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Como Ed Gama perdeu 30kg em dois anos? Comediante abre jogo sobre saúde

Comediante abre jogo sobre saúde Entenda a jornada de emagrecimento do humorista e o que é necessário para perder peso de forma saudável Durante a edição do programa

Como Ed Gama perdeu 30kg em dois anos? Comediante abre jogo sobre saúde

Como Ed Gama perdeu 30kg em dois anos? Comediante abre jogo sobre saúde Entenda a jornada de emagrecimento do humorista e o que é necessário para perder peso de forma saudável Durante a edição do programa

Mais Você, da TV Globo, desta terça-feira (21), o comediante Ed Gama abriu o jogo sobre o seu processo de emagrecimento, iniciado em meados de 2024. O humorista, que chegou a pesar mais de 110 quilos, contou que eliminou 33 quilos em dois anos e que, antes, enfrentava quadros de pré-diabetes, gordura no fígado e hipertensão. À apresentadora Ana Maria Braga, Gama também revelou que recebeu o diagnóstico dos problemas de saúde aos 34 anos, o que levantou preocupações sobre o seu futuro e o motivou a mudar o estilo de vida.

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Para conquistar a perda de peso, ele contou que investiu no básico: prática de atividade física e alimentação saudável. “Eu comecei fazendo exercício físico. E aí parei de comer besteira e fui mudando a alimentação junto com o exercício”, contou.

“Não tem segredo: a ciência estava certa esse tempo todinho. Exercício e alimentação dão certo”. Segundo a endocrinologista Tarissa Petry, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, uma perda de peso dessa magnitude em dois anos só com alimentação e exercícios é difícil, embora não seja impossível.

“ A minoria das pessoas consegue. E isso não ocorre por falta de força de vontade, mas porque a obesidade é uma doença com fisiopatologia complexa e, como toda doença crônica, necessita de tratamento com medicação e ou cirurgia”, considera. Leia também: Maíra Cardi pede orações para a filha internada: entenda o que é a bronquiolite

Por isso, o tratamento da obesidade costuma envolver não só alimentação e atividade física, mas cuidados médicos, visando não só a redução de peso, mas a melhora de possíveis problemas de saúde associados. “De preferência associado a medicações que também têm evidências de melhora metabólica”, avalia a médica. Como emagrecer de forma saudável?

Como a obesidade é uma doença crônica, Tarissa diz que, mesmo com hábitos saudáveis, é preciso manter acompanhamento regular com um profissional de saúde e evitar qualquer tentativa de automedicação. Além disso, o que vale para todo mundo, mesmo quem não possui quadro de obesidade, é que, para emagrecer, o corpo precisa gastar mais energia do que recebe, criando o chamado déficit calórico. Isso pode acontecer apenas com ajustes na alimentação, mas a atividade física é uma grande aliada, já que aumenta o gasto energético.

E tem mais. Dependendo da intensidade do treino, você queima calorias durante e também depois do esforço. Isso porque o metabolismo fica levemente mais acelerado por horas.

Como emagrecer rápido? Emagrecer não costuma ser um processo rápido. Mesmo assim, enquanto Ed Gama conta que perdeu 30 quilos em dois anos, na internet tem gente vendendo a ideia de emagrecer 10 quilos em apenas um mês.

Embora os resultados mudem muito de pessoa para pessoa, geralmente, um emagrecimento saudável é mais modesto. “Diversas instituições internacionais recomendam uma redução de 0,5 a 1 kg por semana (2 a 4 kg por mês) como seguro e sustentável”, afirma Daniela Cierro, consultora técnica da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). Para reduzir os números na balança, algumas dicas são importantes. Mais de saude

A primeira é estabelecer metas possíveis e prazos reais. A segunda é que o cardápio ideal deve ser diverso e nunca restritivo. Muitos estudos mostram que restrições alimentares radicais são quase sempre ineficazes e insustentáveis no longo prazo.

É que um dos efeitos de se privar é justamente o exagero na dose na hora em que você se permite a fazer algo diferente (o que chamam por aí de “dia do lixo”), podendo até culminar em episódios de compulsão alimentar. Beatriz lembra que, quando tratamos de calorias, falamos também de carboidratos, proteínas e gorduras. E cada um desses nutrientes tem funções específicas no corpo, bem como deve estar presente no organismo dentro de proporções determinadas.

“ Por exemplo, de forma geral, para a população, recomenda-se que 50% a 60% das calorias venham dos carboidratos”, explica. Dietas que os vilanizam, como as low carb extremas, podem provocar desequilíbrios. Leia também: 'Vitória da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas', diz paciente após remissão completa de câncer

Além disso, toda dieta um dia chega ao fim e, após isso, o adepto ao regime tende a retornar aos hábitos anteriores e, com eles, volta também o peso perdido. E tem mais. “

Durante o processo de emagrecimento, o metabolismo fica mais lento e a pessoa passa a sentir mais fome, devido ao aumento de hormônios contrarreguladores que atuam para que a pessoa volte ao peso inicial”, explica Tarissa. Esse é um processo de defesa do próprio organismo e, por isso, é tão difícil manter o peso perdido. Importância da reeducação alimentar Por essa razão, segundo Beatriz, o segredo para perder peso está na reeducação alimentar.

Para algo duradouro, é preciso construir um novo estilo de vida; algo que não termina junto ao prazo estimado para uma dieta. Cierro concorda. “Emagrecimento é um processo multifatorial que requer consistência, não intensidade temporária“, diz a consultora da Asbran.

Ou seja, uma corrida contra o calendário anual pode ter mais prejuízos do que ganhos reais. Para perder quilos com saúde, as especialistas recomendam reduzir a ingestão de calorias, mas de forma equilibrada, combinando com uma alimentação saudável, diversa em nutrientes, e que evita o consumo de alimentos processados e ultraprocessados. Também entram nessa lista o consumo adequado de proteínas, a hidratação com, em média, 35 ml de água por quilo de peso diariamente, o sono de qualidade e cuidados com a saúde mental.

Além disso, uma dieta deve considerar as particularidades de cada um. Isso envolve, inclusive, o seu comportamento e formas de lidar com emoções – um conceito chamado nutrição comportamental. “Isso só pode ser feito por nutricionistas, que vão fazer toda uma análise de qual é a situação daquela pessoa e fazer, então, uma dieta que seja adequada para ela”, destaca Beatriz.

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