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Diabetes tipo 5 divide cientistas e médicos sobre nova categoria da doença

Diabetes tipo 5: a nova categoria da doença, que divide cientistas e médicos Crédito, Serviço Mundial da BBC Legenda da foto, Os médicos disseram a Noella Mukumbi que

Diabetes tipo 5 divide cientistas e médicos sobre nova categoria da doença
Diabetes tipo 5: a nova categoria da doença, que divide cientistas e médicos
Noella Mukumbi sentada em um sofá, olhando para a câmera com um leve sorriso.

Crédito, Serviço Mundial da BBC

Legenda da foto, Os médicos disseram a Noella Mukumbi que ela tem diabetes tipo 5, que costuma atingir jovens gravemente abaixo do peso
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    • Author, Isabel Shaw
    • Role, Repórter de saúde, Serviço Mundial da BBC
  • Published Há 35 minutos
  • Tempo de leitura: 7 min

Quando os médicos injetaram insulina em Noella Mukumbi pela primeira vez, eles acreditavam estar salvando sua vida. Mas a jovem de 30 anos, da República Democrática do Congo, conta que o tratamento a deixou com a impressão de estar morrendo.

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Mukumbi é cabeleireira e mãe de dois filhos. Ela foi diagnosticada com diabetes tipo 1 em 2023, mas havia algo que parecia não estar certo.

Depois de começar a usar as injeções diárias de insulina, que é o tratamento padrão, a jovem começou a sentir tonturas e a perder o equilíbrio. Até que, um dia, ela caiu.

"Eu estava arrumando as roupas das crianças, quando meu marido me encontrou no chão, gritando", conta ela ao Serviço Mundial da BBC. Leia também: O que acontece quando agentes de IA administram uma cidade virtual?

Três anos depois, especialistas disseram a ela que, provavelmente, ela teria diabetes tipo 5.

O diabetes atinge mais de 830 milhões de pessoas em todo o mundo. A condição ocorre quando o corpo não consegue regular corretamente o açúcar no sangue usando insulina, o que torna seus níveis perigosamente altos.

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O tipo 5 é uma forma da doença que, segundo se acredita, surge após longos períodos de desnutrição, especialmente na infância e na adolescência.

A Federação Internacional do Diabetes (FID) reconheceu o tipo 5 no ano passado. A entidade representa 251 associações nacionais do diabetes. Mais de mundo

Mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) não reconhece esta condição. O órgão das Nações Unidas acredita que ainda não há evidências suficientes para indicar que se trate de uma forma separada da doença.

Alguns cientistas acreditam que o tipo 5 pode atingir até 25 milhões de pacientes com diabetes e alertam que confundir esse tipo da doença com as outras formas pode causar danos.

Meredith Hawkins, diretora do Instituto Global de Diabetes da Faculdade de Medicina Albert Einstein, nos Estados Unidos, acredita que os erros de classificação são "um problema generalizado" e causam mortes por tratamento inadequado com insulina. Leia também: Brasil, Messi, Klose e mais: as seleções e jogadores que detêm recordes

"Muitos dos jovens que encontramos não acordaram pela manhã", ela conta.

'Constantemente cansada'

O diabetes tipo 1 é uma condição autoimune, na qual o corpo para de produzir insulina. Já o tipo 2 é relacionado à resistência à substância.

Mas os cientistas sugerem que o tipo 5 pode estar relacionado à subnutrição crônica, que prejudica o desenvolvimento do pâncreas, o órgão produtor da insulina.

Sophia sentada na praia para uma selfie, de camisa estampada, boné de baseball e barcos de pesca ao fundo
Legenda da foto, Sophia Sharer passou grande parte da adolescência gravemente abaixo do peso e acredita sofrer de diabetes tipo 5

'Diabetes dos magros'

Gráfico mostrando os efeitos do diabetes sobre o corpo humano. Seus sintomas comuns incluem urinar com frequência, cansaço, sede excessiva, perda de peso, visão turva e hálito adocicado/frutado. Os sintomas de longo prazo incluem feridas que cicatrizam lentamente, infecções frequentes ou duradouras, cegueira, lesões renais e cardiovasculares, lesões nervosas, má circulação sanguínea e úlceras, que podem causar amputações.

Novo reconhecimento

Noella Mukumbi, de pé em frente a uma escada, com blusa e calça preta e carregando uma bolsa da mesma cor, sorri para a câmera
Legenda da foto, Desde que reduziu a dose de insulina, Noella Mukumbi conta que se sente muito melhor

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