que o antecipado podem fortalecer a percepção de que as taxas de juros nos Estados Unidos permanecerão elevadas por um período mais prolongado. Essa perspectiva tem implicações diretas para economias emergentes, como a brasileira, influenciando fluxos de capital e o custo de financiamento. Leia também: Declaração de Bens: Ravenna da Inclusão informa R$ 91,6 mil ao TSE

Geopolítica: O Estreito de Ormuz e a volatilidade do petróleo

No âmbito internacional, o conflito no Oriente Médio continua a ser um ponto de atenção crucial. Relatos indicam que o presidente americano Donald Trump reivindicou o controle do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o transporte de petróleo. Essa declaração ocorre em um contexto de ataques intermitentes do Irã a navios que transitam pela região, aumentando as preocupações globais sobre a oferta de petróleo.

O barril de petróleo Brent, referência internacional, apresentava alta de 0,21% perto das 9h, negociado a US$ 89,10. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, também registrava elevação, subindo 0,43% no mesmo horário e cotado a US$ 83,56 o barril. A instabilidade na região pode gerar pressões inflacionárias globais.

As tensões entre Estados Unidos e Irã indicam um impasse nas negociações por um acordo de paz. O Irã apresentou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito, que incluem a suspensão de sanções americanas, a retirada de tropas dos EUA, o pagamento de indenizações e a liberação de ativos iranianos congelados. A persistência desses impasses mantém a volatilidade nos preços da commodity.

Serviços no Brasil: dados do IBGE sob lupa

No cenário doméstico, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), está sob observação. Dados preliminares para junho indicam que o volume do setor permaneceu estável em relação ao mês anterior, mas apresentou um crescimento de 2% quando comparado ao mesmo período de 2025. Essas informações, consideradas mais fracas do que o esperado pelo mercado, oferecem um panorama do desempenho da economia brasileira.

Havia também uma expectativa de retração de 0,6% no setor de serviços em junho na comparação mensal e um crescimento de 0,8% em relação a junho de 2025. Os dados do IBGE fornecem um termômetro importante para a avaliação da atividade econômica no país. Mais de noticia

O que se sabe até agora

  • O dólar abriu em queda de 0,10%, cotado a R$ 5,1556.
  • Investidores aguardam dados de inflação dos EUA e acompanham tensões no Oriente Médio.
  • O preço do petróleo Brent opera em alta, cotado a US$ 89,10.
  • A Pesquisa Mensal de Serviços no Brasil apresentou resultados considerados fracos pelo mercado.
  • O cenário eleitoral brasileiro e as dúvidas sobre juros também influenciam o mercado.

Perguntas frequentes

Por que o dólar está caindo?

A queda do dólar é influenciada por uma combinação de fatores, incluindo a expectativa de dados de inflação nos EUA que podem impactar as taxas de juros e a busca por ativos de menor risco em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. No entanto, fatores internos, como as incertezas eleitorais e de política monetária no Brasil, também desempenham um papel.

Qual o impacto do conflito no Oriente Médio no mercado brasileiro?

O conflito no Oriente Médio impacta o mercado brasileiro principalmente através da volatilidade nos preços do petróleo, que afeta a inflação e os custos de produção. Além disso, tensões geopolíticas globais podem levar a uma aversão ao risco, impactando o fluxo de investimentos para economias emergentes como o Brasil. Leia também: Brasil inicia processo de reciprocidade contra EUA

O que são as exigências do Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz?

As exigências iranianas incluem a suspensão de sanções americanas, a retirada de tropas dos EUA da região, pagamento de indenizações, liberação de ativos congelados, fim de ataques contra aliados do Irã e encerramento de ameaças diretas ao país.

O comportamento do dólar e do Ibovespa nesta quarta-feira reflete a interconexão entre os eventos globais e a economia brasileira. Acompanhar de perto os indicadores econômicos dos Estados Unidos e os desdobramentos geopolíticos será fundamental para entender as próximas movimentações do mercado.

Acompanhe as análises detalhadas e as sobre o mercado financeiro em nosso portal.

Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).

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