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Delegado e Agentes da Civil são Presos em Operação contra Tráfico na PB

A Operação Perfídus, deflagrada em João Pessoa nesta terça-feira (2), mira organização criminosa , corrupção e vazamento de dados sigilosos. Delegado Braz Morrone e outros Leia também: Monique Medeiros depõe e acusa Jairinho de agressões em júri do caso Henry

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou na manhã desta terça-feira (2 de junho) a Operação "Perfídus" em João Pessoa, resultando na prisão do delegado Braz Morrone e de dois agentes da corporação, além de outros seis indivíduos. Os policiais são suspeitos de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas, utilizando a estrutura do Estado para favorecer as atividades ilícitas, conforme informações do G1.

A Operação Perfídus e as Suspeitas

Deflagrada para desarticular um esquema complexo, a Operação Perfídus cumpre nove mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. A investigação aponta que a organização criminosa contava com o apoio de agentes públicos que, de acordo com a Polícia Civil (G1), se valiam da estrutura estatal para auxiliar o grupo. Entre as práticas investigadas estão o repasse de dados confidenciais sobre imóveis e veículos de traficantes. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões dos investigados. O nome da operação, "Perfídus", remete à "traição" ou "deslealdade", uma alusão direta à conduta atribuída aos policiais envolvidos.

Os Envolvidos e Seus Papéis

O delegado Braz Morrone, com mais de 20 anos de carreira na Polícia Civil e titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT) em João Pessoa, está entre os presos. Ele já atuou em diversas delegacias, incluindo a de Repressão a Entorpecentes, antes de assumir a DCCPAT em 2019, segundo o G1. Junto a ele, foram presos os agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado", apontado como operador central do grupo e elo entre policiais e traficantes. O outro agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o "Mão Branca", suspeito de monitorar carregamentos, utilizar rastreadores e esconder entorpecentes em sua residência. Outros seis indivíduos foram também detidos: João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral, Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha"), José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira"), Vanessa Dantas Fernandes e Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau"). As defesas dos suspeitos não foram localizadas até o momento, informa o G1.

Medidas Administrativas e Judiciais

O secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, confirmou à CBN, conforme repercutido pelo G1, que o delegado Braz Morrone e os dois agentes serão afastados das funções. Além das medidas judiciais como prisões e bloqueio de bens, haverá desdobramentos administrativos. Jean Nunes enfatizou a indignação do Estado com tal comportamento, ressaltando a intenção de "expurgar" essas pessoas das instituições e desorganizar o grupo criminoso. A Polícia Civil, por meio da Corregedoria Geral da Justiça, já iniciou procedimentos administrativos que podem culminar na demissão dos policiais envolvidos.

O que se sabe até agora

  • O delegado Braz Morrone e dois agentes da Polícia Civil foram presos em João Pessoa nesta terça-feira (2).
  • A operação, batizada de "Perfídus", investiga tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas.
  • Os policiais são suspeitos de usar a estrutura estatal para favorecer uma organização criminosa.
  • A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.
  • Os policiais serão afastados de suas funções e podem ser expulsos da corporação após procedimentos administrativos.
A prisão de agentes públicos em uma operação de tal envergadura lança luz sobre a importância da constante vigilância e integridade dentro das instituições de segurança. A postura firme do secretário de Segurança Pública Jean Nunes reforça o compromisso em combater a corrupção interna e assegurar que a máquina estatal não seja desviada de seu propósito de proteger a sociedade.
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