Lula 'priorizou próprio ego em detrimento de acordo' e não 'negociou com os EUA
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Crédito, Getty Images
- Author, Sareen Habeshian
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 5 min
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que militares americanos com 30 anos ou mais serão submetidos a exames para detectar deficiência de testosterona durante as avaliações anuais de saúde.
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Em um vídeo publicado na rede social X, antigo Twitter, com a legenda High-T Department (Departamento de Alta Testosterona, em tradução livre), Hegseth disse ter autorizado o programa de exames para garantir que os militares "tenham os níveis adequados de testosterona para atuar com o melhor desempenho possível".
Hegseth não esclareceu se o programa também se aplicará às mulheres, cujos níveis de testosterona também diminuem com a idade.
"Devemos oferecer aos nossos combatentes o melhor atendimento médico do mundo, e este programa faz parte desse compromisso", afirmou Hegseth no vídeo divulgado na quarta-feira (15/07). Leia também: Sem Michelle e com Milei, Flávio oficializa candidatura e promete que Bolsonaro
"Cuidar da saúde no longo prazo significa garantir que eles permaneçam fortes, resilientes e preparados— não apenas para a próxima missão, mas ao longo de toda a vida, para que continuem bem mesmo depois de deixar o serviço militar", acrescentou Hegseth.
O uso de testosterona sem indicação médica, como para aumentar artificialmente a massa muscular sem prescrição médica, é estritamente proibido nas Forças Armadas dos EUA.
Hegseth afirmou que o programa "não se destina a melhorar artificialmente o desempenho" dos militares.
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Em comunicado, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, informou que os exames obrigatórios para detectar deficiência de testosterona passam a valer imediatamente para todos os militares da ativa e da reserva com 30 anos ou mais.
Segundo Parnell, a medida "permitirá ao Departamento de Defesa dos EUA estabelecer parâmetros de referência para os níveis de testosterona dos militares e oferecer terapia de reposição hormonal de forma direcionada, contribuindo para manter uma força de combate saudável, capaz e decisivamente dominante".
Questionado sobre se homens e mulheres serão submetidos aos exames e se as militares poderão ser avaliadas para receber terapia à base de estrogênio ao entrarem na perimenopausa, o Pentágono disse não ter comentários além das declarações de Hegseth e Parnell. Leia também: Tribunal dos EUA impede Trump de aplicar ordem que dificulta voto pelo correio
A senadora democrata Tammy Duckworth, de Illinois, veterana da Guerra do Iraque e integrante da Comissão de Serviços Armados, pediu ao secretário de Defesa que os exames hormonais fossem disponibilizados tanto para homens quanto para mulheres.
A deputada democrata Chrissy Houlahan, da Pensilvânia, veterana da Força Aérea, classificou a medida na rede social X como a "mais recente obsessão de Hegseth com as guerras culturais".
Já o médico Mohit Khera, que no ano passado presidiu um painel de especialistas da FDA— a agência reguladora de medicamentos e alimentos dos EUA, equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)— sobre exames para detectar deficiência de testosterona e o uso do hormônio nas Forças Armadas, disse à BBC nesta quarta-feira que todos os homens com mais de 30 anos deveriam fazer o teste, pois a testosterona é o principal indicador do estado de saúde atual e futuro de uma pessoa.
"O ponto central é que muitos homens jovens têm níveis baixos de testosterona, o que os deixa em desvantagem quando se trata de massa muscular e energia. Isso pode ser um problema para quem está em combate", afirmou Khera, professor de urologia da Faculdade de Medicina Baylor, nos EUA.
Mas Khera acrescentou: "É preciso ter cuidado para não dar testosterona a alguém que não apresente nenhum tipo de sintoma".
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