"Ninguém tem defendido as instituições como o Brasil tem defendido. Elas precisam de reformas? precisam. Desde a ONU até as instituições internas do Brasil precisam de reforma. Mas é importante que a gente fale com muita clareza pro povo saber o que nó estamos querendo", disse.
O encontro partidário marca a apresentação do manifesto do PT, texto com as diretrizes para guiar o trabalho do partido. Neste ano, esse documento traz uma crítica ao Judiciário, que foi reforçado pelo presidente do PT, Edinho Silva, durante seu discurso.
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Inicialmente, a discussão no partido era sobre aprovar um texto que citava uma "promiscuidade entre juízes e empresários". Agora, a tendência é que sejam defendidos no texto "mecanismo de autocorreção".
As falas foram transmitidas durante a abertura do evento realizado em Brasília. Leia também: Pesquisa aponta empate técnico na Bahia e vantagem de Tarcísio em SP
Lula só costuma participar do último dia do Congresso, marcado para o domingo (26). Desta vez, no entanto, há possibilidade de que ele não compareça, ou participe apenas de maneira remota, por estar sob cuidados após ter removido uma lesão decorrente de câncer de pele no couro cabeludo, nesta sexta.
No vídeo enviado, Lula disse ter lido o texto do manifesto e concordado com o conteúdo decidido. "Acho que o documento tá bom de conteúdo, mas é importante que a gente leve com seriedade porque a gente tem que prometer as coisas que nós temos facilidade e possibilidade de fazer. Porque quem tá no governo tem que ter, como grande arma para ganhar as eleições, mostrar o que fez."
"Nós temos que mostrar com muita clareza, mas uma proposta séria, que seja coisa factível, que a gente possa executar. Porque senão, a gente fica prometendo e o cara pergunta 'pô por que vocês não fizeram?'"
A crítica ao Judiciário ocorre em um momento de desgaste do STF (Supremo Tribunal Federal), após o escândalo das fraudes do Banco Master terem mostrado a conexão de ministros da corte com o caso. Mais de politica
Desde então, Lula tomou uma postura de maior afastamento, mudança no tom usado anteriormente pelo presidente, que costumava apenas defender o Supremo enquanto instituição.
Em entrevista no início do mês, disse que os ministros não podem querer ser milionários. Leia também: Panorama Político: Pesquisa em MG, empenho de emendas e cenário eleitoral no PL
Nesta primeira noite, o evento homenageou as militantes petistas Clara Charf e Sonia Braga.
O encontro teve a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e ministros petistas, como Márcia Lopes (Mulheres) e Alexandre Padilha (Saúde) e ex-membros da gestão, como Nísia Trindade, Carlos Lupi e Márcio Macêdo.
Em discurso na noite desta sexta, Alckmin, que é filiado ao PSB, usou o momento para reiterar ser leal a Lula na disputa pela reeleição neste ano. No fim de março, o petista confirmou a manutenção de Alckmin em sua chapa, após especulações de que o presidente escolheria outro nome para a vice.
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