← Economia
Economia

Consórcios aproveitam crescimento e viram setor marcante no futebol

Em um cenário de juros elevados e busca por alternativas de planejamento financeiro, o setor cresceu 32% no último ano, segundo a Associação Brasileira de

Consórcios aproveitam crescimento e viram setor marcante no futebol
Foto: Unsplash
Foto: Unsplash

Publicidade

O avanço do mercado de consórcios no Brasil tem encontrado no futebol um terreno fértil para expansão de negócios e fortalecimento de marca, assim como a de carros elétricos e híbridos.

Em um cenário de juros elevados e busca por alternativas de planejamento financeiro, o setor cresceu 32% no último ano, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, alcançando quase 5 milhões de cotas comercializadas, mais de 12,7 milhões de participantes ativos e movimentando acima de R$ 500 bilhões. A confiança do consumidor também se reflete no aumento superior a 50% no número de consorciados desde 2022.

Leia Mais: Futebol surfa na onda da guerra de montadoras chinesas e lucra com patrocínios

Planner InfoMoney

Mantenha suas finanças sob controle neste ano

Baixe agora (e de graça)!

Esse movimento tem sido acompanhado de perto pelos clubes de futebol, que enxergam nas empresas do segmento parceiros estratégicos, e não apenas patrocinadores pontuais. A relação ganhou destaque recentemente após declaração do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ao comentar o acordo com a Ademicon.

“O Flamengo tem uma preocupação para que cada um desses caras patrocinadores tenham sucesso no que eles vão fazer. Nós trouxemos uma empresa de consórcio, que está voltando a crescer no Brasil, taxa de juros alto, o consórcio vai crescer. Nós escolhemos ter uma empresa de consórcio séria, porque a gente acredita que isso vai ter um futuro no Brasil. Então essa é a razão, não é só um patrocinador, é um parceiro”, afirmou. Leia também: Confiança do consumidor dos EUA cai a nível mais baixo em quase quatro anos em abril

A presença das empresas de consórcio no futebol brasileiro se intensificou nos últimos anos. Clubes como São Paulo, Coritiba e Athletico já contam com acordos com a Ademicon, enquanto o Vitória firmou parceria com a Alpha Consórcios. No Corinthians, a Kasinski Consórcio patrocina modalidades distintas, e o Vasco mantém contrato com o Consórcio Tradição.

Continua depois da publicidade

Outro movimento relevante envolve o Palmeiras. Após parceria iniciada em 2024 com a Ademicon, o clube já encaminha uma troca de patrocinador e deve migrar para a Embracon, empresa que vem ampliando sua atuação no futebol. A companhia já possui acordo com a Federação Paulista de Futebol, em parceria com a LiveMode, com inserções em placas de LED e ativações inovadoras nas transmissões, e agora se aproxima de estampar sua marca também no uniforme alviverde.

A estratégia reforça a tendência de consolidação do futebol como plataforma de negócios para o setor. Estima-se que, somadas, as empresas de consórcio movimentem cerca de R$ 1 bilhão por ano em créditos originados a partir de ativações no esporte.

Um dos casos mais consolidados é o da Multimarcas com o Atlético MG, que chega ao sétimo ano consecutivo de parceria. Para além da exposição, a empresa aposta em produtos personalizados e ações de engajamento direto com a torcida. Mais de economia

“Em um cenário em que o mercado de consórcios cresce ano após ano, nós utilizamos a força do futebol para ir além da exposição de marca no uniforme: buscamos a conexão real. Acreditamos em parcerias de longo prazo, nas quais a marca se conecta à história do clube e às necessidades do seu torcedor. Por meio de produtos customizados, transformamos o patrocínio em uma plataforma de negócios que gera valor e confiança. Não medimos o sucesso apenas pela visibilidade, mas pela solidez da relação que construímos com o torcedor ao longo dos anos”, explica Thales Rangel Mafia, gerente de marketing da empresa.

A estratégia tem se mostrado eficiente. Produtos como o Consórcio da Massa, criado em parceria com o Atlético MG, e iniciativas similares com Vasco e Paysandu já somam mais de R$ 500 milhões em créditos comercializados. Leia também: Soldado usou informação confidencial para apostar na queda de Maduro, dizem EUA

“O mercado de consórcios cresceu muito nos últimos anos e, naturalmente, os patrocínios tendem a acompanhar essa expansão, impulsionados, em grande parte, pela visibilidade excepcional que o futebol oferece. No entanto, a exposição por si só não basta. É essencial desenvolver ações estratégicas para ativar a marca e engajar verdadeiramente o torcedor”, acrescenta Thales.

Continua depois da publicidade

“Diferente do consórcio, que cresceu em um ritmo constante nos últimos 20 anos, as empresas de apostas esportivas cresceram de forma extremamente acelerada desde que chegaram ao Brasil, criando uma disparidade nos patrocínios esportivos em relação aos demais segmentos”, explica o executivo.

Leia Mais: Ronaldo Fenômeno aproveita Copa para lucrar com publicidade, mas só pensa no tênis

Continua depois da publicidade

Tópicos relacionados

  • Esportes
  • Consórcios
  • Futebol
  • Negócios do Esporte
  • Reportagem

Leia também