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Crédito, Reprodução/Redes Sociais
- Author, Leandro Prazeres
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília
- Published Há 16 minutos
- Tempo de leitura: 11 min
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) aparece em um vídeo de seu perfil no Instagram "rasgando" uma tela virtual com a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, em um tom informal, disparou sua mensagem: "Sabe o que eles fazem com os jovens? Eles usam vocês!".
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O perfil do movimento Juventude do PT, destinado à mobilização do público jovem, lança uma campanha nas redes sociais batizada de "Brota na urna".
Durante um evento em Ji-Paraná (RO), o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) dança um funk criado em sua homenagem.
Enquanto isso, Renan Santos (Missão) dispara anúncios nas redes sociais se apresentando como o pré-candidato do "partido da geração Z". Leia também: Como é o drone marítimo usado pelos EUA para resgatar tripulantes
Seja nas redes sociais ou no mundo real, esses movimentos têm uma coisa em comum: a esquerda e a direita já deram início à disputa pelo eleitorado jovem, um público estimado em 18,7 milhões de pessoas entre 16 e 24 anos. São os eleitores da chamada geração Z, aqueles nascidos entre 1996 e 2012.
O motivo desse interesse é óbvio. Com todas as principais pesquisas de intenção de voto apontando que as eleições deste ano tendem a ser tão ou mais disputadas que as de 2022, o apoio dos jovens está entre os mais cobiçados.
Em jogo, está uma fatia responsável por 11,5% do eleitorado total, estimado em 156,4 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se de um volume nada desprezível, considerando que as eleições presidenciais foram vencidas por Lula por uma diferença de apenas 2,1 milhões de votos.
À esquerda, o principal desafio, dizem, será reverter os baixos índices de aprovação do governo Lula junto a essa faixa etária e romper a resistência ao fato de o petista ter 80 anos de idade.
À direita, pesquisas e especialistas apontam que o desafio será reverter a preferência momentânea que o público jovem vem demonstrando em favor de Lula e diminuir a rejeição de parte do eleitorado geral em relação ao pai de Flávio, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Mais de mundo
Os especialistas apontam ainda que ambos os lados enfrentaram pelo menos dois desafios adicionais: a aversão à polarização política e o tradicional descrédito do eleitorado jovem brasileiro em relação à importância do próprio voto, o que leva a uma taxa de abstenção maior que a média nacional.
Apoio, desaprovação e mobilização
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As principais pesquisas de intenção de voto divulgadas nos últimos meses apontam um cenário desafiador para o presidente Lula, que busca a reeleição.
Segundo pesquisa divulgada em maio pelo instituto Datafolha, entre eleitores de 16 a 24 anos, Lula venceria Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno com 35% dos votos, contra 28% do senador. No segundo turno, no entanto, Lula aparece com 47% a 41%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Apesar de aparecer como favorito no segmento até 24 anos, segundo o Datafolha, uma outra pesquisa do instituto aponta um sinal de alerta para a equipe de campanha do presidente.
A pesquisa que avalia a aprovação do governo Lula também divulgada em maio mostra que os jovens estão entre os segmentos mais descontentes com a atual administração do petista.
No total, 50% dos entrevistados desse segmento desaprovam o governo, contra 45% que o aprovam. Aqui, a margem de erro também é de dois pontos percentuais.



Renan Santos e a geração Z

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