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Dez vezes que Corinthians apostou em ex-jogadores do clube como técnico e como foi o trabalho de cada um

Nos últimos dias, o Corinthians anunciou Fernando Diniz como seu novo técnico

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Dez vezes que Corinthians apostou em ex-jogadores do clube como técnico e como foi o trabalho de cada um

Nos últimos dias, o Corinthians anunciou Fernando Diniz como seu novo técnico. O treinador, que chegou para substituir Dorival Júnior, conhece bem o Alvinegro, já que atuou no clube entre 1997 e 1998. Conhecido por seu estilo de jogo ousado, Diniz já conquistou a Fiel com a sua primeira vitória no comando do Alvinegro, em jogo contra o Platense, na CONMEBOL Libertadores.

Seu segundo teste é neste domingo (12), em clássico contra ninguém menos do que o Palmeiras. A situação dele, de retornar ao clube em que atuou, agora como treinador, não chega a ser uma novidade na história alvinegra. Para inspirar e motivar o novo técnico corintiano, relembre outros dez casos em que um ex-atleta assumiu o comando do time e como eles se saíram: Palhinha (1989)

Ídolo do clube por conta dos títulos do Campeonato Paulista de 1977 e 1979, Palhinha foi técnico do Corinthians em 1989. Perdeu o Paulista daquele ano ao ser derrotado nas semifinais da competição para o São José. Mais tarde, acabou demitido após resultados ruins nas primeiras rodadas do Brasileirão.

Basílio (1989-90 e 1992) Autor de um dos gols mais importantes da história do Alvinegro, Basílio teve quatro passagens como treinador do Corinthians, totalizando 116 jogos. A primeira passagem foi como interino, em 1985 em um jogo contra o São Paulo pelo Campeonato Paulista.

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Pouco depois, em 1987, assumiu o time depois da demissão de Jorge Vieira, mais uma vez como interino, até a chegada de Formiga. Entre 1989 em 1990, teve sua primeira passagem como técnico efetivo, e em 1992 fez sua última temporada no comando do Corinthians, sendo demitido após a derrota por 4 a 0 diante do Internacional, pela Copa do Brasil. Eduardo Amorim (1995-96) Leia também: Ancelotti admite dúvida com Neymar, mas dá recado animador: 'Ainda tem dois meses para mostrar que tem qualidade'

Meio-campista no histórico time na época da Democracia Corintiana, Eduardo Amorim assumiu a equipe pela primeira vez como interino, em uma partida válida pelo Campeonato Paulista de 1994, contra o Novorizontino. Logo em seguida, Carlos Alberto Silva assumiu o comando da equipe. Como treinador efetivo, Eduardo Amorim teve sua oportunidade no ano seguinte, em 1995, quando substituiu Mário Sérgio.

Na beira do gramado, teve muito sucesso, sendo campeão do Paulista e da Copa do Brasil em 1995, mas acabou demitido após a eliminação nas quartas de final da Libertadores de 1996, para o Grêmio. Juninho Fonseca (2003-04) Zagueiro com 150 jogos com a camisa corintiana e o título do Paulistão de 1983, Juninho era auxiliar técnico e foi promovido ao cargo principal na fase final de 2003, quando Júnior pediu demissão.

Porém, não durou muito tempo e foi demitido após 17 jogos, com cinco vitórias, três empates e nove derrotas. Márcio Bittencourt (2005) Revelado nas categorias de base do Corinthians, Márcio Bittencourt atuou no clube entre 1985 e 1993 e conquistou, entre outras taças, o Brasileirão de 1990.

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Depois que encerrou a carreira como jogador, voltou ao Parque São Jorge e foi auxiliar técnico de Tite e de Daniel Passarella antes de assumir o de forma efetiva após a demissão do segundo. Ajudou o Corinthians a terminar o primeiro turno do Brasileiro de 2005 em primeiro lugar, mas mesmo assim foi substituído por Antônio Lopes, campeão meses depois. Emerson Leão (2006-07) Mais de esporte

Grande ídolo do Palmeiras, Leão também atuou no Corinthians já na reta final de sua carreira como goleiro. Retornou como técnico entre 2006 e 2007. Ficou 46 jogos no comando e, além de não conquistar títulos, ainda colecionou polêmicas, uma delas com Carlitos Tevez, lhe tirando a faixa de capitão, e quando discutiu com Carlos Alberto durante um jogo.

Adilson Batista (2010) No último ano de sua carreira como zagueiro, Adilson passou pelo Corinthians e fez parte do elenco campeão mundial em 2000. Retornou dez anos mais tarde, em 2010, como técnico, substituindo Mano Menezes, que foi para a Seleção Brasileira. Leia também: Ancelotti não descarta Thiago Silva (41) na Seleção: "Idade não importa"

Ele estreou com um empate de 1 a 1 diante do Palmeiras, no Pacaembu e se despediu poucos meses depois, após derrota por 4 a 3 diante do Atlético-GO, que marcou o seu quinto jogo consecutivo sem vitórias. Deixou a equipe com 17 jogos, sendo sete vitórias, quatro empates e seis derrotas. Cristóvão Borges (2016)

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Mais um ex-jogador do clube que assumiu como técnico após a ida de um treinador para a seleção brasileira. Cristóvão chegou em 2016 como consenso na diretoria depois da saída de Tite, mas ficou pouco tempo no cargo, e foi demitido apenas três meses depois, após uma derrota por 2 a 0 para o Palmeiras dentro da Neo Química Arena. Fábio Carille (2017-19)

Zagueiro e lateral-esquerdo na época de jogador, Fábio Carille passou pelo Corinthians entre 1995 e 1996, e participou de dois títulos. Encerrada a carreira nos gramados, ele optou por seguir na área esportiva e se tornou auxiliar técnico, e foi braço direito de Mano Menezes, Adilson Batista, Tite e Cristóvão Borges. Virou técnico após a demissão do último e conquistou o tricampeonato do Paulistão entre 2017 e 2019, e também o Brasileirão de 2017.

Sylvinho (2021-22) Lateral-esquerdo de bastante sucesso em sua carreira, sendo multicampeão no Corinthians e também no futebol europeu, Sylvinho retornou ao clube como auxiliar de Mano Menezes e Tite entre 2013 e 2014. Após anos fora, trabalhando como auxiliar também na seleção e na Inter de Milão, o profissional voltou ao clube em maio de 2021, como treinador principal.

Até conseguiu bons resultados, mas acabou demitido após derrota em clássico para o Santos na Neo Química Arena por 2 a 1, em fevereiro de 2022. Próximos jogos do Corinthians: Palmeiras (C): 12/04, 18h30 (de Brasília) - Brasileirão Ind. Santa Fe (C): 15/04, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Libertadores Vitória (F): 18/04, 20h (de Brasília) - Brasileirão

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