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CSN salta e CSN Mineração cai 5% – mesmo que 2T tenha indicado “o contrário”

CSN salta e CSN Mineração cai 5% – mesmo que 2T tenha indicado “o contrário”; entenda 2T26 reforçou a percepção de que a CMIN entregou o melhor resultado operacional

CSN salta e CSN Mineração cai 5% – mesmo que 2T tenha indicado “o contrário”
CSN salta e CSN Mineração cai 5% – mesmo que 2T tenha indicado “o contrário”; entenda
2T26 reforçou a percepção de que a CMIN entregou o melhor resultado operacional, enquanto a CSN segue sendo uma história mais dependente da desalavancagem do que da evolução dos negócios, mas ações reagem de "formas contrárias"
Linha de produção em uma planta de laminação a quente. REUTERS/Aly Song
Linha de produção em uma planta de laminação a quente. REUTERS/Aly Song

Os resultados do segundo trimestre de 2026 de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) foram marcados por um contraste entre a melhora operacional e a persistente pressão sobre geração de caixa e balanço patrimonial. Enquanto as duas companhias apresentaram números operacionais melhores ou em linha com as expectativas, os analistas seguem preocupados com a alavancagem do grupo e com a dificuldade de conversão de resultado em fluxo de caixa livre.

Na visão do Goldman Sachs, o trimestre foi operacionalmente positivo, com desempenho mais forte da siderurgia e novo recorde de rentabilidade no cimento compensando a desaceleração da mineração.

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Já para o JPMorgan, a CSN teve um resultado neutro, enquanto a CSN Mineração foi o principal destaque positivo da temporada.

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Contudo, as ações da CSN subiram nesta quinta-feira (13) pós-balanços, com alta de 5,56% (R$ 4,55), enquanto a CSN Mineração caíram 5,18% (R$ 5,49). Mas, vale ressaltar, CMIN3 avança cerca de 12% no acumulado do ano, enquanto CSNA3 desabam cerca de 49% no mesmo período, mostrando os investidores embolsando lucros em CMIN3 e vendo oportunidades em CSNA3 após a forte queda. Leia também: Incerteza sobre contas públicas eleva parcela da dívida atrelada à Selic

CSN: siderurgia e cimento ajudam, mas desalavancagem segue distante

O Ebitda ajustado da CSN somou aproximadamente R$ 2,6 bilhões a R$ 2,8 bilhões no trimestre, superando ou ficando ligeiramente acima das estimativas do mercado. O desempenho foi sustentado principalmente pela divisão de aço, que registrou recuperação relevante de volumes e margens, e pelo segmento de cimento, que entregou mais um trimestre de rentabilidade recorde.

Segundo Goldman Sachs, o Ebitda da operação de aço alcançou R$ 636 milhões, acima das projeções, beneficiado pela retomada dos volumes no mercado doméstico, aumento dos preços realizados e melhora dos custos unitários. O banco destacou que medidas antidumping contra importações ajudaram a criar um ambiente competitivo mais favorável no mercado brasileiro.

O JPMorgan ressaltou que os embarques domésticos cresceram 37% na comparação anual e 9% frente ao trimestre anterior, enquanto o custo caixa por tonelada recuou 3% em relação ao mesmo período de 2025.

O segmento de cimento também voltou a chamar atenção. O Ebitda cresceu mais de 45% ano a ano, impulsionado por reajustes de preços, reforçando a visão de que o negócio continua sendo uma das principais fontes de geração de valor para o grupo. Mais de economia

Apesar da melhora operacional, o mercado continua olhando para a geração de caixa. A XP avaliou que a desalavancagem voltou a ficar para depois, já que a queima de caixa permaneceu elevada, pressionada por investimentos, despesas financeiras e amortizações de contratos de pré-pagamento de minério.

O Goldman Sachs calcula que a companhia consumiu cerca de R$ 2 bilhões em caixa no trimestre. A liberação de capital de giro de aproximadamente R$ 900 milhões não foi suficiente para compensar investimentos de R$ 1,4 bilhão, despesas financeiras de R$ 1,5 bilhão e amortizações ligadas aos contratos de prepay de minério.

Como consequência, a dívida líquida da CSN avançou para cerca de R$ 40 bilhões e a alavancagem subiu para aproximadamente 3,4 vezes Ebitda, permanecendo como principal preocupação dos investidores. Leia também: Incerteza sobre contas públicas eleva parcela da dívida atrelada à Selic

CMIN surpreende em volumes e custos, mas caixa decepciona

Na CSN Mineração, o mercado teve leitura um pouco melhor, com a leitura de embarques de minério de ferro de 11,8 milhões de toneladas, volume acima das projeções de Morgan Stanley, Goldman Sachs e JPMorgan. Os preços realizados também vieram ligeiramente acima das expectativas.

O Ebitda ajustado ficou próximo de R$ 1 bilhão, vindo abaixo de algumas estimativas de consenso, mas superando as projeções de casas como Goldman Sachs e Morgan Stanley.

Segundo Goldman Sachs, a principal surpresa positiva veio da redução dos chamados “outros custos”, que ajudaram a compensar a pressão nos custos operacionais diretos. O custo caixa por tonelada caiu para cerca de US$ 29 por tonelada, melhor do que o esperado pelos analistas.

A XP destacou justamente essa dinâmica: volumes sólidos e custos menores do que o previsto ajudaram a sustentar uma rentabilidade operacional melhor que o esperado, mesmo em um ambiente de preços mais fracos para o minério.

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Lara Rizério
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