A sequência de " O Diabo Veste Prada", uma das continuações mais aguardadas pelos fãs de moda e cinema neste ano, estreia nesta quinta-feira (30) nos cinemas brasileiros. Com figurinos extravagantes e elenco de peso, o longa mantém sua base fiel de fãs 20 anos após seu lançamento.
A reação dos fãs aos materiais de divulgação do novo filme, " O Diabo Veste Prada 2
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" , comprova o peso do sucesso. A capa da Vogue protagonizada pela atriz Meryl Streep, intérprete da icônica Miranda Priestly, e por Anna Wintour, ex-diretora da revista que inspirou a personagem, na edição de maio, dominou a internet, com centenas de compartilhamentos.
Isso se reflete nas buscas e no interesse pelo filme na internet. Segundo o Google Trends, " O Diabo
Veste Prada" se manteve mais buscado, nos últimos 22 anos, que outras comédias românticas de sucesso da década de 2000, como "De Repente 30", " Como Perder um Homem em 10 Dias" e " O Diário de Bridget Jones". Leia também: Cazarré segue prestigiado na Globo e já tem novos projetos
O crítico de cinema Inácio Araújo avalia que o que faz um filme se tornar atemporal é a sua forma de representar uma realidade ou de provocar reflexões. " Um bom filme é o que permite muitas interpretações, muitos olhares.
Que, depois de 30 ou 40 anos, você vê e diz que ainda há o que resta a ver. Não está morto", afirma. No caso de "
O Diabo Veste Prada", isso se traduz, por exemplo, em discussões sobre o ambiente tóxico de trabalho representado nas telas e o que é necessário para crescer no mundo corporativo, análises ainda pertinentes para quem visita a obra nos dias de hoje. Outro exemplo da atemporalidade do longa é a transformação da protagonista em uma referência para a geração Z. Andy, personagem interpretada por Anne Hathaway, se tornou o símbolo glamorizado de muitas jovens profissionais da comunicação. Uma rápida busca nas redes sociais traz uma coleção de vídeos com cenas de Andy correndo pelas ruas de Nova York. "
Quando assisti a esse filme acho que ia trabalhar todo dia assim", escreveu uma internauta em vídeo no TikTok. " Quero o emprego da Andy Sachs, quero trabalhar para uma editora de moda.
Não me importo se minha chefe for má comigo. Eu amo moda e vivo para ela", disse outra. Até mesmo a franja de Andy ainda é usada como referência para cortes de cabelo, tendo o modelo voltado a ser tendência. Mais de entretenimento
Araújo reforça que o cinema sempre foi importante para ditar a moda, com elementos dos filmes ultrapassando as telas e se tornando marcos, como o penteado batizado em homenagem a Brigitte Bardot. Miranda e o símbolo de ‘girlboss’ O impacto dos personagens não se restringe à protagonista de Anne Hathaway.
A personificação de Miranda Priestly, editora-chefe da revista fictícia Runway, como um retrato da mulher de meia-idade bem-sucedida também perdurou entre o público do filme. Micaela Ayer, que produz conteúdos sobre cinema nas redes sociais, explica que com o porte elegante, voz baixa e comentários ácidos, a vilã acabou, mesmo que indiretamente, reafirmando a frieza como um traço necessário para o sucesso feminino. "
Miranda virou o símbolo do ‘girlboss’. O filme trouxe essa ideia de que para ser uma mulher bem-sucedida, levada a sério e poderosa, você tem que ser uma Miranda", afirma . Por outro lado, o uso dos cabelos brancos acinzentados por Streep deixou um legado para Hollywood e o público feminino. Leia também: Zé Felipe chama Luana Piovani de 'suja' após novas críticas da atriz
Como a Folha mostrou, em texto de 2021, o uso do "gray hair" ganhou força entre famosas e anônimas, vinculando os fios brancos a elegância e sofisticação. " O cabelo da Miranda é sinônimo de grisalho chiquérrimo e lindo.
O grisalho pode ser um sinônimo de autenticidade", diz a psicóloga Vitória Haidar, especializada em psicogerontologia, o estudo do envelhecimento. Figurinos de Patrícia Field Micaela Ayer avalia que outro pilar para o sucesso do longa de David Frankel é a icônica coleção de figurinos, montada por Patrícia Field, indicada ao Oscar em 2007 pelo longa e figurinista de outras produções que conversam com o mundo fashion, como "
Sex and the City" e " Emily em Paris". Considerado quase um personagem da trama, o guarda-roupa de "
O Diabo Veste Prada" é recheado de acervos dos anos 1980 e 1990 e de peças de grifes, totalizando US$ 1 milhão, cerca de R$ 5 milhões, em peças usadas pelo elenco. Ainda que, para o primeiro filme, a própria Field tenha admitido que alguns designers não quiseram ceder peças por medo de um boicote de Anna Wintour e do teor crítico da obra à indústria da moda, agora, a lógica foi invertida.
Desta vez, além do interesse das grifes em compor o figurino dos personagens, marcas também lançaram campanhas e produtos comemorativos para a sequência, entre elas Havaianas, Mercedes-Benz, Starbucks e Lancôme. Bastidores e o saudosismo da moda Outro fator que contribui para que "
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