Copa do Mundo 2026: os 'astros virais' conseguirão transformar sucesso
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Crédito, Polícia Civil de São Paulo
- Author, Marina Rossi
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
- Published 1 julho 2026Atualizado Há 7 horas
- Tempo de leitura: 5 min
O governo de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (1/7) sanções contra dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa "por seus vínculos com a maior organização criminosa da América Latina, o Primeiro Comando da Capital (PCC)".
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Os brasileiros são: Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.
Todas as empresas sancionadas pelos EUA são pertencentes a Victor Shimada: Victory Trading Intermediacão De Negocios Cobrancas E Tecnologia Ltda; Pixwave Solucoes De Pagamentos Ltda; Wave Construcoes Inteligentes Ltda; Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (de Portugal).
O Departamento do Tesouro americano afirmou em nota que Shimada atuava "como elo central" entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais de drogas. E que ele teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades dos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para remeter valores ao Brasil em nome do PCC. Leia também: Influenciadores lucram ensinando homens brasileiros a conquistar mulheres
Segundo a nota, a rede de lavagem de dinheiro do PCC alvo da ação operava principalmente na Flórida e em São Paulo.
Já Stella é apontada como "parente próxima e associada" de Shimada pelo governo americano. Em seu nome, consta apenas uma empresa: a GP8 Pay.
O promotor do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Lincoln Gakiya, que investiga o PCC há décadas, afirmou à BBC News Brasil desconhecer essa suposta relação dos sancionados com a facção criminosa.
"Desconheço que esse casal ou essas empresas tenham envolvimento com o PCC, mas não tenho conhecimento das investigações que o FBI e o DOJ [Departamento de Justiça dos EUA] fizeram a partir de alvos ligados ao PCC em Miami. Aqui ele respondeu por outros crimes, inclusive pelo caso da Vai de Bet e do Augusto do Corinthians. Mas não consta que Victor ou a a Stella sejam ligados ao PCC."
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Gakiya se refere à investigação aberta em 2024 pelo Ministério Público e Polícia Civil de São Paulo para apurar suspeitas de irregularidades no contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas VaideBet. Leia também: Como disputa por apoio no Ceará desencadeou guerra entre Michelle e Flávio
As investigações levaram a denúncia oferecida à Justiça no ano passado contra Augusto Melo, ex-presidente do Corinthians, expulso do quadro associativo do clube por suposta tentativa de golpe com o patrocínio da VaideBet ao time.
Melo sempre negou as acusações.
Na época, Victor Shimada foi incluído na denúncia e chegou a ser detido provisoriamente por lavagem de dinheiro e furto qualificado. Segundo o MPSP, ele teria lavado R$ 35 milhões por meio de diversas contas em forma de criptomoeda.
No inquérito policial, os investigadores apontam com destaque a rotina de voos de Shimada, que comprava bilhetes para diferentes destinos no mesmo dia do voo. Um deles, de, mostrava que Shimada saiu de Guarulhos (SP), com escala na República Dominicana e destino ao Aeroporto Internacional Felipe Ángeles, no México.
"Não foram encontradas informações adicionais sobre seu destino final, mas é possível que Victor tenha seguido para os Estados Unidos, já que comprou seu bilhete por meio de uma agência em Orlando", diz o inquérito.

O que acontece com os sancionados pelo governo Trump?
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