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De trainee a CEO: a executiva que levou o Grupo Sabin a faturar R$ 2 bilhões

Publicidade Em pouco mais de uma década, o Grupo Sabin de medicina diagnóstica conseguiu crescer quase seis vezes sem perder o controle societário

De trainee a CEO: a executiva que levou o Grupo Sabin a faturar R$ 2 bilhões

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Em pouco mais de uma década, o Grupo Sabin de medicina diagnóstica conseguiu crescer quase seis vezes sem perder o controle societário. Sob a liderança de Lídia Abdalla, que entrou na empresa como trainee em 1999 e assumiu a presidência em 2014, o grupo saiu de um faturamento de R$ 300 milhões para quase R$ 2 bilhões, expandindo sua operação para 15 unidades federativas e mais de 360 unidades de atendimento.

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Hoje, o Sabin ocupa a terceira posição entre os maiores grupos de medicina diagnóstica do Brasil. Mas, segundo a CEO, o movimento mais importante não foi apenas crescer. Foi crescer mantendo cultura, disciplina financeira e uma estratégia de expansão que mistura aquisições com crescimento orgânico.

“Entrei como trainee. Era nova, recém-formada. E entrei atuando na área técnica. Conforme a empresa foi crescendo eu fui crescendo junto com ela”, relembrou durante entrevista para o Do Zero ao Topo.

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A trajetória da executiva se mistura com a própria evolução da companhia. Formada em farmácia bioquímica, ela entrou no laboratório no fim dos anos 90 e foi ocupando cargos técnicos e de liderança até se tornar a primeira CEO profissional da história da empresa.

O Sabin surgiu pelas mãos de duas biomédicas empreendedoras há pouco mais de 40 anos, em Brasília, e hoje se espalhou por 14 estados mais o Distrito Federal, 362 unidades de atendimento, em 78 cidades, e 7.400 funcionários. Leia também: Governo brasileiro tentará reverter proibição a carnes do Brasil na UE

32 aquisições

O crescimento do Sabin ganhou velocidade a partir de 2010, quando o grupo decidiu sair do Distrito Federal e iniciar sua expansão nacional. Desde então, foram 32 aquisições realizadas em diferentes regiões do país.

Segundo Lídia, o processo exigiu mais do que capital. Exigiu a criação de um modelo próprio de integração cultural.

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“O grande desafio de uma empresa são as pessoas. Porque todo o resto, você coloca dentro de um cronograma. Gente, pessoas, você não vira a chave da noite para o dia”, afirmou.

A estratégia do grupo foi manter uma identidade única em todas as operações. Mesmo sistema informatizado, mesma marca e mesma experiência para o cliente, independentemente da cidade. Mais de economia

“Qualquer unidade do Sabin que você entrar, você vai ter a mesma percepção como se você entrasse numa unidade nossa de Manaus, de Brasília, de Campinas”, disse a executiva.

Ao mesmo tempo, o grupo apostou em lideranças locais para preservar características regionais e acelerar a adaptação cultural.

“Os nossos gestores de todas essas regiões, a grande maioria deles são da região. Porque não sou eu que estou em Brasília que vou entender a cultura de Manaus ou Salvador”, explicou. Leia também: Investindo Sem Fronteiras: XP faz ações para impulsionar dolarização de

Modelo próprio de expansão

Mesmo sendo constantemente procurado por investidores e fundos, o Sabin optou por manter uma estrutura conservadora de capital fechado. A CEO afirma que o grupo cresceu com disciplina financeira e baixo nível de alavancagem.

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“O projeto para os próximos anos é seguir crescendo como fizemos até aqui. Uma empresa que gera caixa, uma empresa com muita disciplina financeira”, afirmou.

Apesar disso, a empresa mantém estrutura de governança preparada para eventuais movimentos estratégicos no futuro.

“A qualquer momento está preparada para qualquer movimento estratégico que seja uma grande oportunidade”, disse.

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