← Política
Política

Congresso debateu e rejeitou equiparar facções criminosas a organizações

Câmara e Senado rejeitaram classificação que governo Trump anunciou nesta quinta-feira (28) para as facções PCC e CV

Congresso debateu e rejeitou equiparar facções criminosas a organizações

Câmara e Senado rejeitaram classificação que governo Trump anunciou nesta quinta-feira (28) para as facções PCC e CV.


  • O relator Guilherme Derrite propôs penas de 20 a 40 anos para domínio territorial, mas recuou da classificação de terrorismo após críticas sobre riscos à soberania nacional.

  • Embora tenha pedido a Donald Trump a classificação das facções como terroristas, o senador Flávio Bolsonaro não articulou a inclusão dessa medida no projeto brasileiro.

    Leia no AINotícia: Panorama Político: Eleições, Relações Internacionais e Ajuda Humanitária

A classificação como organizações terroristas de facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) foi discutida e rejeitada no Congresso Nacional em fevereiro deste ano em meio à discussão do Projeto de Lei (PL) Antifacção.

O projeto que endureceu a legislação contra organizações criminosas foi aprovado por 370 votos a 110 na Câmara e, de forma unânime, no Senado.

Quando retornou para a análise dos deputados, a votação foi simbólica — sem registro nominal de votos — e recebeu nova aprovação da Casa. Leia também: Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulação de 2º turno, aponta Quaest

As propostas debatidas no âmbito do PL Antifacção, no entanto, não especificavam quais facções criminosas seriam equiparadas a organizações terroristas.

🔎Na última quinta-feira (28), o governo dos Estados Unidos anunciou a classificação das facções brasileiras CV e PCC como organizações terroristas. A decisão ocorreu após uma visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington (entenda mais abaixo).

Agora no g1

Agora no g1

Cronologia

No início do debate do PL Antifacção, em novembro de 2025, o relator do projeto, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), inseriu essa classificação nas primeiras versões do texto.

Derrite propôs uma alteração na "Lei Antiterrorismo" para equiparar facções criminosas a organizações terroristas. Mais de politica

Na prática, o texto previa retirar os crimes mais graves de domínio territorial da "Lei de Organizações Criminosas" e equipará-los a terrorismo, incluindo-os, portanto, na "Lei Antiterrorismo", com penas de 20 a 40 anos de reclusão para essas condutas.

Diante das críticas de que a medida colocaria em risco a soberania nacional, Derrite recuou e retirou o trecho do parecer. Leia também: STF deve julgar nesta quarta recursos de big techs em ação que ampliou

“Não vamos permitir que nenhuma discussão aqui na Casa coloque em risco a soberania do nosso país. Esse é um primeiro ponto, que é um ponto muito caro para nós”, afirmou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na coletiva em que Derrite anunciou a retirada da equiparação do texto, em .

Apesar do recuo de Derrite, a oposição tentou incluir a equiparação com terrorismo de última hora, na votação no plenário, por meio de um destaque — proposta para votar um trecho separadamente —, mas Motta barrou a manobra.

No Senado, desde o início da tramitação o relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), se negou a incluir no texto a equiparação de facções criminosas com organizações terroristas.

Ao g1, Vieira explicou o motivo de ter sido contrário, em seu parecer, a equiparação de facções criminosas a organizações terroristas.

“Tem uma questão técnica. Essas facções não têm a característica necessária de componente político e ideológico no seu objetivo. O objetivo deles é apenas financeiro", afirmou.

  • Câmara dos Deputados
  • Damares Alves
  • Delegado Alessandro Vieira
  • Donald Trump
  • Eduardo Girão
  • Flávio Bolsonaro
  • Sergio Moro
Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulação de 2º turno, aponta Quaest
Politica

Lula abre vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulação de 2º turno, aponta Quaest

Ler matéria →

Leia também