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copa do mundo 2014

A imagem correu o mundo e jogou luz não apenas na guerra colonial travada por ingleses contra a soberania argentina há décadas, mas também no projeto de lei que tramita

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Jogadores da Argentina com bandeira "As Malvinas são Argentinas" após vitória sobre Inglaterra na Copa
Jogadores da Argentina com bandeira "As Malvinas são Argentinas" após vitória sobre Inglaterra na Copa Imagem: Getty

Logo depois da vitória sobre a Inglaterra, alguns jogadores argentinos abriram no gramado uma faixa onde se lia: "As Malvinas são argentinas". A imagem correu o mundo e jogou luz não apenas na guerra colonial travada por ingleses contra a soberania argentina há décadas, mas também no projeto de lei que tramita agora mesmo no Senado e que propõe mudanças nas leis relacionadas ao acesso a terras.

O nome dado oficialmente é "Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada", mas popularmente já ganhou o apelido de "Lei da Espoliação". Entre as mudanças está a eliminação do limite de 15% para a compra de terras rurais por estrangeiros, uma restrição que existe desde 2011 a fim de preservar a soberania sobre territórios estratégicos. A proposta também implicaria em desapropriações feitas em bairros populares e em despejos- e afetaria sensivelmente a segurança ambiental. Seria um ato bastante significativo de entreguismo a interesses estrangeiros, e também a negação da própria soberania nacional. Leia também: Bragantino estreia na Sul-Americana contra Sporting Cristal em jogo de alto nível

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Quando heróis da nação enfrentam a proibição das estúpidas regras da Fifa para tomar partido, e ficam do lado da população, o jogo muda. A opinião pública é mobilizada, a pauta é debatida de forma mais aprofundada e o povo argentino ganha aliados de peso. É o que esta agora mesmo acontecendo por lá. Ao praticarem a desobediência civil, jogadores argentinos mandam o recado: essa terra nos pertence.

A seleção brasileira, que na última década testemunhou a estruturação do fascismo no Brasil e o entreguismo da soberania nacional abertamente praticado pela dupla Temer-Bolsonaro, nunca fez nada parecido. Aliás, aqueles que tomaram partido, tomaram o lado da extrema direita, como Neymar e Daniel Alves. Leia também: Atuações do Athletico volta ao centro do debate na temporada Mais de esporte

Quem quiser torcer para a Argentina na final de domingo tem aí um motivo extra portanto. Os jogadores que tomaram a decisão de fazer e abrir uma faixa anticolonial em campo são homens de coragem e de caráter. Mais duas coisinhas que andam em falta na nossa seleção.

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