← Entretenimento
Entretenimento

Com Luísa Sonza e Maria Rita, artistas debatem saúde mental e política no SP2B

Em vez de cantar os hits de suas carreiras, Maria Rita, Luísa Sonza e Manu Gavassi foram algumas das artistas que participaram de mesas do SP2B desta terça, marcada por

Com Luísa Sonza e Maria Rita, artistas debatem saúde mental e política no SP2B

Em vez de cantar os hits de suas carreiras, Maria Rita, Luísa Sonza e Manu Gavassi foram algumas das artistas que participaram de mesas do SP2B desta terça, marcada por discussões culturais. Com uma vasta lista de palestras e shows, o festival tem parceria com a Folha e discute empreendedorismo e inovação até o domingo, no parque Ibirapuera, na zona sul da cidade. Nos painéis, as estrelas debateram assuntos aos quais não são popularmente associadas, como política pública e saúde mental.

Maria Rita participou de um bate-papo com os empresários Ana Maria Diniz e Victor Stirnimann, no espaço Bespoke. Conversaram sobre a vida além do trabalho, passando por tópicos como ego, reputação e pressão. A artista contou que já chegou a receber um diagnóstico de burnout devido à rotina exaustiva da carreira.

Leia no AINotícia: Entretenimento: O que rolou na TV, cinema e música nesta semana

A cantora disse que, à época, se frustrava ao acessar as redes sociais porque vivia se comparando com outra artista. "Me senti muito desorientada, sem chão e feia pelo quão ruim eu poderia ser com alguém que nunca me fez nada. "

Também no Bespoke, Luísa Sonza participou de um painel centrado na Virada Cultural de São Paulo. Ela dividiu o palco com o secretário municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente, o diretor do Centro Cultural São Paulo, José Mauro Gnaspini, e a CEO da Mynd, Fatima Pissarra. A gaúcha lembrou histórias de quando apresentou no evento e defendeu que a cultura seja "ordinária, não extraordinária, assim como feijão com arroz" —em referência a uma fala de Gilberto Gil. Leia também: Globo trocará Tralli e Renata por Lo Prete em sabatinas se houver segundo turno

" Além de proporcionar algo em nível econômico e cultural, a Virada proporciona humanização", disse Sonza. Para ela, é papel do artista "sair da redoma" e lidar com públicos diversos, pagantes ou não.

Já Manu Gavassi foi ao Bespoke para falar de marca pessoal. Ela, a empresária Monique Evelle e a podcaster Tata Estaniecki discutiram autenticidade e gestão estratégica. A ex-BBB disse ter feito um movimento "antinatural" no mercado, por ter chegado a se afastar dos holofotes no auge de sua fama.

Segundo a cantora, estar sempre na "crista da onda" não é necessariamente sinônimo de uma carreira bem-sucedida. Outro destaque foi a mesa sobre a transformação de brasilidade no empreendedorismo, no espaço Beehive. Estavam lá

Anápuàka Tupinambá Hãhãhãe, fundador da Rádio Yandê e do Mani Bank, Débora Emm, CEO da Inesplorato, Vitor Souza Bastos, CEO da Tambor, e Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Hãhãhãe enfatizou que o próprio reconhecimento da existência de vários "brasis" já serve para empreender. Mais de entretenimento

Como exemplo, ele citou o banco que fundou, o Mani Bank —o primeiro do país dedicado à economia indígena. " Quando se fala de indígenas, acham que a gente só vai salvar a Amazônia, salvar a vida de vocês.

Mas, quando falamos em autonomia, parece que a gente não tem direito", disse o empresário, enfatizando que o racismo prejudica a ascensão do Brasil por completo. A certa altura, Hãhãhãe mencionou Marton, questionando a representatividade indígena no governo estadual. Ela, então, deu uma indireta e afirmou que, embora seja branca, tem sangue indígena, assim como "qualquer brasileiro". Leia também: iphone 17 pro max: o detalhe que mais repercutiu

O momento gerou cochichos na plateia. O dia também teve debates sobre os avanços da inteligência artificial. No Beyond, houve um painel sobre o colapso da confiança diante dos "deepfakes".

Segundo Beatriz Farrugia, pesquisadora na Agência Lupa, a maioria das desinformações circula via WhatsApp, em vídeos de linguagem sensacionalista. Andrea Janér, CEO da Oxygen, acrescentou que "a desinformação surge com aquilo que é improvável, mas possível". Do lado musical, o SP2B desta terça teve shows como o da banda Classic Zoom e dos cantores Jenni Mosello, Baobá e João Sabiá.

Comentários

Globo trocará Tralli e Renata por Lo Prete em sabatinas se houver segundo turno
Entretenimento

Globo trocará Tralli e Renata por Lo Prete em sabatinas se houver segundo turno

Ler matéria →

Leia também