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Como novos vírus criados por IA podem mudar a ciência (apesar de causarem

Crédito, Stanford University Legenda da foto, O professor Brian Hie (à esquerda) disse sobre o trabalho: "Este foi um território novo para nós"

Como novos vírus criados por IA podem mudar a ciência (apesar de causarem
Duas pessoas trabalhando juntas em uma mesa, em um ambiente que parece ser de laboratório ou escritório de pesquisa. Grandes monitores de computador exibem modelos coloridos de estruturas moleculares ou proteicas tridimensionais sobre fundos escuros, enquanto um laptop sobre a mesa mostra linhas de código ou dados. Uma pessoa está sentada usando o laptop, e a outra está inclinada em direção às telas, ambas concentradas nas visualizações científicas. Prateleiras e equipamentos de laboratório são visíveis ao fundo, sugerindo um ambiente de pesquisa biomédica, biotecnológica ou computacional. A cena enfatiza o uso de ferramentas de análise e visualização baseadas em computador para o estudo de estruturas biológicas complexas.

Crédito, Stanford University

Legenda da foto, O professor Brian Hie (à esquerda) disse sobre o trabalho: "Este foi um território novo para nós".
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    • Author, James Gallagher
    • Role, Da BBC News
  • Published Há 37 minutos
  • Tempo de leitura: 5 min

Pesquisadores americanos afirmam ter usado inteligência artificial para projetar vírus totalmente novos, que são completamente funcionais e capazes de se replicar em laboratório.

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É a primeira vez que genomas inteiros foram projetados com sucesso por meio de inteligência artificial.

Os 16 novos vírus resultantes foram criados para infectar bactérias e não representam ameaça para os seres humanos.

A descoberta foi considerada um "ponto de virada muito significativo" na ciência, que pode inaugurar uma nova era no tratamento de doenças. No entanto, especialistas também alertaram que os vírus criados por IA levantam preocupações "urgentes" de segurança. Leia também: Espanha impõe controles de fronteira a viajantes vindos da Itália em meio

As ferramentas de IA estão avançando rapidamente e já foram usadas para desenvolver novos antibióticos. Mas isso é relativamente simples em comparação com a criação de um novo vírus totalmente do zero.

"Este é um próximo passo na complexidade que a IA generativa pode projetar. Esta é a primeira vez que a IA generativa foi usada para projetar um genoma completo, algo que pode se replicar e ter outras funções dentro das células. isso foi um território novo para nós", disse Brian Hie, professor da Universidade Stanford, à BBC.

A tecnologia funciona de forma semelhante a grandes modelos de linguagem, como o ChatGPT, que preveem sequências de texto.

Neste caso, os modelos de IA, conhecidos como Evo1 e Evo2, preveem a linguagem da biologia em vez de palavras.

Os modelos de IA foram treinados com códigos genéticos de vírus, bactérias, plantas e pessoas. Mais de mundo

Em seguida, foram refinados para produzir um tipo de vírus, conhecido como bacteriófago, que infecta apenas espécies específicas de bactérias.

Esta imagem é uma ilustração científica de um bacteriófago. O bacteriófago é mostrado pousando em uma superfície cinza-peluda, com uma cabeça geométrica, uma cauda segmentada e múltiplas estruturas finas semelhantes a pernas que se estendem de sua base. O vírus é representado em vermelho brilhante que se destaca do fundo cinza.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Os modelos de IA foram treinados com códigos genéticos de vírus, bactérias, plantas e pessoas

Os pesquisadores de Stanford selecionaram os 302 projetos de IA mais promissores e os sintetizaram em laboratório. Destes, 16 se mostraram eficazes na eliminação da bactéria E. coli. Leia também: Juíza que foi 'prisioneira pessoal de Hugo Chávez' por quase 10 anos é

Samuel King, um estudante de doutorado do laboratório, disse que eles perceberam que os fagos— vírus que infectam bactérias— estavam funcionando nas primeiras horas da manhã.

Os fagos foram colocados em placas de Petri com uma camada de bactérias crescendo sobre eles. Enquanto isso, os cientistas buscavam sinais de que seus novos vírus estavam funcionando.

"Começamos a ver alguns pontos mais claros, e isso foi extremamente emocionante", diz King. Quando os resultados foram compartilhados com toda a equipe, "a sala irrompeu em aplausos espontâneos", lembra Hie.

O desenvolvimento de novos fagos pode levar a novas formas de tratar infecções que se tornaram resistentes a antibióticos.

Esta imagem é uma ilustração científica de um bacteriófago. O bacteriófago é mostrado flutuando sobre uma superfície texturizada, com uma cabeça geométrica, uma cauda segmentada e múltiplas estruturas finas semelhantes a pernas que se estendem de sua base. O vírus é representado em tons brilhantes de vermelho, laranja e rosa que contrastam fortemente com o fundo azul escuro. Pequenas partículas desfocadas estão espalhadas por toda a cena, criando a impressão de um ambiente microscópico. A composição enfatiza a forma incomum do bacteriófago e seu isolamento dentro de um cenário biológico estilizado e ampliado.

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, A terapia com bacteriófagos é vista como uma solução potencial para a crescente onda de infecções bacterianas que não podem ser tratadas com antibióticos

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