DeepSeek V4: startup chinesa revela nova IA um ano após surpreender o mercado Novo modelo mantém estrutura de código aberto e usa chips da Huawei para driblar o domínio da americana Nvidia. Novo modelo mantém estrutura de código aberto e usa chips da Huawei para driblar o domínio da americana Nvidia.
A corrida da inteligência artificial ficou mais acirrada nesta sexta-feira (24/04). Um ano depois de causar um alvoroço bilionário no setor, a chinesa DeepSeek liberou uma prévia oficial do V4, sua nova geração de modelos de linguagem de grande escala. O objetivo da companhia é ambicioso: competir de igual para igual com os sistemas proprietários das gigantes americanas, como o Google, a OpenAI e a Anthropic.
Segundo a DeepSeek, o V4 deve atingir ou até mesmo superar os líderes de mercado em testes de desempenho. O grande trunfo da versão 4 está na capacidade aprimorada de codificação. Escrever, debugar e interpretar código de software tornou-se a habilidade central para criar agentes autônomos de IA — sistemas capazes de executar tarefas complexas sem a necessidade de intervenção humana. Leia também: YouTube ganha destaque após novo desdobramento em youtube: usuários reclamam que vídeos avançam sozinhos após anúncios usuários têm se queixado de vídeos que avançam até 60 segundos após anúncios no
Esse é um segmento corporativo altamente lucrativo, que atualmente é dominado por ferramentas como o ChatGPT Codex e o Claude Code. Em um documento técnico detalhado publicado no repositório Hugging Face, a equipe de desenvolvedores focou especialmente na variante “V4 Pro”.
O texto explica os refinamentos feitos na arquitetura neural do modelo — avanços que permitem à IA resolver lógicas de programação complicadas exigindo menos poder bruto de computação. Além do aspecto técnico, a DeepSeek optou por manter a tecnologia sob a licença de código aberto, buscando atrair desenvolvedores que procuram alternativas às APIs pagas do Vale do Silício. A companhia também fez questão de destacar que o novo modelo possui compatibilidade nativa com os chips desenvolvidos pela também chinesa Huawei.
Historicamente, o treinamento de grandes modelos de linguagem exige data centers massivos, um mercado hoje liderado de forma esmagadora pela americana Nvidia. Com as pesadas sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos — que restringem a exportação de chips de alto desempenho para a China —, conseguir treinar e rodar uma IA de ponta utilizando infraestrutura nacional sinaliza que o país está mais perto de conseguir sustentar sua própria indústria tecnológica. Apesar do avanço, a DeepSeek preferiu o silêncio em relação aos números.
A empresa afirma que os “custos [foram] drasticamente reduzidos”, mas, diferente de lançamentos passados, não divulgou os custos da fase de treinamento do V4. É difícil analisar a chegada do V4 sem mencionar o impacto causado pelo seu antecessor. Lançado há um ano, o DeepSeek R1 provou para o mercado que era possível treinar um modelo altamente inteligente gastando apenas uma fração dos bilhões de dólares que as rivais americanas costumam investir. Mais de tecnologia
No entanto, a ascensão meteórica da empresa chinesa não ocorreu sem atritos. Autoridades dos Estados Unidos já acusaram publicamente a DeepSeek de burlar as sanções internacionais, alegando que a companhia utilizou chips proibidos da Nvidia, adquiridos por rotas alternativas, para treinar IAs de gerações passadas. Soma-se a isso uma disputa sobre propriedade intelectual: a Anthropic alega que a DeepSeek utilizou os resultados gerados pela sua família de modelos Leia também: Exclusivo ganha destaque após novo desdobramento em exclusivo: clientes do cartão amazon são vítimas de compras não reconhecidas transações em sequência com valores parecidos afetam dezenas de
Claude para criar dados sintéticos. Essas informações teriam sido usadas para treinar e refinar os produtos da própria companhia chinesa, configurando uma violação aos termos de uso da plataforma americana. Até o momento, a DeepSeek tem ignorado o histórico de acusações.
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![DeepSeek V4 ganha destaque após novo desdobramento em <p>deepseek v4: startup chinesa revela nova ia um ano após surpreender o mercado novo modelo mantém estrutura de código aberto e usa chips da huawei para driblar o domínio da americana nvidia. novo modelo mantém estrutura de código aberto e usa chips da huawei para driblar o domínio da americana nvidia.</p> <p>a corrida da inteligência artificial ficou mais acirrada nesta sexta-feira (24/04). um ano depois de causar um alvoroço bilionário no setor, a chinesa deepseek liberou uma prévia oficial do v4, sua nova geração de modelos de linguagem de grande escala. o objetivo da companhia é ambicioso: competir de igual para igual com os sistemas proprietários das gigantes americanas, como o google, a openai e a anthropic.</p> <p>segundo a deepseek, o v4 deve atingir ou até mesmo superar os líderes de mercado em testes de desempenho. o grande trunfo da versão 4 está na capacidade aprimorada de codificação. escrever, debugar e interpretar código de software tornou-se a habilidade central para criar agentes autônomos de ia — sistemas capazes de executar tarefas complexas sem a necessidade de intervenção humana.</p> <p>esse é um segmento corporativo altamente lucrativo, que atualmente é dominado por ferramentas como o chatgpt codex e o claude code. em um documento técnico detalhado publicado no repositório hugging face, a equipe de desenvolvedores focou especialmente na variante “v4 pro”.</p> <p>o texto explica os refinamentos feitos na arquitetura neural do modelo — avanços que permitem à ia resolver lógicas de programação complicadas exigindo menos poder bruto de computação. além do aspecto técnico, a deepseek optou por manter a tecnologia sob a licença de código aberto, buscando atrair desenvolvedores que procuram alternativas às apis pagas do vale do silício. a companhia também fez questão de destacar que o novo modelo possui compatibilidade nativa com os chips desenvolvidos pela também chinesa huawei.</p> <p>historicamente, o treinamento de grandes modelos de linguagem exige data centers massivos, um mercado hoje liderado de forma esmagadora pela americana nvidia. com as pesadas sanções impostas pelo governo dos estados unidos — que restringem a exportação de chips de alto desempenho para a china —, conseguir treinar e rodar uma ia de ponta utilizando infraestrutura nacional sinaliza que o país está mais perto de conseguir sustentar sua própria indústria tecnológica. apesar do avanço, a deepseek preferiu o silêncio em relação aos números.</p> <p>a empresa afirma que os “custos [foram] drasticamente reduzidos”, mas, diferente de lançamentos passados, não divulgou os custos da fase de treinamento do v4. é difícil analisar a chegada do v4 sem mencionar o impacto causado pelo seu antecessor. lançado há um ano, o deepseek r1 provou para o mercado que era possível treinar um modelo altamente inteligente gastando apenas uma fração dos bilhões de dólares que as rivais americanas costumam investir.</p> <p>no entanto, a ascensão meteórica da empresa chinesa não ocorreu sem atritos. autoridades dos estados unidos já acusaram publicamente a deepseek de burlar as sanções internacionais, alegando que a companhia utilizou chips proibidos da nvidia, adquiridos por rotas alternativas, para treinar ias de gerações passadas. soma-se a isso uma disputa sobre propriedade intelectual: a anthropic alega que a deepseek utilizou os resultados gerados pela sua família de modelos</p> <p>claude para criar dados sintéticos. essas informações teriam sido usadas para treinar e refinar os produtos da própria companhia chinesa, configurando uma violação aos termos de uso da plataforma americana. até o momento, a deepseek tem ignorado o histórico de acusações.</p> <p>{{ excerpt | truncatewords: 35 }} {% endif % }</p>](https://files.tecnoblog.net/wp-content/uploads/2025/01/capa-deepseek-1536x864.png)