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Crise em alto-mar: por que Trump decidiu trocar porta-aviões no Oriente Médio

USS Abraham Lincoln está há mais de 260 dias consecutivos em missão

Crise em alto-mar: por que Trump decidiu trocar porta-aviões no Oriente Médio

USS Abraham Lincoln está há mais de 260 dias consecutivos em missão. Relatos apontam problemas de abastecimento, falhas no navio e crise de saúde mental entre marinheiros.


  • Os EUA decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln pelo USS George Washington no Oriente Médio. A troca ocorre após relatos de problemas de abastecimento e saúde mental.

  • O USS Abraham Lincoln acumula mais de 260 dias consecutivos de missão. Os problemas aumentaram após ataque iraniano destruir o centro de abastecimento americano no Bahrein.

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  • O presidente Donald Trump minimizou a situação na sexta-feira (14) e considerou o tempo de missão insuficiente. Pete Hegseth classificou os relatos de problemas como distorcidos.

  • A substituição não altera o poder militar dos EUA, mas rotaciona a tripulação. O país mantém a pressão militar contra o Irã, impondo bloqueio no Estreito de Ormuz.

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Os Estados Unidos decidiram substituir o porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente no Oriente Médio, em meio a relatos de problemas de abastecimento e de saúde mental entre os marinheiros. A embarcação, essencial na guerra contra o Irã, será substituída pelo USS George Washington.

▶️ Contexto: A troca ocorre depois de reportagens da imprensa americana e britânica relatarem que marinheiros do Lincoln tentaram pular no mar em meio à duração recorde da missão.

  • Segundo o jornal britânico "The Guardian", ao menos três militares tentaram se jogar no mar em episódios separados e foram impedidos por outros tripulantes.
  • A Marinha dos EUA afirmou que não observou aumento de pensamentos suicidas ou tentativas de suicídio a bordo.
  • Os militares norte-americanos não divulgaram dados sobre a saúde mental da tripulação, justificando questões de segurança operacional e privacidade.

O USS Abraham Lincoln está há mais de 260 dias consecutivos em missão, um período excepcionalmente longo para uma embarcação desse tipo. Cerca de 5 mil militares estão a bordo do navio.

O porta-aviões deixou San Diego em novembro de 2025 para uma missão de sete meses no Pacífico. Em janeiro de 2026, a embarcação foi redirecionada para o Oriente Médio em meio à escalada das tensões com o Irã. Mais de mundo

O porta-aviões USS Abraham Lincoln transitando pelo Estreito de Ormuz em 2019— Foto: Zachary Pearson/U.S. Navy via AP

Segundo o jornal The New York Times, os problemas com o navio começaram após um ataque iraniano à base naval americana no Bahrein. O bombardeio destruiu parte importante do centro logístico usado pelos EUA na região. Leia também: O que faz Cuba depender do exterior para alimentar sua população

Era justamente esse centro no Bahrein que era usado para reabastecer o USS Abraham Lincoln com suprimentos básicos para os soldados a bordo.

Com a perda da estrutura, os EUA precisaram reorganizar a operação e passou a utilizar a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, como alternativa. Ainda assim, o navio começou a enfrentar dificuldades para receber alimentos, itens de higiene e outros suprimentos.

O tempo excessivo de missão, somado às dificuldades enfrentadas no navio, desencadeou uma crise de saúde mental entre os marinheiros, segundo a imprensa internacional.

Trump minimiza

O presidente Donald Trump minimizou os relatos sobre as condições enfrentadas pela tripulação. Questionado sobre os mais de 260 dias de missão, na sexta-feira (14), ele afirmou que esse período "está longe de ser tempo suficiente".

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que pretende realizar a rotação das equipes o mais rapidamente possível, mas classificou como "completamente distorcidos" os relatos sobre os problemas a bordo.

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