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Como as redes sociais reagiram à divulgação dos áudios entre Flávio Bolsonaro e

Como as redes sociais reagiram à divulgação dos áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Crédito, Reuters Legenda da foto, Flávio tenta driblar alta rejeição ao

Como as redes sociais reagiram à divulgação dos áudios entre Flávio Bolsonaro e
Como as redes sociais reagiram à divulgação dos áudios entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Rostos do ex-presidente Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em foco

Crédito, Reuters

Legenda da foto, Flávio tenta driblar alta rejeição ao pai se colocando como uma versão moderada de Bolsonaro
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    • Author, Luiz Fernando Toledo
    • Role, Da BBC News Brasil, em Londres
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 4 min

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu, na quarta-feira (13/5), ter negociado com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, investimentos para custear as gravações de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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De acordo com uma reportagem do portal The Intercept Brasil, o repasse total acordado seria de US$ 24 milhões, o equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época.

Desse montante, R$ 61 milhões teriam sido de fato liberados entre fevereiro e maio de 2025. Diante dos atrasos para os pagamentos restantes, Flávio teria enviado mensagens para Vorcaro cobrando a liberação.

A divulgação da conversa foi crítica para a popularidade de Flávio nas primeiras horas nas mídias sociais, mas a reação da rede bolsonarista fez com que menções negativas fossem diluídas e as positivas voltassem a subir. Leia também: 'Crise de proporções ainda incalculáveis': como a imprensa internacional

A análise é da Palver, empresa brasileira de tecnologia especializada em análise e monitoramento do ambiente digital.

A empresa diz que "em sete horas, Flávio passou de candidatura em ruína para candidatura ferida."

Até as 13h de quarta-feira, horário de Brasília, o sentimento sobre Flávio nos grupos monitorados se mantinha estável, com positivos e negativos disputando praticamente meio a meio.

A partir das 14h30, quando a reportagem do Intercept começa a circular, o positivo encolhe e o negativo cresce hora a hora, segundo a empresa.

O pior momento é alcançado às 16h, com saldo líquido — diferença entre menções positivas e negativas — em -62. Pouco depois, às 17h, a desproporção atinge o ápice: 84% das menções a Flávio são negativas; apenas 16% são positivas. Mais de mundo

A partir das 18h, segundo a Palver, a curva começa a se reorganizar. As últimas horas do dia 13 fecham com positivos em torno de 40%, ainda abaixo do patamar pré-reportagem.

O efeito Zema

O que explica a recuperação, segundo a Palver, não foi apenas uma defesa de apoiadores de Flávio à reportagem, mas também a entrada em cena de um adversário contra quem a militância se mobilizou: Romeu Zema.

Cotado para ser candidato a vice em uma chapa com Flávio, Zema criticou o aliado em vídeo publicado nas redes sociais no início da noite de 13/5.

"Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil", disse.

No monitoramento da Palver, Zema operava em sentimento majoritariamente positivo durante todo o dia 12, com barras chegando a 70% de aprovação em momentos isolados. A manhã do dia 13 começou em patamar ainda confortável, com positivos próximos de 50%.

A inflexão decisiva, segundo o relatório, ocorre entre 17h e 18h, exatamente quando o vídeo circula nos grupos. As barras negativas crescem progressivamente e as positivas caem na mesma proporção. Ao fim do dia 13, o quadro se inverte: o que era 70/30 positivo passa a ser 35/65 negativo, com positivos abaixo de 30% em quase todas as horas finais.

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