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Derrota histórica de Lula, vitória da oposição, tensão com Senado: como imprensa internacional noticiou rejeição a Messias

Derrota histórica de Lula, vitória da oposição, tensão com Senado: como imprensa internacional noticiou rejeição a Messias Crédito, EPA Legenda da foto, Jorge Messias

Derrota histórica de Lula, vitória da oposição, tensão com Senado: como imprensa internacional noticiou rejeição a Messias
Derrota histórica de Lula, vitória da oposição, tensão com Senado: como imprensa internacional noticiou rejeição a Messias
Jorge Messias

Crédito, EPA

Legenda da foto, Jorge Messias recebe abraço de Sóstenes Cavalcante no Senado; advogado-geral da União foi rejeitado para vaga no STF
Há 51 minutos
Tempo de leitura: 4 min

A rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) repercutiu na imprensa internacional.

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A indicação do nome de Jorge Messias foi aprovada pela Comissão de Constituição de Justiça, após uma longa sabatina na quarta-feira (29/4). Mas no plenário, posteriormente, o nome foi rejeitado com 42 votos contra e 34 a favor.

O jornal espanhol El País destacou que o Senado brasileiro impôs "uma derrota histórica a Lula ao rejeitar sua indicação para o Supremo Tribunal Federal".

"Normalmente, o Senado ratificaria, com diferentes graus de dificuldade, o indicado apresentado pelo Palácio da Alvorada, mas desta vez não o fez", escreveu o jornal espanhol. Leia também: O que explica derrota histórica de Lula no Senado (e qual recado envia ao STF)

"A rejeição de Messias é um sinal de alerta para Lula, cuja lendária capacidade de mobilizar e forjar alianças está agora em questão."

Segundo o jornal espanhol, "as relações com o chefe do Senado [Davi Alcolumbre] estão completamente rompidas, o que é especialmente perigoso na véspera da campanha eleitoral, justamente quando Lula mais precisa que o Congresso aprove leis como a que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1 — de seis dias consecutivos de trabalho seguidos de um dia de folga."

"Ele precisa disso mais do que nunca. Sua popularidade está em baixa histórica, e as pesquisas indicam que ele está empatado com o principal candidato de direita, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente."

"Agora Lula terá que tentar reconstruir o diálogo com o Senado, encontrar alguém que consiga passar pelo processo de sabatina e fazer isso rapidamente. A oposição está confiante de que ele não terá sucesso, que a vaga permanecerá em aberto e que a responsabilidade recairá sobre o presidente eleito em outubro."

O jornal argentino Clarín destacou que a rejeição de Messias é "uma severa derrota para Lula e uma vitória para a oposição, representada pelo senador e pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro". Mais de mundo

A agência de notícias Associated Press (AP) afirmou em texto que o Senado brasileiro "desferiu um golpe político" em Lula e que a rejeição de Messias é "um sinal de que o veterano líder não é popular entre muitos parlamentares". O texto da AP foi reproduzido em sites como o Washington Post e ABC News, nos Estados Unidos.

"O presidente do Senado brasileiro, Davi Alcolumbre, defendeu abertamente outro candidato antes de Lula escolher Messias como seu indicado", afirma o texto da AP. "A imprensa brasileira vem noticiando há meses que o senador estava em desacordo com Lula por este não ter escolhido o ex-senador Rodrigo Pacheco."

A AP cita o analista político Creomar de Souza, que afirma que Lula vinha tendo dificuldades para trabalhar com o Congresso desde que retornou ao cargo, e que a rejeição de Messias seria "a prova definitiva disso". Leia também: Derrota de Lula é sem precedentes desde o século 19

"Visto como uma ponte para os evangélicos, Messias teria se tornado a terceira escolha do presidente para integrar a Suprema Corte durante seu mandato atual", diz a Bloomberg.

"A derrota provavelmente agravará as tensões entre o governo de Lula e o Legislativo, onde o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, preferia Rodrigo Pacheco, ex-líder da Casa. A eleição provocou resistência até mesmo entre alguns aliados do governo."

Segundo a Bloomberg, a rejeição de Messias "evidencia a crescente influência de partidos de direita aliados ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Senado brasileiro, órgão que detém o poder de destituir membros da Suprema Corte".

"O ex-presidente e seus apoiadores há tempos criticam o Supremo Tribunal Federal, alegando que suas campanhas contra as chamadas notícias falsas e a desinformação online levaram à perseguição política de figuras conservadoras."

A agência de notícias Reuters noticiou que "nos últimos meses, o governo Lula organizou um esforço de lobby sem precedentes para tentar garantir a aprovação de Messias, depois que os parlamentares reagiram inicialmente de forma negativa à sua nomeação em novembro pelo líder de esquerda."

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