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Mascote da Copa de 2014, tatu-bola segue ameaçado de extinção na Caatinga
Por
redacao
Símbolo do Mundial no Brasil, espécie enfrenta perda de habitat, caça e impactos da expansão de empreendimentos, apesar dos avanços em ações de conservação.
19/07/2026 - 09:13
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Brasil
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Imagem: Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva
O tatu-bola, animal que ganhou projeção internacional ao inspirar o mascote Fuleco durante a Copa do Mundo de 2014, continua figurando entre as espécies ameaçadas de extinção no Brasil.
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Reconhecido por sua habilidade de enrolar completamente o corpo em formato de esfera para se proteger de predadores, o tatu-bola desempenha funções importantes para a manutenção do equilíbrio ecológico do semiárido brasileiro.
Importância para o ecossistema
De hábitos predominantemente noturnos, o animal vive em regiões de vegetação seca e tem uma alimentação baseada em formigas, cupins, larvas e outros pequenos insetos, contribuindo para o controle natural dessas populações. Leia também: Flamengo goleia Chapecoense e Leonardo Jardim elogia desempenho e retorno de Arrascaeta
Além disso, ao escavar tocas, o tatu-bola revolver o solo e favorece a infiltração de água, a circulação de nutrientes e a regeneração da vegetação, sendo considerado por pesquisadores um importante agente para a conservação da biodiversidade da Caatinga.
Perda de habitat preocupa especialistas
A principal ameaça à espécie continua sendo a redução de seu ambiente natural. O avanço do desmatamento, da expansão urbana e da instalação de empreendimentos de infraestrutura e energia renovável tem diminuído as áreas onde o tatu-bola encontra abrigo e alimento.
Segundo especialistas, parques eólicos e usinas solares vêm sendo implantados em regiões que coincidem com áreas de ocorrência da espécie, especialmente nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí.
A caça também permanece como um fator que dificulta a recuperação das populações do animal na natureza.
Mudança de percepção após a Copa
A escolha do tatu-bola como inspiração para o mascote da Copa do Mundo de 2014 ajudou a ampliar o conhecimento da população sobre a espécie e estimulou ações de educação ambiental. Mais de esporte
Moradores de comunidades do semiárido que antes utilizavam o animal como fonte de alimento passaram a participar de iniciativas voltadas à sua conservação, fortalecendo projetos de proteção e conscientização sobre a importância da fauna da Caatinga.
Novas ações de conservação
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) mantém o tatu-bola na lista oficial das espécies ameaçadas de extinção. Leia também: Vasco empata na Sul-Americana e Pedro Emanuel cobra mudança de mentalidade
Em 2026, medidas como a ampliação de unidades de conservação e a criação da Política Nacional para Recuperação da Caatinga reforçaram os esforços para preservar o bioma e proteger espécies nativas.
Ainda neste ano, o ICMBio deverá lançar o Plano de Ação Nacional para Conservação do Tamanduá-bandeira, Tatu-canastra e Tatu-bola (PAN Tatá), que reunirá pesquisadores, órgãos ambientais e organizações da sociedade civil em ações voltadas ao combate à caça, redução de atropelamentos, monitoramento genético e preservação dos habitats naturais.
Especialistas destacam que a conservação da Caatinga é fundamental não apenas para garantir a sobrevivência do tatu-bola, mas também para proteger uma das biodiversidades mais singulares do Brasil.
*Da Agência Fonte Exclusiva
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