messi deu banho no lamine yamal
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Logo depois da vitória sobre a Inglaterra, alguns jogadores argentinos abriram no gramado uma faixa onde se lia: "As Malvinas são argentinas". A imagem correu o mundo e jogou luz não apenas na guerra colonial travada por ingleses contra a soberania argentina há décadas, mas também no projeto de lei que tramita agora mesmo no Senado e que propõe mudanças nas leis relacionadas ao acesso a terras.
O nome dado oficialmente é "Lei da Inviolabilidade da Propriedade Privada", mas popularmente já ganhou o apelido de "Lei da Espoliação". Entre as mudanças está a eliminação do limite de 15% para a compra de terras rurais por estrangeiros, uma restrição que existe desde 2011 a fim de preservar a soberania sobre territórios estratégicos. A proposta também implicaria em desapropriações feitas em bairros populares e em despejos- e afetaria sensivelmente a segurança ambiental. Seria um ato bastante significativo de entreguismo a interesses estrangeiros, e também a negação da própria soberania nacional. Leia também: Bragantino estreia na Sul-Americana contra Sporting Cristal em jogo de alto nível
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Quando heróis da nação enfrentam a proibição das estúpidas regras da Fifa para tomar partido, e ficam do lado da população, o jogo muda. A opinião pública é mobilizada, a pauta é debatida de forma mais aprofundada e o povo argentino ganha aliados de peso. É o que esta agora mesmo acontecendo por lá. Ao praticarem a desobediência civil, jogadores argentinos mandam o recado: essa terra nos pertence.
A seleção brasileira, que na última década testemunhou a estruturação do fascismo no Brasil e o entreguismo da soberania nacional abertamente praticado pela dupla Temer-Bolsonaro, nunca fez nada parecido. Aliás, aqueles que tomaram partido, tomaram o lado da extrema direita, como Neymar e Daniel Alves. Leia também: Atuações do Athletico volta ao centro do debate na temporada Mais de esporte
Quem quiser torcer para a Argentina na final de domingo tem aí um motivo extra portanto. Os jogadores que tomaram a decisão de fazer e abrir uma faixa anticolonial em campo são homens de coragem e de caráter. Mais duas coisinhas que andam em falta na nossa seleção.
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