← Política
Política

Defesa de vice de Flávio pede que PGR e STF acelerem exame de DNA que afastaria

Brasília A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL ) reforça a ofensiva da campanha do presidenciável sobre o caso Lulinha

Defesa de vice de Flávio pede que PGR e STF acelerem exame de DNA que afastaria
Brasília

A escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) reforça a ofensiva da campanha do presidenciável sobre o caso Lulinha.

Gaspar foi relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), escândalo que bate à porta do Planalto após notícia do empréstimo de Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), com uma empresária investigada e amiga do filho do petista.

Leia no AINotícia: Flávio Bolsonaro Define Vice para Chapa Presidencial em Meio à Neutralidade

Além disso, parlamentares do PL afirmam que a escolha de Gaspar indica uma tentativa da campanha de fortalecer o nome de Flávio Bolsonaro no Nordeste, região onde o PT conta com vantagem histórica. O deputado era pré-candidato ao Senado por Alagoas.

Dois homens de terno escuro levantam as mãos entrelaçadas, sorrindo, em um palco com outras pessoas ao fundo. O homem à esquerda tem cabelo grisalho curto e camisa azul clara, o da direita tem cabelo escuro e camisa branca. O ambiente é interno, com iluminação focada nos sujeitos.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como seu vice na chapa que disputará a Presidência da República. - Evaristo Sá/AFP

Ao retirar Gaspar da disputa, indicam deputados aliados, Flávio Bolsonaro ainda fez um gesto ao ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP). O parlamentar concorrerá ao Senado, mas enfrentava dificuldades em conseguir votos da direita diante da presença do congressista do PL na disputa. Leia também: Política: Panorama Semanal da Dívida, Tensão Institucional e Eleições

Como presidente da Câmara, Lira foi um dos principais aliados do presidente Jair Bolsonaro durante seu governo. O PP tinha participação direta na gestão e garantiu uma maior influência do Congresso sobre emendas parlamentares.

Gaspar foi eleito o segundo deputado federal mais votado de Alagoas em 2022. No Congresso, ganhou protagonismo neste ano como relator da CPI do sobre os desvios no INSS. Foi justamente durante os trabalhos da comissão que ele se aproximou de Flávio Bolsonaro, segundo pessoas próximas ao candidato.

O objetivo, dizem integrantes da campanha, é contrapor a presença de Gaspar na chapa com o escândalo do INSS, focando no filho do presidente. Na reta final da CPI, Gaspar propôs o indiciamento de Lulinha, apontando que ele teria feito viagens pagas por Roberta Luchsinger com dinheiro do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Como relator da CPMI, Alfredo Gaspar buscou vincular as fraudes a aposentadorias e pensões ao governo Lula, com diversas citações ao petista em seu relatório, enquanto praticamente ignorou a cúpula da gestão anterior. Mais de politica

Flávio Bolsonaro tem enfrentado dificuldades para crescer nas pesquisas de intenção de voto após o escândalo Dark Horse. Foram descobertos pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro, intermediados pelo senador.

Para a campanha de Flávio Bolsonaro, Lulinha se tornou um flanco a ser explorado para desgastar o presidente Lula até a eleição. O petista já cobrou explicações de Marcola, que confirmou o empréstimo com Luchsinger, mas afirmou se tratar de uma operação pessoal, sem contrapartida política. Leia também: Romeu Zema detalha propostas para Presidência

Aliados de Flávio Bolsonaro também afirmam que Gaspar reforçará a campanha na área da segurança pública. O deputado é ex-promotor de justiça e foi secretário de de Defesa Social e depois de Segurança Pública nas gestões de Renan Filho (MDB) no governo de Alagoas, além de procurador-geral do Ministério Público estadual.

Gaspar concorreu à Prefeitura de Maceió em 2020 pelo MDB, como parte do grupo dos Calheiros, sendo derrotado no segundo turno por João Henrique Caldas, o JHC. Ao se candidatar a deputado federal, no entanto, mudou de lado e deixou os Calheiros para se aproximar do bolsonarismo.

Augusto Tenório , Raphael Di Cunto , Thaísa Oliveira e Carolina Linhares

Tópicos relacionados

Leia tudo sobre o tema e siga:

  • Alfredo Gaspar
  • aposentadoria
  • Câmara dos Deputados
  • Eleições 2026
  • Flávio Bolsonaro
  • inss
  • PL
  • previdência social
  • senado
  • Envie sua notícia
  • Erramos?
  • Ombudsman
Política: Panorama Semanal da Dívida, Tensão Institucional e Eleições
Politica

Política: Panorama Semanal da Dívida, Tensão Institucional e Eleições

Ler matéria →

Leia também