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Conectados, mas sozinhos ganha destaque após novo desdobramento em conectados

Conectados, mas sozinhos: por que a era digital aprofunda o isolamento emocional O alerta da epidemia de solidão está soando cada vez mais alto

Conectados, mas sozinhos ganha destaque após novo desdobramento em conectados

Conectados, mas sozinhos: por que a era digital aprofunda o isolamento emocional O alerta da epidemia de solidão está soando cada vez mais alto. Psicóloga explica por que tanta conexão virtual pode virar afastamento no mundo real

O tema da solidão na sociedade pós-contemporânea tem se tornado cada vez mais preocupante. Vivemos uma era marcada por uma enorme conexão digital e midiática, mas, ao mesmo tempo, por um distanciamento social crescente. Nunca estivemos tão conectados pelas telas e, paradoxalmente, tão afastados emocionalmente.

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O isolamento social passou a chamar a atenção de órgãos internacionais de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), que já trata a solidão como uma questão de importância global. Especialistas perceberam que esse afastamento das pessoas dos vínculos sociais, afetivos e dos espaços que fazem parte de sua identidade pode trazer sérios impactos para a saúde física e mental. Embora a solidão possa estar associada a quadros depressivos, lutos, aposentadoria ou perdas de papéis sociais, estudos recentes mostram que ela também pode ser um importante fator de adoecimento. Leia também: Farinha de arroz ganha destaque após novo desdobramento em farinha de arroz

Após a pandemia, muitos países observaram um aumento significativo do isolamento social e da dificuldade de reinserção das pessoas em grupos e atividades coletivas. A partir dessa percepção, países da Europa e os Estados Unidos passaram a criar políticas públicas específicas voltadas ao enfrentamento da solidão. Pesquisas demonstram que a falta de conexões sociais e afetivas pode aumentar os índices de sofrimento psíquico e até contribuir para o crescimento dos casos de suicídio.

Um dos pesquisadores citados nesses estudos, o cirurgião-geral Vivek Murthy, destacou que aproximadamente um bilhão de pessoas no mundo convivem atualmente com problemas relacionados à saúde mental, o que representa uma em cada oito pessoas. + O impacto em idosos e o sentimento de invisibilidade

Na prática clínica e em estudos realizados ao longo de 20 anos no IPq da FMUSP, foi possível observar o impacto profundo da solidão, especialmente em pessoas acima dos 60 anos. Muitos idosos relatam a sensação de invisibilidade social, como se deixassem de ocupar um lugar no mundo após determinadas perdas afetivas, familiares ou sociais. Essa vivência de exclusão pode favorecer pensamentos relacionados à morte, justamente porque essas pessoas deixam de se sentir pertencentes a grupos, relações e espaços de convivência. Mais de saude

Diversos estudos também associam o isolamento social ao aumento de adoecimentos psíquicos, emocionais e até físicos. Entre os principais riscos estão problemas cardiovasculares, hipertensão, AVC, declínio cognitivo e aumento das chances de desenvolvimento de demências. Os impactos são ainda mais intensos entre idosos que enfrentam perdas importantes, como o luto por pessoas amadas, o afastamento familiar ou a redução da vida social após a aposentadoria.

+ Nada substitui o contato real Por isso, além dos cuidados médicos, é fundamental um acompanhamento terapêutico que favoreça a reinserção social, o fortalecimento dos vínculos afetivos e a reconstrução do sentimento de pertencimento. Um dos pontos mais discutidos recentemente durante o SP Leia também: Panorama da Saúde: Novidades e Alertas

Week Innovation foi justamente o impacto da desconexão emocional na sociedade moderna. O psicólogo e pesquisador David Goleman, autor do conceito de inteligência emocional, destacou que, embora a modernidade ofereça inúmeros recursos tecnológicos de conexão, nada substitui os vínculos afetivos reais. Nenhuma conexão virtual é mais forte do que o abraço, o afeto, o beijo e o amor.

Dorli Kamkhagi é psicóloga e head nacional da Brazil Health. (Este texto foi produzido em uma parceria exclusiva entre VEJA SAÚDE e Brazil Health)

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