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Com US$ 220 milhões no banco, Nadal troca descanso por “império” no setor

Mesmo após encerrar uma carreira de 23 anos no tênis com milhões no banco, Rafael Nadal não quis ficar parado — agora, voltou ao trabalho no setor hoteleiro

Com US$ 220 milhões no banco, Nadal troca descanso por “império” no setor de
Mesmo após encerrar uma carreira de 23 anos no tênis com milhões no banco, Rafael Nadal não quis ficar parado — agora, voltou ao trabalho no setor hoteleiro. | Getty Images
Mesmo após encerrar uma carreira de 23 anos no tênis com milhões no banco, Rafael Nadal não quis ficar parado — agora, voltou ao trabalho no setor hoteleiro. | Getty Images

Rafael Nadal não quer ser o aposentado típico. Para muita gente, se aposentar com milhões no banco é o tipo de sonho que termina em uma vida de descanso e lazer. Mas não para Nadal.

Depois de mais de duas décadas competindo, o espanhol encerrou em novembro de 2024 uma das maiores carreiras da história do tênis— com 22 títulos de Grand Slam, 14 troféus de Roland Garros, 209 semanas como número 1 do mundo e um patrimônio estimado em US$ 220 milhões. Mas, em vez de tirar o pé, Nadal vem se dedicando à construção de um império no setor de hotéis.

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“Eu não sou o tipo de pessoa que gosta de acordar de manhã sem saber o que fazer”, disse Nadal à CNBC na semana passada. “Meu objetivo era seguir em frente.”

Ele afirmou que passar tempo com a família, incluindo seus dois filhos pequenos, é importante— mas acrescentou: “eu gosto de trabalhar”.

“Da mesma forma que construí um legado dentro da quadra, agora é a hora de construir um legado fora dela.” Leia também: Não queremos criar nova casta no serviço público com PEC do BC, diz Esther Dweck

Dentro do império de Rafael Nadal após o tênis: hotéis e um centro de treinamento do qual ele vendeu parte por US$ 107 milhões

Nadal acaba de inaugurar seu quarto Zel Hotel, em Fuerteventura, uma propriedade à beira-mar voltada apenas para adultos, nas Ilhas Canárias. O ex-tenista, hoje com 40 anos, explicou que, depois de passar a maior parte de seus 23 anos de carreira vivendo em hotéis, criar o próprio negócio nesse setor pareceu um passo natural.

“Foi isso que eu fiz durante metade da minha vida, e eu sei do que mais gosto”, afirmou.

Ele fundou a marca de hospitalidade Zel Hotels em 2022, em parceria com a Meliá Hotels International. Apenas um ano depois, a marca abriu seu primeiro hotel, o ZEL Mallorca, e desde então se expandiu para a Costa Brava, na Espanha, e Punta Cana, na República Dominicana.

E hotéis são apenas uma parte do império de negócios que ele vem montando. Nadal construiu discretamente um portfólio pós-tênis que abrange hospitalidade, educação e esportes, com a maior parte dos ativos administrada por meio da holding familiar Aspemir.

“Isso é, claro, um projeto para a vida toda, muito pessoal para mim, mas, ao mesmo tempo, a empresa cresceu nos últimos anos, e sentimos que precisávamos de ajuda para continuar crescendo e expandindo”, acrescentou Nadal. Mais de economia

Antes dos hotéis Zel, ele abriu a Rafa Nadal Academy, em Mallorca, em 2016, voltada ao treinamento de alto rendimento no tênis. Desde então, o negócio se transformou em uma rede global de academias e centros esportivos, com unidades no México, Grécia, Kuwait, Hong Kong e República Dominicana.

Em 2025, Nadal vendeu 44,9% de sua academia para a gestora de investimentos privados GPF Capital. O negócio deixou o espanhol com 55,1% de participação, controle majoritário e cerca de € 94 milhões em caixa.

Rafael Nadal não é o único milionário que rejeita a aposentadoria — Martha Stewart ainda trabalha aos 84 anos

Nadal não é o único que teve dificuldade para desacelerar depois de uma carreira no topo. Roger Federer também se aposentou do tênis em 2022, com 20 Grand Slams, e foi imediatamente trabalhar. Desde então, ganhou mais dinheiro com investimentos e contratos de marca do que havia embolsado em premiações ao longo da carreira. No ano passado, sua participação estimada de 3% na fabricante suíça de artigos esportivos On fez dele um bilionário. Leia também: Alemães dizem não gostar de Budweiser. A marca não vai aceitar um “não”

O fundador da Wingstop no Reino Unido, Tom Grogan, tornou-se multimilionário aos 32 anos ao vender uma participação majoritária no negócio por cerca de US$ 532 milhões. Mas ele disse que o dinheiro não “preencheu esse vazio”— e que a vida sem trabalho era “entediante”, razão pela qual planejava começar outro empreendimento logo em seguida.

“Eu não consigo viver sentado numa praia”, disse à Fortune. “Acho que precisamos de algo para ocupar a mente, para nos desafiar. É preciso ter um propósito para levantar da cama todos os dias, e é isso que não temos agora.”

Martha Stewart, a primeira mulher bilionária self-made dos Estados Unidos, talvez tenha sido a mais enfática ao falar sobre aposentadoria— ou, mais precisamente, sobre não se aposentar.

“Aposentadoria não é uma opção”, disse ela, sem rodeios, à Fortune, aos 84 anos, ao mesmo tempo em que lançava duas novas marcas de skincare e roupas de cama.

Embora diga que outras pessoas da idade dela passam os dias fazendo quebra-cabeças, Stewart acorda às 4h da manhã, encaixa jogos para o cérebro e uma aula de pilates na rotina, antes de trabalhar em sua fazenda e em vários negócios.

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