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Ler matéria →Guerra se afastou da linha de frente terrestre, que segue estagnada, e agora se concentra em ataques aéreos. Ofensivas com drones de ambos os lados chocaram o mundo na última semana.
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Os bombardeios constantes com drones e mísseis na guerra entre Rússia e Ucrânia tornaram os civis as maiores vítimas do conflito. A linha terrestre segue estagnada.
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A ONU registrou 16,4 mil civis mortos e 48,6 mil feridos na Ucrânia. O mês de julho foi o mais letal para a população desde março de 2022.
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A Ucrânia planejou produzir 4,5 milhões de drones em 2025. A Rússia também ampliou sua escala e passou a disparar 5 mil drones mensalmente desde outubro de 2025.
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Moscou bombardeia infraestruturas ucranianas para forçar negociações. Kiev foca em ataques profundos na Rússia, atingindo o setor petrolífero e cerca de 20 armazéns da 'Amazon russa'.
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Com defesas exauridas, a Ucrânia interceptou apenas 10,2% dos mísseis russos em 2026. O conflito também escalou para ataques contra navios no Mar Negro. Leia também: Incêndio florestal impede equipes de resgate de chegar a local de queda
Os bombardeios contra cidades russas e ucranianas passaram a ser cada vez mais constante na guerra da Ucrânia, que já está no 5º ano e segue sem perspectivas de terminar. Os ataques têm matado cada vez civis e gerado acusações de terrorismo de ambos os lados.
Tanto a Ucrânia quanto a Rússia enxergaram nos ataques aéreos uma oportunidade de infligir danos materiais e simbólicos ao inimigo, em meio a uma linha de frente terrestre estagnada, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), instituto especializado em questões militares.
Atualmente, os rivais “travam uma corrida pela vitória na guerra por meio da via aérea”, segundo o CSIS. “Embora o campo de batalha ainda seja importante, essas trocas de ataques aéreos em regiões profundas são as linhas de combate com maior probabilidade de forçar um acordo nos próximos seis meses”, afirmou o instituto em relatório divulgado em julho.
Nessa nova lógica, que vem se intensificando desde 2024, os civis de ambos os países acabaram virando as maiores vítimas.
Inclusive, julho foi o mês mais letal para civis na Ucrânia desde março de 2022, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). Mais de mundo
Segundo a Ocha, cerca de 1,4 mil civis morreram e outros oito mil ficaram feridos na Ucrânia na primeira metade de 2026 por conta de bombardeios russos. O balanço representa um drástico aumento em relação aos mesmos períodos dos dois anos anteriores— 34% maior que 2025, e 114% que em 2024.
➡️ No total, 16,4 mil civis morreram e outros 48,6 mil ficaram feridos na Ucrânia desde o início da guerra, segundo o órgão da ONU.
Em julho, "as armas de longo alcance (mísseis, drones) continuaram sendo a maior causa de mortes de civis", segundo a Ocha. No primeiro semestre deste ano, as vítimas causadas apenas por esses armamentos aumentaram 60% em comparação com o mesmo período de 2025. A alta ocorre em meio a escassez de interceptadores e sistemas de defesa pelo Exército ucraniano. Leia também: Adolescente acusado de ataque em escola na Tailândia assistia a conteúdo
Civis no centro dos bombardeios
Mortes recentes de civis causadas por drones causaram choque em ambos os países, com imagens que rodaram o mundo. Apenas nesta semana, dois ataques tiveram repercussão mundial e motivaram trocas de acusações de terrorismo.
- Um drone ucraniano que havia acabado de ser abatido por defesas aéreas atingiu uma praia lotada no Mar Negro e matou sete russos, incluindo crianças. Moscou acusou a Ucrânia de recorrer ao terrorismo. Veja o momento do ataque no vídeo abaixo:
Drone ucraniano cai em praia russa com banhistas ao lado
- No dia seguinte, um ataque de drone contra um feirante ucraniano viralizou. Imagens mostram o homem desesperado, tentando se esconder e sendo perseguido pelo dispositivo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chamou o incidente de "safári humano". Veja a cena no vídeo abaixo:
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