← Mundo
Mundo

Como a economia dos EUA continua superando seus rivais apesar de toda

Crédito, Getty Images Article Information Author, Michelle Fleury Role, Repórter de negócios, BBC News Published Há 2 horas Tempo de leitura: 6 min Em Dresden, no leste

Como a economia dos EUA continua superando seus rivais apesar de toda
A Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos, em manhã de negócios no dia 26 de maio de 2026, com uma grande bandeira americana na frente do edifício e pessoas andando na calçada

Crédito, Getty Images

Article Information
    • Author, Michelle Fleury
    • Role, Repórter de negócios, BBC News
  • Published Há 2 horas
  • Tempo de leitura: 6 min

Em Dresden, no leste de Alemanha, um último automóvel fechou no ano passado a linha de montagem da "Fábrica Transparente" da Volkswagen, que foi uma espécie de símbolo do poderio industrial da Europa.

Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama

A milhares de quilômetros de distância, em Spartanburg, no Estado americano da Carolina do Sul, outra gigante alemã, a BMW, opera sua maior fábrica em todo o mundo.

Nos últimos anos, uma sucessão de choques econômicos abalou grande parte do mundo desenvolvido.

As tarifas de importação de Donald Trump afetaram o comércio global. As deportações de imigrantes em massa estão mudando o mercado de trabalho. O conflito no Oriente Médio fez disparar os preços do petróleo. Leia também: Coiotes, barcos e rotas na mata por U$ 10 mil: o que está por trás do número

Muitos economistas esperavam que os Estados Unidos fossem sofrer fortes abalos com o peso dessas pressões. Mas a economia do país continuou crescendo de forma estável.

Joe Brusuelas, economista-chefe da consultoria britânica RSM, defende que a guerra comercial foi a prova mais forte da resiliência americana.

"As metas próprias impostas pelo governo Trump aos Estados Unidos, em relação ao comércio e à imigração, provavelmente são o exemplo mais claro do dinamismo que sustenta a economia americana", destaca ele. Mais de mundo

Ao enfrentar a súbita taxação de componentes estrangeiros, as empresas americanas não se contentaram com a redução das margens e passaram a investir com mais força.

"O investimento de capital, neste momento, é de 13,9% do PIB americano", segundo Brusuelas. "Deveria estar diminuindo, considerando os diversos impactos sobre a oferta e a procura absorvidos pela economia, mas não é o que está acontecendo."

Os mercados de energia oferecem outra explicação. A guerra no Oriente Médio aumentou os preços do petróleo, o que, historicamente, teria representado uma ameaça considerável ao crescimento americano. Leia também: Governo do Irã usa defesaça na Copa como metáfora da guerra contra os EUA: 'É

Mas a revolução do petróleo de xisto alterou fundamentalmente a vulnerabilidade dos Estados Unidos frente aos choques do setor energético.

Ao longo das últimas duas décadas, o país se tornou um dos maiores produtores de petróleo e gás do planeta, enquanto suas empresas reduziram progressivamente sua dependência do petróleo.

"O desenvolvimento do fracking (fraturamento hidráulico, técnica de mineração usada para extrair gás natural e petróleo de rochas de xisto localizadas a grandes profundidades) nos Estados Unidos, desde o início dos anos 2000, e a evolução dos combustíveis alternativos criaram condições para que a contribuição do petróleo para o PIB por unidade de energia caísse pela metade nos últimos 50 anos", explica Brusuelas.

Operador trabalha no módulo de gases do efeito estufa no centro de monitoramento de emissões da ExxonMobil em Houston (Estados Unidos), no dia 17 de dezembro de 2025

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, A produção de petróleo e gás de xisto protegeu os Estados Unidos contra os choques do mercado de energia

O contraste com a Europa é evidente.

Bola de futebol da Copa do Mundo 2026, em frente a uma zona de torcedores construída para o Mundial em Kansas City, nos Estados Unidos
Legenda da foto, Os empresários americanos abriram mais vagas de emprego que o esperado no mês de maio, antecipando-se à Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, México e Canadá

Os EUA não são imunes a pressões

Coiotes, barcos e rotas na mata por U$ 10 mil: o que está por trás do número
Mundo

Coiotes, barcos e rotas na mata por U$ 10 mil: o que está por trás do número

Ler matéria →

Leia também