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Copa 2026 ganha destaque após novo desdobramento em a copa do mundo costuma ser

A Copa do Mundo costuma ser campo para grandes rivalidades esportivas, mas, entre os países classificados para o evento de 2026, algumas disputas já foram muito além dos

Copa 2026 ganha destaque após novo desdobramento em a copa do mundo costuma ser

A Copa do Mundo costuma ser campo para grandes rivalidades esportivas, mas, entre os países classificados para o evento de 2026, algumas disputas já foram muito além dos gramados. Em diferentes períodos da história, várias dessas nações se envolveram em guerras entre si. Comparando as chaves do mundial e os dados do Observatório das Guerras da Academia de Genebra (War Watch), todos os 12 grupos têm pelo menos um país envolvido em alguma guerra.

Um bom exemplo de conflito entre países que se misturou ao esporte é a chamada "Guerra do Futebol", em 1969, quando uma partida das eliminatórias para a Copa do Mundo de 1970 serviu de motivo para explodir uma guerra de quatro dias entre El Salvador e Honduras. Outras guerras já entraram em campo, como quando Argentina e Inglaterra competiram na Copa de 1986, o que foi visto pelos argentinos como uma revanche simbólica da Guerra das Malvinas, de 1982. Ao iG, o historiador e professor Carlos Gabriel Faria Rabelo conta que as rivalidades costumam ganhar força porque as seleções nacionais são vistas como uma representação do próprio país.

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Quando nós vamos assistir a uma Copa do Mundo, falamos que vamos assistir ao jogo do Brasil. Nós não falamos ' Ah, vamos assistir a um jogo da CBF'.

Então, a seleção nacional para todos é uma extensão do seu sentido de nacionalidade. Carlos Gabriel Faria Rabelo, historiador e professor O esporte também já foi usado por governos como ferramenta política.

Segundo Rabelo, a Copa do Mundo de 1970 foi usada pela ditadura civil-militar brasileira para aumentar o discurso nacionalista da época. A conquista do tricampeonato foi usada como vitrine o " Pra frente Brasil", "Salve a seleção". Leia também: Notícias Diversas: Mega-Sena, Circo, Trabalho Doméstico e Vacinação em MG

A imagem da potência da seleção nacional queria ser ligada ao próprio governo. Carlos Gabriel Faria Rabelo, historiador e professor Quando a Seleção Brasileira não está em campo, muitos torcedores acabam torcendo para os países com os quais o Brasil tem maior identificação histórica ou cultural, como outras seleções latino-americanas ou africanas em jogos contra grandes potências europeias. Rabelo diz ainda que os jogos entre seleções frequentemente carregam marcas de disputas étnicas, culturais e territoriais.

Segundo ele, a própria FIFA já adotou medidas para evitar o aumento de tensões políticas, como a participação de Israel nas eliminatórias europeias em vez das asiáticas, por causa das rivalidades com países árabes. Mais recentemente, o Observatório das Guerras registra 100 conflitos armados no mundo todo entre julho de 2024 e dezembro de 2025. Um deles é entre o Irã e os Estados Unidos, dois dos classificados, que estão atualmente em uma guerra com diversos desdobramentos desde abril de 2025.

O conflito começou quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 23 de abril do ano passado. Em retaliação, o país passou a fazer ataques contra países do Oriente Médio que sediam bases militares estadunidenses. Na sequência, diversas ações militares aconteceram até este ano, quando novos acordos de cessar-fogo são discutidos.

Para Rabelo, quando dois países com disputas históricas se enfrentam em campo, a partida costuma ganhar um significado que supera o resultado do jogo. Uma vitória de uma seleção sobre a outra torna-se um triunfo do próprio país. Disputas entre nações intensificam essa rivalidade, assim como a Guerra das Malvinas intensificou a rivalidade entre Argentina e Inglaterra.

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Carlos Gabriel Faria Rabelo, historiador e professor Em contrapartida, ele ainda lembra que o então capitão da seleção da Costa do Marfim ajudou a fazer um apelo pela paz durante a guerra civil do país. Outro exemplo positivo é o do Irã e Estados Unidos na Copa de 1998, quando as seleções fizeram um gesto de respeito entre si com troca de flores e foto juntos antes do jogo. Mais de noticia

Segunda Guerra Mundial Várias nações classificadas para o mundial deste ano já ficaram de lados contrários durante a Segunda Guerra Mundial. Entre os países que disputam hoje a competição, de um lado estiveram os países do Eixo, liderados por Alemanha e Japão, e de outro, os Aliados, que eram formados principalmente por Reino Unido, França e Estados Unidos.

O grupo do Eixo tinha em comum a vontade de expandir os seus territórios e também guerras por recursos, contra a dominância das grandes potências do ocidente, como o Império Britânico. Na guerra, esses blocos se enfrentaram em diferentes momentos, como a Alemanha Nazista contra Reino Unido, França e Estados Unidos na Europa, e o Japão Imperial contra Estados Unidos, Reino Unido e aliados no Pacífico e Sudeste Asiático. Com os conflitos internacionais, a Copa do Mundo da FIFA já chegou até a deixar de ser realizada em 1942 e 1946 por causa dos conflitos da guerra e dos efeitos que teve sobre os países envolvidos.

Rivalidades fora do campo Entre os países classificados para a Copa de 2026, várias seleções carregam históricos de confrontos militares entre si. Veja alguns deles:- Alemanha x França, Bélgica, Países Baixos, Noruega— Segunda Guerra Mundial (1939–1945)- Espanha x Marrocos— Guerra do Rife (ou Segunda Guerra Marroquina) e disputas coloniais- Inglaterra x Estados Unidos— Guerra de Independência Americana e Guerra de 1812- Turquia x Arábia Saudita— conflitos históricos do Império Otomano na Península Arábica- Turquia x Egito— guerras otomanas Leia também: clima em porto alegre

Disputa de Trump com aliados da Otan é vista como vitória da Rússia Durante a última cúpula da Otan, Trump se disse decepcionado com membros da aliança, e voltou a ameaçar a Groenlândia A Rússia comemorou a controversa cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada na Turquia entre os dias 7 e 8 de julho, e enxergou que o encontro de líderes não serviu para suavizar as tensões dentro da aliança militar.

Ao comentar sobre a reunião, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, afirmou que o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, não conseguiu “apaziguar” o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “ O ‘Teflon Mark’, como é chamado o secretário-geral, não conseguiu usar suas habilidades de vendedor para suavizar os cantos agudos nas relações entre os aliados da Otan.

Em particular, para apaziguar o presidente dos EUA, Donald Trump, para que ele não perdesse o interesse em participar da garantia de segurança da Europa, e não acelerasse a retirada das forças e meios americanos do continente”, disse Zakharova. Entenda a tensão entre Otan e EUA- A tensão entre EUA e Otan surgiu antes mesmo de Trump assumir a Casa Branca pela segunda vez, em janeiro de 2025.- Durante a corrida presidencial, o atual líder norte-americano ameaçou retirar os EUA da aliança caso aliados não atingissem metas mínimas com gastos em defesa.

- Após a pressão, os membros da Otan concordaram em expandir seus investimentos na área militar para 5% do Produto Interno Bruto (PIB).- Os sinais positivos de Trump à Rússia no conflito da Ucrânia também provocaram descontentamento entre países membros do bloco militar.- Em janeiro deste ano, contudo, o futuro da aliança voltou a ser questionado após Trump ameaçar anexar a Groenlândia, ilha autônoma localizada na Dinamarca.

- Diante das ameaças do presidente dos EUA, alguns países da Europa se mostraram prontos para defender a região de uma possível intervenção militar norte-americana, indo de encontro a um artigo da Otan que prevê a ajuda de aliados caso um membro da aliança seja atacado.- Meses depois, o conflito entre EUA, Israel e Irã voltou a colocar a Otan e a administração Trump em rota de colisão.

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