Como Putin transformou sua imagem em instrumento de poder
Ler matéria →Como os profissionais de saúde estão tratando o Ebola e se mantendo seguros

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- Author, Hafsa Khalil
- Published Há 9 minutos
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Os profissionais de saúde no leste da República Democrática do Congo correm contra o tempo para ajudar pacientes com Ebola a controlar os sintomas da doença, proteger a si mesmos e evitar a propagação do vírus. Enquanto isso, o número de casos continua aumentando.
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Todos os pacientes, de casos suspeitos e confirmados, são isolados, e todas as pessoas que entram em contato com eles devem usar equipamentos de proteção individual (EPIs) e outros dispositivos para reduzir o risco de transmissão.
Um desses equipamentos é a Cube, uma "unidade de tratamento autônoma para doenças altamente infecciosas", transparente, que permite que os pacientes recebam atendimento médico sem contato direto com os profissionais de saúde.
Criada após o surto de Ebola na África Ocidental entre 2014 e 2016, a ONG médica Alliance for International Medical Action (Alima) desenvolveu a estrutura Cube para permitir que equipes médicas tratem pacientes do lado de fora, usando luvas em formato de túnel acopladas à estrutura. Leia também: Como Putin transformou sua imagem em instrumento de poder

Crédito, Jennifer Lazuta/ALIMA
"Você não precisa usar o equipamento completo de proteção individual para entrar em contato com os pacientes, então este é um dispositivo muito importante nesse tipo de surto", afirma o médico Papys Lame, coordenador da resposta ao Ebola da Alima.
Lame disse à BBC que a estrutura garante "o padrão de atendimento necessário, uma experiência positiva para o paciente e a proteção dos profissionais de saúde".
Mas, embora sejam úteis, não há unidades suficientes na República Democrática do Congo para o número de casos suspeitos de Ebola.
Segundo a Alima, duas estruturas Cubes chegaram no fim de semana a Bunia, capital provincial de Ituri e epicentro do surto, e devem começar a ser usadas em breve. Outras duas Cubes estão a caminho da cidade. Mais de mundo
Os estoques de EPIs também são limitados. Na sexta-feira (29/5), o Conselho Internacional de Enfermeiros alertou para a escassez e afirmou que os enfermeiros na República Democrática do Congo "temem por sua segurança porque não têm equipamentos necessários para se proteger".
A demora na confirmação dos casos nos primeiros dias do surto permitiu que o vírus se espalhasse de Ituri para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além da vizinha Uganda.

"Infelizmente, o Ebola começa de forma muito vaga, com dor de cabeça, febre e sensação de fraqueza", explica o médico Armand Sprecher, especialista em medicina de emergência e epidemiologista especializado em Ebola da organização Médicos Sem Fronteiras.
"As pessoas sentem o que chamamos de mal-estar, dores musculares e nas articulações, e depois desenvolvem vômito, dor abdominal e diarreia", afirmou Sprecher à BBC, acrescentando que esses sintomas "são comuns em muitas doenças".
Doenças infecciosas frequentes na região, como malária e febre tifoide, compartilham sintomas iniciais com o Ebola.
Um sintoma menos comum do Ebola, que pode aparecer mais tarde, é o sangramento, incluindo pelo nariz, gengivas e vagina, além de sangue no vômito e nas fezes.


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