Prêmio Cria do Mato: Inscrições para premiação de são prorrogadas até 13 de
Ler matéria →O STF- Supremo Tribunal Federal bloqueou R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de desvio de emendas parlamentares. A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Valdemar Costa Neto, que é ex-deputado, contava com autonomia para direcionar esses recursos.
De acordo com a investigação, deputados federais eram falsamente apontados como “solicitantes” das indicações, a fim de conferir ares de legalidade. A PF identificou pelo menos 21 emendas, em um valor total de quase R$ 120 milhões, que teriam sido indicadas por Valdemar, entre junho de 2024 e março de 2026. A maioria já foi paga.
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A Polícia Federal pediu ao Supremo a suspensão dos pagamentos que ainda não foram feitos e o bloqueio de bens do presidente do PL no mesmo valor, para ressarcimento dos cofres públicos, caso a irregularidade seja confirmada. O ministro Flávio Dino, relator de ações sobre o pagamento de emendas, autorizou as medidas. A decisão é um desdobramento de uma operação de dezembro de 2025 e que teve como alvo a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.
Na época, foram apreendidos documentos, celulares e computadores dela. Foi a partir da análise do celular que a Polícia Federal identificou o que chamou de um arranjo funcional informal envolvendo servidores da Câmara. Segundo a investigação, Mariângela era a principal responsável pela distribuição das emendas de acordo com os interesses de Valdemar Costa Neto. Leia também: franca tem quantas copa: o que muda após três dias antes da partida
Supremo bloqueia R$ 119 milhões do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por suspeita de desvio de emendas parlamentares— Foto: Jornal Nacional/ Reprodução O arranjo contava ainda com a atuação de pelo menos mais dois servidores:
Nara Brum e Garigham Amarante Pinto. A PF identificou uma troca de mensagens entre os servidores sobre o destino de R$ 24 milhões em emendas. No dia, Garigham escreveu para Mariângela: “Marquei com o Valdemar amanhã 10h30.
Acho que ele vai jogar no turismo os 24. Pode ser? ”.
No dia seguinte, Garigham cobrou de Mariângela: “Fechou o valor do Pres Valdemar? ". Mariângela respondeu: "
Se puder trocar tudo turismo ótimo ". Garigham disse: Mais de noticia
"24 milhões tá bom". Horas depois, ele falou para Mariângela: " Voltei do VCN”- que, de acordo com a PF, é uma referência a Valdemar Costa Neto.
Na sequência, Garigham enviou para ela uma mensagem temporária e também, segundo a PF, uma aparente lista contendo município, o CNPJ correspondente, boa parte acompanhada do nome Turismo. Dois dias depois, Nara Brum enviou para Mariângela uma planilha intitulada “Alteração em Turismo- VCN”. Mariângela respondeu: Leia também: tempo rio de janeiro: o que muda após quem saiu de casa na manhã desta
“Já tenho”. Mas Nara, na sequência, explicou: “Não, o Valdemar pediu para trocar algumas das indicações que ele fez ontem em turismo, porque os municípios não iriam conseguir executar”.
Em nota, os advogados de Valdemar Costa Neto negaram a prática de qualquer crime e afirmaram que é natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada. A Polícia Federal destacou que "os três servidores da Câmara, de maneira irretorquível, têm plena consciência da clandestinidade dessa atuação e tratavam emendas como cotas privadas de agente estranho ao cargo". A defesa de Mariângela Fialek afirmou que a atuação da servidora foi estritamente técnica, apartidária e impessoal.
O Jornal Nacional não conseguiu contato com Nara Brum.- 'Fechou o valor do Pres Valdemar? ', 'Pode colocar o máximo que der': leia diálogos que basearam bloqueio de R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto- Camila Bomfim:
Dino cita indicação de emendas por Valdemar mesmo sem mandato e manda bloquear até R$ 119 milhões do presidente do PL- Defesa de Valdemar diz que decisão de Flávio Dino parte de 'premissas frágeis' e criminaliza atividade política
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