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Como funciona o ChatGPT Work, o agente de IA que trabalha por você

O que são agentes de IA e o que eles podem fazer no seu celular?

Como funciona o ChatGPT Work, o agente de IA que trabalha por você

O que são agentes de IA e o que eles podem fazer no seu celular? Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller | A inteligência artificial avança rapidamente, e um dos próximos passos pode transformar a forma como interagimos com nossos smartphones.

Os agentes de IA são a nova geração de assistentes digitais, proposta para realizar tarefas complexas com autonomia, inteligência contextual e de modo mais prático. Imagine acordar e, em vez de gastar tempo navegando por diferentes aplicativos para reservar uma mesa em um restaurante para o café da manhã, apenas dizer ao seu smartphone o que você quer e deixar que ele faça tudo sozinho. Essa é a proposta dos agentes de IA, uma tecnologia que começou a ser aproveitada pela Honor como parte do "Alpha Plan", e que promete transformar completamente a forma como interagimos com nossos dispositivos móveis.

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O que são os AI agents? Para entender essa novidade, o Canaltech fez uma entrevista exclusiva com representantes da Honor, marca chinesa que já está trabalha para implementar a tecnologia em alguns de seus celulares. Os agentes de IA, na concepção da Honor, são assistentes inteligentes que interagem diretamente com a interface do sistema, imitando o comportamento de um ser humano.

Em vez de depender de comandos de voz limitados ou integrações específicas com apps, o AI agent navega pela interface como um usuário: toca, rola, pressiona botões e executa tarefas sozinho. “

O Honor AI Agent pode interagir com praticamente qualquer app no seu telefone como uma pessoa faria— fazendo toques, rolagens e seleções, tudo sozinho”, explicou David Moheno. A proposta é diferente de assistentes tradicionais como Alexa, Google Assistente ou Siri. Em vez de comandos rígidos e funções limitadas, o agente de IA usa interface gráfica (GUI) e inteligência contextual para entender o que o usuário quer e apresentar respostas completas, para que o usuário apenas tome a decisão final. Leia também: Como usar o ChatGPT para checar se o mecânico está te passando para trás

Segundo Moheno, essa abordagem evita a necessidade de desenvolvimento de APIs específicas para cada aplicativo, o que reduz tempo e custo de implementação. “Essa abordagem com GUI deve permitir uma adoção muito mais rápida do que uma baseada em APIs”, disse. Casos de uso prático

Durante a MWC, em Barcelona, a Honor apresentou seu Alpha Plan e mostrou como seu agente pode facilitar a reserva de um restaurante usando o app OpenTable. A partir de informações simples— tipo de comida, quantidade de pessoas e localização— o agente de IA analisa as opções disponíveis e sugere as melhores alternativas. Segundo David, a IA pode entender as preferências do usuário com informações simples e fazer todo o processo de busca por um restaurante, por exemplo.

“ O agente vai entender que você está em Barcelona, que quer comida italiana para um grupo de cinco pessoas e quer jantar hoje. Ele vai filtrar os restaurantes disponíveis, conferir os horários e apresentar a opção ideal para você confirmar”, explicou Moheno.

Outro exemplo citado é a compra de passagens aéreas. O usuário informa destino, orçamento e período desejado, e o agente cuida do resto: busca em diferentes sites, analisa melhores datas e mostra as alternativas mais viáveis. “Você não precisa mais procurar em mil sites ou apps.

O agente faz o trabalho pesado, te apresenta as opções, e você só decide”, explica o executivo. Esses agentes também são capazes de entender o contexto, como datas, localização, hábitos e preferências, e adaptar as respostas conforme cada necessidade. Eles funcionam como assistentes pessoais autônomos, com capacidade para tomar decisões técnicas e apresentar recomendações de forma proativa. Mais de tecnologia

Diferenciais técnicos O grande diferencial dos agentes da Honor é o funcionamento baseado em interface gráfica, sem necessidade de APIs. Isso significa que eles não dependem do desenvolvedor de um app liberar permissões ou escrever linhas de código específicas para permitir a interação.

Em vez disso, o agente simula o comportamento de um humano usando o celular: executa toques simples, pressiona por mais tempo, rola a tela, digita informações— tudo de forma automática. Essa abordagem permite que o agente de IA funcione com basicamente qualquer aplicativo instalado no dispositivo, mesmo os que nunca foram pensados para interagir com assistentes digitais. “

A beleza da proposta da Honor é que não há necessidade de desenvolvimento. O agente de IA vai fazer os toques, cliques, rolagens e navegação por conta própria, como uma pessoa faria”, destacou o executivo. Quando isso chega? Leia também: Amazon Prime Video: lançamentos da semana (3 a 9 de agosto)

Apesar das demonstrações impressionantes, os agentes de IA da Honor ainda estão em fase de desenvolvimento. Segundo David Moheno, ainda não há previsão de lançamento comercial fora da China. “

Já é realidade, só falta escalar e ganhar aplicações mais amplas. E como é baseado em GUI, isso deve acontecer mais rápido do que se imagina. ”

Na prática, é possível que a tecnologia esteja pronta para uso global até 2030— especialmente considerando a rapidez com que a Honor avança em IA embarcada. O Alpha Plan já gerou frutos em dispositivos como o Honor 400 Pro e o Honor Magic 7 Pro, que trazem dezenas de recursos baseados em inteligência artificial. “

A tecnologia já existe. Agora o próximo passo é escalar e encontrar mais aplicações. E como a interface é gráfica, a adoção deve ser bem mais rápida do que os modelos baseados em integração via API.

” Outros caminhos para os Agentes de IA Apesar da proposta da Honor ser promissora, especialmente pela capacidade de operar com qualquer aplicativo sem depender de APIs, ela não é necessariamente inédita.

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