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Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo

Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo Crédito, Getty Images Legenda da foto, Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do

Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo
Como fica a Opep depois de os Emirados Árabes Unidos saírem do grupo
Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Emirados Árabes são um dos maiores produtores de petróleo do mundo
Há 46 minutos
Tempo de leitura: 3 min

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram sua saída dos grupos Opep e Opep+, que reúnem as principais nações produtoras de petróleo, após quase 60 anos.

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Os EAU afirmaram que a decisão reflete sua "visão estratégica e econômica de longo prazo e seu perfil energético em evolução". Leia também: A piada sobre Melania que reacendeu briga entre comediante Jimmy Kimmel e Trump

A decisão é vista como um golpe para o grupo, com um analista descrevendo a saída de um dos seus membros mais importantes como "o começo do fim da Opep".

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Os Emirados Árabes Unidos aderiram à Opep em 1967 e sua saída deixará o grupo dos produtores de petróleo com 11 membros.

Saul Kavonic, chefe de pesquisa de energia da MST Financial, disse que este é "o começo do fim da Opep". Mais de mundo

"Com a saída dos Emirados Árabes Unidos, a Opep perde cerca de 15% de sua capacidade e um de seus membros mais obedientes."

De acordo com os dados mais recentes da Opep, os Emirados Árabes Unidos produzem 2,9 milhões de barris de petróleo por ano. A Arábia Saudita, líder de fato da Opep, produz 9 milhões de barris de petróleo. Leia também: Por que o Spotify não tem um botão para filtrar música feita por IA

"A Arábia Saudita terá dificuldades para manter o restante da Opep unida e, efetivamente, terá que assumir a maior parte do trabalho pesado em relação à conformidade interna e à gestão do mercado sozinha", disse Kavonic, acrescentando que outros membros da Opep podem seguir o mesmo caminho.

"Isso representa uma reconfiguração geopolítica fundamental do Oriente Médio e dos mercados de petróleo", acrescentou.

O número de países no grupo tem flutuado ao longo dos anos, mas além dos cinco membros fundadores, hoje também fazem parte Argélia, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Nigéria e República do Congo.

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