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Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

A influenciadora e advogada foi detida na Operação Vérnix, que apura um complexo esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, envolvendo também o líder da

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira, , em sua residência em Barueri, na Grande São Paulo. A detenção ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e pela Polícia Civil, que investiga um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação, que já dura sete anos, aponta que Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa do crime organizado”, misturando recursos ilícitos em contas pessoais e empresariais para dificultar o rastreamento, segundo informações do G1. A operação também tem como alvos Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do PCC, além de parentes dele e operadores financeiros da facção.

A Origem da Investigação e a Operação Vérnix

A Operação Vérnix teve início em 2019, após agentes penitenciários encontrarem bilhetes manuscritos escondidos em celas e em um sistema de esgoto da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. Conforme o G1, esses documentos continham ordens internas do PCC, contatos de membros da facção e referências a ações violentas. A análise desses manuscritos levou à abertura de três inquéritos, que permitiram mapear a estrutura financeira da organização criminosa.

Os investigadores identificaram uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau, próxima ao complexo penitenciário, que seria utilizada como empresa de fachada para movimentar o dinheiro da facção. Segundo o G1, essa transportadora fazia repasses para contas de terceiros para ocultar a origem dos valores do PCC, e duas dessas contas estariam em nome de Deolane Bezerra. As movimentações incluíam depósitos fracionados em espécie, partindo do caixa da facção, passando pela transportadora e chegando às contas ligadas à influenciadora. Leia também: Petróleo confirmado em sítio do Ceará surpreende ANP

Manobras para Mascarar Transações e o Caso do Saque de R$ 1 Milhão

A investigação policial detalha o que classifica como tentativas de Deolane Bezerra de “mascarar” movimentações financeiras suspeitas. Em um relatório obtido pelo G1, a Polícia Civil aponta que a influenciadora registrou um boletim de ocorrência alegando uso indevido de seus dados para abertura de contas fraudulentas. Este registro ocorreu apenas dois dias após a polícia anexar aos autos da Operação Lado a Lado provas que a ligavam ao núcleo financeiro da facção, em março de 2022. Para os investigadores, a ação não foi uma coincidência, mas uma reação deliberada, sugerindo que Deolane foi avisada sobre os levantamentos policiais.

O relatório da Polícia Civil refuta a tese de fraude, afirmando que o afastamento do sigilo bancário “comprovou cabalmente” que as contas eram movimentadas pela própria Deolane. A investigação conclui que a influenciadora “empresta toda a sua estrutura financeira e aparente respeitabilidade social” para a integração de valores ilícitos da organização criminosa (G1).

Outro episódio de destaque nas investigações, segundo o G1, ocorreu em novembro de 2023, quando Dayanne Bezerra Santos, irmã de Deolane, tentou sacar R$ 1 milhão em espécie em uma agência bancária do Itaú. A operação foi barrada pela instituição financeira por “atipicidade”, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro. O banco teria oferecido a alternativa de transferência eletrônica, mas a irmã de Deolane recusou. Após o incidente, o Itaú concedeu um prazo para o encerramento das contas da família Bezerra, levando Deolane a processar o banco na Justiça. O relatório aponta incompatibilidade entre os valores declarados por Deolane no Imposto de Renda (cerca de R$ 577 mil) e a movimentação financeira identificada (mais de R$ 7 milhões em créditos efetivos). Mais de noticia

O Que Diz a Defesa

Inicialmente, a defesa de Deolane Bezerra afirmou estar “se inteirando dos fatos” (G1). Em ocasiões anteriores, conforme o relatório policial, a advogada negou qualquer envolvimento com atividades ilícitas, alegando que suas movimentações financeiras são compatíveis com sua atuação profissional e sua imagem pública. A polícia, contudo, reforça que a família de Deolane utiliza movimentações financeiras complexas para ocultar a origem de recursos. Leia também: Influenciadora Deolane Bezerra e familiares de Marcola são alvos de operação

O que se sabe até agora

  • Deolane Bezerra, advogada e influenciadora, foi presa em , em Barueri (SP).
  • A prisão faz parte da Operação Vérnix, do MP-SP e Polícia Civil, que investiga lavagem de dinheiro do PCC.
  • A investigação começou em 2019, a partir de bilhetes da facção apreendidos em Presidente Venceslau.
  • Deolane é suspeita de atuar como “caixa do crime organizado”, usando contas pessoais e empresariais para misturar dinheiro.
  • Um boletim de ocorrência feito por Deolane sobre uso indevido de dados é visto pela polícia como tentativa de mascarar transações suspeitas.
  • Sua irmã, Dayanne Bezerra, tentou sacar R$ 1 milhão, o que foi barrado por suspeita de lavagem, levando Deolane a processar o banco.
  • Há uma grande discrepância entre o volume de dinheiro movimentado por Deolane e seus rendimentos declarados no Imposto de Renda.

A Operação Vérnix destaca a complexidade das estratégias de lavagem de dinheiro utilizadas por organizações criminosas e o esforço das autoridades em desmantelar esses esquemas. O desdobramento da investigação promete trazer mais luz sobre a extensão da rede de influência e os detalhes das ligações financeiras de Deolane Bezerra com o PCC, gerando implicações significativas para a carreira e a imagem da influenciadora, além de fortalecer o combate à criminalidade organizada no estado de São Paulo.

Este conteúdo é informativo. Não é recomendação de investimento. Consulte assessor certificado (CVM).

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