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Aos 12 anos, Raquel Carvalho já fazia cursos artesanais de cosméticos e dizia que queria criar a própria marca. Mais tarde, escolheu farmácia industrial como formação e passou pela indústria farmacêutica antes de abrir uma loja de cosméticos em Fortaleza para entender o comportamento do consumidor na prática.
“Não adianta nada você saber produzir algo maravilhoso se você não sabe vender”, afirma.
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Foi desse laboratório comercial que nasceu a Labotrat, em 2012. A marca de cosméticos brasiliera criada por Raquel atraiu os olhares dos brasileiros com embalagens coloridas, com nome de frutas e conquistou a liderança em categorias estratégicas ao viralizar nas redes sociais.
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“Em 2023 viralizamos no TikTok com eles e o produto ficou muito querido. A cada 10 esfoliantes vendidos nos pontos de venda, 7 são da Labotrat. E disputar essa categoria com gigantes, com marcas centenárias, é maravilhoso. Muito motivador”, disse a fundadora e CEO da Labotrat durante entrevista ao podcast Do Zero ao Topo.
Depois de ganhar presença nacional, a empresa aposta agora em uma expansão internacional que já chega à Europa. Tudo isso mantendo produção própria, laboratório interno e uma operação industrial verticalizada. Leia também: Moraes e Dino rejeitam recurso de Roberto Jefferson contra multa
De fábrica regional à liderança nacional
Durante a pandemia, a marca aproveitou a demanda por álcool em gel para manter a operação ativa enquanto fortalecia sua presença digital. Pouco depois, iniciou um movimento agressivo de expansão comercial para outros estados.
Hoje, a companhia afirma deter cerca de 70% do mercado de esfoliantes vendidos no varejo brasileiro e disputar liderança em categorias de limpeza facial, competindo diretamente com marcas tradicionais do setor.
Outro diferencial apontado pela fundadora está no modelo operacional. A Labotrat mantém laboratório, indústria, logística e desenvolvimento de produtos dentro da própria estrutura.
Atualmente, a empresa possui cerca de 14 mil metros quadrados de operação industrial. “Fabricamos 350 mil produtos por dia. O que dá para lotar um Maracanã todos os dias”, comparou Raquel. Com presença em mais de 100 mil pontos de venda, a empresa já fatura mais de R$ 200 milhões e planeja alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2030.
Segundo ela, controlar toda a cadeia permite mais velocidade para lançar produtos e responder às tendências de mercado. Mais de economia
A estratégia da Labotrat passa por fugir da competição em categorias já saturadas e apostar em inovação. Para a empresária, o crescimento da marca está diretamente ligado à capacidade de criar novas demandas dentro do mercado.
“Quando você vai em cima de algo novo, realmente você performa. É mais difícil? Sim, sem dúvida é mais difícil, mas quando o consumidor entende ali o que é que você quer comunicar, realmente é disruptivo”, revela a CEO. Leia também: Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master
Esse posicionamento ajudou a empresa a construir liderança em segmentos como esfoliantes corporais e limpeza facial, além de abrir portas para a expansão internacional. Atualmente, a marca já opera em países da América Latina e iniciou sua entrada no mercado europeu.
“Hoje a gente já tem uma cobertura do Brasil até o México. Na Europa também já temos um distribuidor oficial iniciando Portugal e Espanha”, disse André Rios, diretor comercial e de marketing da Labrotat.
Para saber mais detalhes sobre a Labotrat veja o episódio completo no Do Zero ao Topo. O programa está disponível em vídeo no YouTube e em sua versão de podcast nas principais plataformas de streaming como ApplePodcasts, Spotify, Deezer, Spreaker, Castbox e Amazon Music.
Sobre o Do Zero ao Topo
O podcast Do Zero ao Topo é uma produção do InfoMoney e traz, a cada semana, a história de mulheres e homens de destaque no mercado brasileiro para contar a sua história, compartilhando os maiores desafios enfrentados ao longo do caminho e as principais estratégias usadas na construção do negócio.
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Carolina Paes
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